Leilão de Milho: Produtores querem exportação

Publicado em 22/04/2010 14:45 e atualizado em 22/04/2010 16:03 1001 exibições
O mercado interno não tem tanto espaço para o produto quanto o mercado internacional. O alívio para o produtor está na exportação do milho.

Os Ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento tem trabalhado na criação de uma nova portaria que possibilitará a abertura antecipada dos leilões de milho nessa nova temporada.

A confirmação desse leilão foi feita pelo coordenador geral da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sílvio Farnese, ao informar que as ofertas públicas serão abertas na primeira quinzena de maio para cerca de 15 milhões de toneladas de milho.

Com a abertura dos leilões, os produtores terão a possibilidade de escoar o milho durante o período de colheita da safra que tem início em maio. Dessa forma, o risco de deixar toneladas do produto a céu aberto fica reduzido, mesmo assim ainda há preocupação. De acordo com o vice-presidente do Sindicato Rural de Sorriso, no Mato Grosso, Nelson Picoli, uma colheita com média normal já demanda mais locais de armazenamento, e isso o Estado não tem. “Ainda corre o risco de faltar local para armazenar” diz ele.

Apesar da boa expectativa de um leilão antecipado, o produtor fica inseguro em relação ao modelo de leilão que será lançado pelo governo. “Se for um leilão de exportação, teremos mais chance de escoamento, mas se for para distribuição interna vai ser bem difícil, pois as indústrias já estão abarrotadas de milho” afirma Nelson.

O Estado de Mato Grosso tem um estoque de passagem de quase três milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e ainda vai colher 9,5 milhões de toneladas na safra 2009/2010. “ Aqui na região de Sorriso a expectativa é de colhermos 80/90 sacas por hectares, já temos 50% da produção confirmada”, completou Picoli.

Muito antes dessa possível antecipação a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado), já vinha negociando a oferta pública com técnicos do Ministério da Agricultura. O presidente da entidade, Glauber Silveira, chegou a encaminhar um pedido oficial ao novo ministro, Wagner Rossi, solicitando a antecipação dos leilões para abril, mas não obteve o retorno esperado.

Mesmo não havendo a possibilidade de leilões em abril, a antecipação para maio é importante para garantir os preços mínimos e evitar que o produto seja desvalorizado no mercado, sem remunerar adequadamente os custos e garantir margem ao produtor.

Atualmente, o preço mínimo do milho estipulado pelo governo federal é de R$ 13,98, ou seja, 78 centavos a mais que na safra 08/09 (R$ 13,20).

 

Flávia Previato

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Redação NA

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