MT deve colher 8,7 mi de t de milho, em vez de 9,5 mi t

Publicado em 29/04/2010 15:57 384 exibições
Mato Grosso não deve mais colher uma super safra de milho no plantio atual como estava previsto até o mês passado. Nesta quarta-feira (28.03), o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) reviu para baixo a produção do grão, estimando uma colheita de 8,7 milhões de toneladas. Em março, a projeção era de uma safra de 9,5 milhões de toneladas. A redução entre uma estimativa e outra é de 8,6%, mas mesmo assim significa uma produção 2,7% maior que no ciclo 08/09. O problema é a falta de chuva neste fim de safra.

O assunto foi abordado inclusive pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Glauber Silveira, em palestra que ministrou em Campos de Julio, pelo 5º Circuito Aprosoja. Diante de várias manifestações de produtores preocupados a falta de chuvas, ele destacou que os novos números do Imea.

A estimativa de abril aponta uma produtividade média de 72,75 sacas por hectare no estado. São 14% a menos em relação à safra 2008/2009, quando foram colhidas 84,6 sacas por hectare. “Esta ainda é uma estimativa por conta da falta de chuvas em várias regiões. Mas a quebra pode ser ainda maior se nos próximos dias não chover”.

O rendimento do milho nesta safra já está comprometido. Portanto, haverá queda na produtividade, mas a perda efetiva só poderá ser quantificada com a colheita finalizada. Nesse período será possível identificar se a perda terá sido em relação aos números obtidos na safra anterior, em relação ao potencial esperado para a atual safra ou ainda sobre a área plantada.

O produtor rural João Ferreira, que planta em Comodoro, explica os fatores que foram determinantes para a atual situação do milho safrinha. “Primeiro houve excesso de chuvas na colheita de soja, o que fez com que houvesse redução na área de plantio e, consequentemente, isso também vai influenciar na produtividade. Para piorar, a seca atingiu toda região Oeste agora na fase de desenvolvimento do milho. Se esse regime climático continuar acredito em até 30% de queda na produtividade”. O agricultor comentou ainda sobre a importância da realização do Circuito Aprosoja para auxiliar no planejamento da próxima safra. “Temos que estabelecer metas e trabalhar de forma mais racional para ter um gerenciamento de custos com excelência e no final conseguir rentabilidade”.

Já na safra de soja 2009/10, o produtor de Mato Grosso teve queda na margem tanto da oleaginosa, quanto na do milho. O sócio-diretor da Agrosecurity, Fernando Pimentel, destacou para uma platéia de mais de 100 produtores de soja e milho, durante a palestra “Cenário de Mercado e de Rentabilidade para a Próxima Safra” que o agricultor precisa entender as variáveis de custos para ter melhores resultados. “O agricultor precisa entender até que ponto a safra de inverno, por exemplo, vem comprometendo resultados da safra de verão por quebra ou preço. Vale lembrar que a falta de capacidade de armazenagem no Centro-Oeste é mais uma limitação que o produtor tem de enfrentar”.

Glauber lembrou que a Aprosoja desenvolve há três safras o Projeto Referência, que tem como objetivo auxiliar o produtor na organização dos custos de produção. São analisados os resultados de cada propriedade participante do projeto com indicações dos pontos fortes e fracos para estabelecer uma média e, assim, poder melhorar os resultados obtidos na propriedade rural.

Atualmente participam do projeto cerca de 60 produtores das regiões Norte, Sul, Leste e Oeste. “Distribuímos ao participante um software para que o agricultor faça a gestão de custos da sua propriedade e planeje melhor, buscando o equilíbrio das contas com mais precisão”. São três frentes básicas desempenhadas pelo software que calcula os custos fixos como, por exemplo, mão-de-obra, manutenção de máquinas, entre outros custos variáveis como o investimento em insumos, custos com arrendamento, depreciação e ainda calcula as reservas que poderão ser utilizadas em novos investimentos. “A meta é ampliar a base de produtores participantes do projeto”.

A Aprosoja fará a distribuição, instalação e treinamento para uso do software nos núcleos da entidade. Este projeto atende aos associados sem nenhum custo adicional e os interessados devem entrar em contato com a associação.


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Fonte:
MT em Foco

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1 comentário

  • Hilário Casonatto Lucas do Rio Verde - MT

    NO MAXIMO MT COLHE 7.5 MILHÕES DE TONS DE MILHO SAFRINHA , PODENDO VIR ABAIXO DE 7 (SETE)

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