Milho: aumento de produção está todo concentrado no Sul

Publicado em 10/06/2010 09:43 300 exibições
Considerando-se que a produção brasileira de frangos e suínos está concentrada nos três estados da Região Sul do País, pode-se dizer que a presente safra de milho é verdadeira “mão na roda” para os dois alimentos. É que o aumento de quase 5% na produção de milho previsto pela CONAB em seu último levantamento se resume à Região. Para as demais Regiões é apontada estabilidade ou, mesmo, redução no volume produzido.

Em seu levantamento de maio, recém-divulgado, a CONAB aponta safra da ordem da 53,5 milhões de toneladas, 4,8% a mais que em 2009. Cerca de 34 milhões de toneladas - perto de 64% desse total – provêm da safra principal, que aumenta pouco mais de 1%. Só que a contribuição para esse aumento vem, exclusivamente, da Região Sul (+15,8%), prevendo-se redução de 3,6% nas Regiões Sudeste e Norte, de 13,3% na Região Nordeste e de 19,2% na Região Centro-Oeste.

Para a safrinha o quadro é um pouco diferente, já que além do Sul (+26,4%), Centro-Oeste, Nordeste e Norte também podem obter aumento de produção (de, respectivamente, 7,2%, 11,1% e 39,3%), prevendo-se redução da safrinha apenas no Sudeste (-4,8%).

Mesmo isso, porém, não altera o panorama global, que sugere expansão somente entre os três estados do Sul (de 18,4%, total de 22 milhões/t). No Centro-Oeste, o volume total produzido praticamente repetirá o de 2009 (redução de meio por cento – 64 mil/t a menos), enquanto Sudeste (10,5 milhões/t) e Nordeste (4,1 milhões/t) tendem a registrar redução de 3,8% e 10,9%, respectivamente (no Norte, a safrinha deste ano pode ser 1,3% maior que a do ano passado; mas isso representa um adicional de apenas 16 mil/t).

Aceitas as previsões atuais, 41% da safra de milho de 2010 sairão da Região Sul, 29% do Centro-Oeste, 20% do Sudeste, 8% do Nordeste e 3% do Norte. Há 10 anos (2000), quando o volume produzido correspondeu a 59% do previsto para este ano (31,640 milhões/t), o Sul respondeu por 44%, o Centro-Oeste por 20%, o Sudeste por 23%, o Nordeste por 9% e a Região Norte por 3%. Quer dizer: se a produção aumentou perto de 70% em uma década foi graças, sobretudo, ao Centro-Oeste.

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AviSite

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