Milho amplia sequência de perdas em Chicago nesta quarta-feira e dezembro cai abaixo de US$ 4,60

Publicado em 21/10/2026 09:03
Colheita americana e perspectiva de ampla oferta seguem pressionando os futuros, apesar de sinais positivos na demanda exportadora

Os preços internacionais do milho iniciaram a quarta-feira (21) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), dando continuidade às desvalorizações registradas nos dois primeiros pregões da semana. A perspectiva de ampla disponibilidade do cereal nos Estados Unidos e as condições climáticas favoráveis à colheita seguem pressionando as cotações, que voltaram a operar abaixo dos US$ 4,60 por bushel no principal vencimento.

Por volta das 8h50 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a US$ 4,5900 por bushel, com desvalorização de 3,00 pontos. O março/27 recuava 2,75 pontos, cotado a US$ 4,7325, enquanto o maio/27 também perdia 2,75 pontos, valendo US$ 4,8125 por bushel. O julho/27 apresentava baixa de 3,00 pontos, negociado a US$ 4,8775.

O movimento amplia as perdas observadas desde segunda-feira (19), quando o dezembro/26 recuou 1,53%, seguido por nova desvalorização de 1,07% na terça-feira. Segundo análise publicada nesta quarta-feira pela Pro Farmer, milho, soja e trigo voltaram a cair durante a madrugada, depois de encerrarem a sessão anterior nas mínimas de várias semanas, com as condições favoráveis à colheita no Meio-Oeste americano mantendo a pressão sobre os mercados.

No último levantamento de progresso das lavouras, divulgado na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita de milho havia alcançado 44% da área cultivada, contra 33% na semana anterior e média histórica de 52%. Apesar do atraso em relação ao ritmo normal, a previsão de tempo predominantemente seco em regiões produtoras favorece a continuidade dos trabalhos e a entrada de novos volumes no mercado.

A pressão também permanece associada às projeções de oferta divulgadas pelo USDA no relatório de outubro, que elevou a estimativa de produção norte-americana para 407,28 milhões de toneladas e a de estoques finais para 46,97 milhões de toneladas. As revisões continuam sendo uma referência importante para a formação dos preços, em um momento de maior disponibilidade sazonal do cereal.

Do lado da demanda, o mercado acompanha sinais distintos. Na segunda-feira, o USDA informou que as inspeções semanais de exportação de milho recuaram 48,8%, para aproximadamente 672,5 mil toneladas, enquanto o relatório de vendas divulgado na sexta-feira anterior havia mostrado crescimento de 46%, para 1,122 milhão de toneladas. A diferença entre os indicadores mantém as atenções sobre a capacidade das exportações de absorver a oferta americana projetada para a temporada.

Relembre como fechou o mercado na última terça-feira (20):

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Fonte: Notícias Agrícolas

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