Milho abre segunda-feira em queda em Chicago com oferta americana no radar
Os preços internacionais do milho iniciaram a segunda-feira (19) em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), dando continuidade ao movimento de pressão observado na última semana, quando os principais contratos acumularam perdas de até 1,69%.
Por volta das 7h02 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era negociado a US$ 4,7275 por bushel, com desvalorização de 1,50 ponto. O março/27 recuava 0,50 ponto, cotado a US$ 4,8600, enquanto o maio/27 perdia 0,75 ponto, valendo US$ 4,9275.
O mercado começa a semana ainda atento às perspectivas de maior disponibilidade de milho nos Estados Unidos, após o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) elevar suas projeções de produtividade, produção e estoques no relatório de oferta e demanda divulgado em 9 de outubro.
Na ocasião, a estimativa de produção americana foi revisada de 401,33 milhões para 407,28 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais projetados avançaram de 39,79 milhões para 46,97 milhões de toneladas.
Na última sexta-feira (16), os contratos encerraram o pregão em queda, apesar da divulgação de números positivos para a demanda externa pelo cereal americano.
Segundo análise da Agrinvest, as vendas líquidas de milho dos Estados Unidos somaram 1,122 milhão de toneladas, crescimento de 46% em relação à semana anterior e resultado 42% superior à média das últimas quatro semanas. O volume, entretanto, ficou dentro das expectativas dos analistas.
Os exportadores americanos também comunicaram uma nova venda de aproximadamente 127 mil toneladas de milho ao Japão, para entrega na temporada 2026/27.
Nesta segunda-feira, os investidores aguardam novos dados do USDA. O departamento deve divulgar o relatório semanal de inspeções de exportação, que permitirá acompanhar o ritmo dos embarques do cereal, além de uma nova atualização sobre o avanço da colheita norte-americana.
No levantamento anterior, divulgado na terça-feira (13), a colheita do milho havia atingido 33% da área cultivada nos Estados Unidos, abaixo dos 39% registrados na média histórica para o período.
O avanço dos trabalhos de campo e o desempenho das exportações permanecem entre os principais indicadores acompanhados pelo mercado para avaliar a disponibilidade de milho americano e a capacidade da demanda de absorver a produção estimada pelo USDA.
Relembre como fechou o mercado na última sexta-feira (16):
+ Milho fecha semana com perdas de até 3,10% na B3 e 1,69% em Chicago