Milho amplia perdas em Chicago nesta terça-feira e B3 apresenta oscilações moderadas

Publicado em 20/10/2026 11:40
Futuros americanos seguem pressionados pela oferta elevada e pela redução de posições compradas dos fundos; contratos brasileiros operam sem direção uniforme

Os preços internacionais do milho ampliaram as perdas ao longo desta terça-feira (20) na Bolsa de Chicago (CBOT), depois de começarem o pregão próximos da estabilidade. No Brasil, os contratos negociados na Bolsa Brasileira (B3) apresentam movimentações moderadas, alternando pequenas altas e baixas.

Por volta das 11h26 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era negociado a US$ 4,6275 por bushel, com desvalorização de 4,25 pontos. O março/27 recuava 3,25 pontos, cotado a US$ 4,7725, enquanto o maio/27 perdia 3,00 pontos, valendo US$ 4,8550.

A pressão ganhou intensidade em relação à abertura, quando o dezembro/26 estava estável. O movimento prolonga as perdas observadas na segunda-feira (19), quando o contrato encerrou o pregão com queda de 1,53%.

A perspectiva de elevada disponibilidade de milho nos Estados Unidos continua entre os principais fatores de pressão, após o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) elevar suas estimativas de produção e estoques no relatório de oferta e demanda divulgado em 9 de outubro.

Em análise publicada nesta terça-feira, a AgMarket destacou que o contrato dezembro/26 já havia encerrado a sessão anterior abaixo da mínima observada após a divulgação do WASDE. A consultoria também chamou atenção para a redução das posições compradas pelos fundos de investimento, em um cenário de enfraquecimento técnico dos futuros.

A colheita americana permanece no radar. No relatório divulgado na segunda-feira, o USDA informou que os trabalhos alcançaram 44% da área cultivada, avanço de 11 pontos percentuais na semana, mas ainda abaixo da média histórica de 52%.

Apesar do atraso, as previsões de condições meteorológicas favoráveis no Meio-Oeste dos Estados Unidos podem permitir maior avanço dos trabalhos de campo nos próximos dias.

A demanda externa também continua sendo acompanhada, depois de o USDA informar, na segunda-feira, que as inspeções semanais de exportação de milho recuaram quase 49%, para 672,5 mil toneladas.

B3 apresenta resultados mistos

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho operam sem direção uniforme nesta terça-feira.

Por volta das 11h35 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a R$ 66,06 por saca, com valorização de 0,23%. O janeiro/27 recuava 0,16%, cotado a R$ 69,85, enquanto o março/27 perdia 0,32%, valendo R$ 74,98. Já o maio/27 apresentava alta de 0,09%, negociado a R$ 74,18 por saca.

O mercado brasileiro também acompanha as perspectivas de oferta para a próxima temporada e a competitividade das exportações, em um cenário de ampla disponibilidade projetada para o milho nacional.

Fonte: Notícias Agrícolas

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