Milho tenta recuperação em Chicago, enquanto B3 opera majoritariamente em alta nesta terça-feira

Publicado em 13/10/2026 12:27
Mercado segue atento à safra americana e aos impactos do USDA; dólar também avança diante do real

Os preços internacionais do milho passaram a registrar leves valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo desta terça-feira (13), após iniciarem o pregão em campo negativo, enquanto a maioria dos contratos futuros negociados na Bolsa Brasileira (B3) também apresenta movimentações positivas.

Por volta das 10h36 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era negociado a US$ 4,8425 por bushel, com valorização de 1,25 ponto. Mais cedo, às 8h20, o mesmo contrato apresentava desvalorização de 1,75 ponto, cotado a US$ 4,8125.

Segundo informações do Farm Progress, os investidores continuam assimilando os efeitos do relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última sexta-feira, que elevou as estimativas de produtividade, produção e estoques norte-americanos, provocando fortes quedas nas cotações.

O contrato dezembro/26 havia recuperado 3,25 pontos na segunda-feira (12), depois das perdas expressivas registradas na sessão anterior. Apesar da reação, o mercado continua pressionado pelas perspectivas de grande disponibilidade do cereal nos Estados Unidos.

Conforme destacou o Agriculture.com, relatos de produtividade continuam superando as expectativas em partes do oeste do cinturão produtor americano, enquanto os resultados são mais irregulares nos estados de Illinois e Iowa.

O mercado também acompanha as condições climáticas nas principais regiões produtoras, com previsão de tempo favorável aos trabalhos de campo nos próximos dias.

O USDA elevou sua projeção de produtividade do milho americano de 178,5 para 181,2 bushels por acre no relatório de outubro. Com isso, a estimativa de produção passou de 401,33 milhões para 407,28 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais foram ampliados de 39,79 milhões para 46,97 milhões de toneladas.

Os investidores aguardam ainda a divulgação do novo relatório semanal de acompanhamento das lavouras norte-americanas, prevista para esta terça-feira, após o adiamento provocado pelo feriado nos Estados Unidos.

No levantamento anterior, a colheita havia atingido 23% da área, abaixo da média histórica de 27%, enquanto 54% das lavouras estavam classificadas em boas ou excelentes condições.

B3 opera com maioria dos contratos em alta

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também apresentam movimentações predominantemente positivas nesta terça-feira, em uma sessão marcada ainda pela valorização do dólar diante do real.

Por volta das 12h21 (horário de Brasília), o vencimento novembro/26 era cotado a R$ 69,18 por saca, com alta de 0,70%. O janeiro/27 avançava 0,48%, negociado a R$ 73,20, enquanto o março/27 registrava valorização de 0,24%, valendo R$ 76,71. Já o contrato maio/27 apresentava recuo de 0,21%, cotado a R$ 75,13.

No mesmo período, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,02, com valorização de 0,60% diante do real.

O movimento ocorre após a forte pressão registrada na última sexta-feira, quando o relatório do USDA levou Chicago a encerrar o pregão com perdas próximas de 4%, enquanto os principais contratos brasileiros também terminaram em queda.

Fonte: Notícias Agrícolas

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