Milho reage em Chicago após tombo do USDA e fecha 2ª feira (12) em alta
A segunda-feira (12) fechou com o mercado do milho em alta na Bolsa de Chicago, recuperando uma pequena parcela das fortes perdas registradas na última sexta-feira, quando o mercado foi pressionado pelos novos números de produção e estoques divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
O dezembro/26 terminou negociado a US$ 4,83 por bushel, alta de 3,75 pontos, enquanto março/27 avançou 3 pontos, para US$ 4,97 por bushel. Já o maio/27 fechou a US$ 5,05, também com ganho de 3 pontos.
A recuperação desta segunda acontece depois de uma sexta-feira bastante negativa para o cereal. O USDA surpreendeu o mercado ao elevar sua estimativa de produtividade do milho norte-americano, bem como a produção e os estoques finais do país, trazendo os números todos acima das expectativas do mercado.
Os estoques mundiais de milho também foram elevados em 8,34 milhões de toneladas, para 280,44 milhões de toneladas, o que também pesou sobre os futuros do cereal.
Foi justamente esse choque de oferta que derrubou as cotações na sexta-feira. O dezembro chegou a operar próximo do limite de baixa durante o pregão e os contratos mais próximos encerraram a sessão com perdas entre 19 e 21 cents. Assim, apesar da recuperação desta segunda-feira, Chicago ainda trabalha para absorver um balanço norte-americano consideravelmente mais confortável do que o mercado projetava antes do relatório.
Ao mesmo tempo, alguns elementos ajudaram a permitir a correção positiva nesta segunda. O mercado acompanha o avanço da colheita norte-americana e também os sinais vindos da oferta internacional. A consultoria internacional APK-Inform reduziu em 500 mil toneladas sua estimativa para a produção de milho da Ucrânia em 2026, agora projetada em 31,8 milhões de toneladas.
O feriado de Columbus Day nos Estados Unidos, comemorado também nesta segunda-feira, deixou a sessão com menos informações oficiais. Os relatórios semanais de embarques semanais e acompanhamento de safras, normalmente divulgados nesta segunda-feira, foram transferidos para terça, quando o mercado terá novas referências tanto sobre os embarques norte-americanos quanto sobre o avanço da colheita.
No Brasil, a B3 não teve negociação nesta segunda-feira em razão do feriado nacional do dia de Nossa Senhora Aparecida, deixando o mercado doméstico sem novas referências futuras. A retomada dos negócios nesta terça deverá incorporar tanto a reação observada em Chicago quanto os demais componentes da formação dos preços brasileiros, com atenção para o câmbio e para o comportamento do mercado físico.