Milho vira para o positivo em Chicago nesta quarta-feira, mas B3 mantém quedas

Publicado em 21/10/2026 12:32
Contratos americanos recuperam as perdas da manhã, enquanto mercado brasileiro segue pressionado e novembro recua para R$ 65,53 por saca

Os preços futuros do milho inverteram o movimento negativo registrado na abertura desta quarta-feira (21) e passaram a operar em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). A recuperação ocorre após duas sessões consecutivas de desvalorização, enquanto, no Brasil, os contratos negociados na B3 continuam apresentando perdas.

Por volta das 12h20 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era cotado a US$ 4,6300 por bushel em Chicago, com valorização de 1 ponto. O março/27 avançava 0,75 ponto, negociado a US$ 4,7675, enquanto o maio/27 subia 0,75 ponto, valendo US$ 4,8475. O julho/27 registrava ganho de 0,50 ponto, cotado a US$ 4,9125 por bushel.

O movimento representa uma mudança em relação à abertura do dia, quando o dezembro/26 chegou a ser negociado a US$ 4,5900 por bushel, ampliando as perdas observadas desde o início da semana. Apesar da reação ao longo da manhã, as valorizações ainda são moderadas e não permitem caracterizar uma reversão da tendência recente.

O mercado internacional continua acompanhando o avanço da colheita americana e as perspectivas de ampla disponibilidade do cereal. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 44% da área de milho dos Estados Unidos estava colhida até o último domingo (18), contra 52% da média dos últimos cinco anos. A previsão de tempo predominantemente seco no Meio-Oeste americano nos próximos dias favorece a continuidade dos trabalhos.

Do lado da demanda, os operadores também monitoram o desempenho das exportações americanas, que apresentam sinais distintos entre os indicadores mais recentes. Enquanto as inspeções semanais de embarque recuaram, os registros de vendas externas mostraram recuperação, mantendo o ritmo de escoamento entre os fatores de atenção do mercado.

B3 segue pressionada no Brasil

Na Bolsa Brasileira (B3), o cenário permanecia negativo na atualização das 12h28. O vencimento novembro/26 era negociado a R$ 65,53 por saca, com queda de 0,65%, enquanto o janeiro/27 recuava 0,57%, cotado a R$ 69,54. O março/27 apresentava perda de 0,76%, valendo R$ 74,33, e o maio/27 caía 0,49%, negociado a R$ 73,57.

A continuidade das perdas ocorre em um momento de enfraquecimento das referências domésticas do milho. Segundo levantamento da Terra Investimentos, os principais indicadores de preços físicos acompanhados em Campinas (SP) acumulam desvalorizações entre 5,28% e 7,06% em outubro, considerando as diferentes metodologias utilizadas pelas instituições.

Além das cotações, o mercado brasileiro acompanha as condições de plantio da safra 2026/27 e as perspectivas para a demanda interna. A expansão do consumo industrial, especialmente pela produção de etanol de milho, permanece como um dos fatores estruturais de sustentação da demanda, enquanto as estimativas de produção elevada mantêm a oferta no centro das atenções.

Fonte: Notícias Agrícolas

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