Preços do milho têm alta de 10% no mercado interno em agosto

Publicado em 19/08/2010 07:37 742 exibições
Leilões têm sido fundamentais para movimentação dos grãos para fora do Estado, como também o caixa do produtor rural.
Com a colheita de milho chegando à reta final em Mato Grosso, os preços da saca no mercado interno no mês de agosto tiveram uma alta de 10% em relação ao mês anterior, ficando em média R$ R$ 8,50/saca, porém poucos negócios foram registrados. Segundo levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), esta semana os preços se mantiveram estáveis.

Na região de Lucas do Rio Verde (354 quilômetros ao norte de Cuiabá), o valor pago pela saca de milho ficou na casa dos R$ 7,35, preço 10,7% menor que no mesmo período do ano anterior. Já em Campo Verde (231 quilômetros ao sul de Cuiabá), os compradores ofertam R$ 9,50/saca.

Os preços do cereal no Estado seguem de acordo com a paridade, que é o preço pago no posto menos o frete. Em outras regiões acompanhadas pelo Imea, o valor da saca neste ano é menor que nos dois últimos anos. Em Primavera do Leste (231 quilômetros ao leste de Cuiabá), a saca ficou na casa dos R$ 9,30/saca, enquanto em Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), o preço ofertado foi de R$ 9,50.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, os valores médios pagos por saca exportada de Mato Grosso, no primeiro semestre de 2010, tiveram poucas oscilações, com o mínimo de US$ 9,12/saca em junho e máxima de US$ 10,96/saca (preço FOB, livre no navio) em fevereiro.

A média recebida pelos exportadores neste ano, ainda de acordo com o boletim do Imea, é 11% maior que no mesmo período do ano passado - em torno de US$ 9,38/saca - o segundo melhor resultado da história. Em 2008, a média de preços paga por saca embarcada ficou na casa de US$ 11,52/saca, a maior registrada na história.

“Isso ocorreu devido à grande procura do cereal no exterior. Porém, as exportações de Mato Grosso começaram a ficar mais expressivas a partir de 2007, já que nos anos anteriores vários meses se passaram sem embarcar o cereal. Para efeito de comparação, 2007 exportou 76% a mais que em 2006”, frisa o Imea.

Colheita – O último levantamento aponta que a colheita do milho segundo safra alcançou no último dia 12 o percentual de 99,4%, contra 91,4% no mesmo período da safra anterior. Os trabalhos se encerram com três semanas de antecedência em relação a 2009, reflexo de um plantio concentrado mais cedo, até à primeira quinzena de março, não mais se estendendo a abril como no ciclo anterior.

A média final de produtividade estimada pelo Imea, no final de julho, deve ficar em 68,8 sacas por hectare para o Estado, com os melhores rendimentos verificados nas regiões médio norte, oeste e sudeste do Estado.

O Imea lembra que a comercialização do milho segunda safra em Mato Groso vem sendo marcada pela grande presença da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que já auxiliou a comercialização de 6,78 milhões de toneladas em 10 leilões realizados na modalidade PEP (Prêmio Escoamento do Produto) neste ano.

Leilão - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza hoje leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) de milho, safra 09/10, com oferta de 250 mil toneladas para Mato Grosso e 50 mil toneladas para Goiás. As especificações do leilão estão no Aviso nº 196/2010. “Com este leilão, o total apoiado pelo governo federal em Mato Grosso poderá chegar a 6,3 milhões de toneladas de milho, representando 64% do volume sustentado nesta safra”, avalia Silvio Farnese, coordenador-geral de Cereais e Culturais Anuais do Ministério da Agricultura.

O Pepro é uma subvenção econômica (prêmio) concedida ao produtor rural ou sua cooperativa, desde que vendam o produto pela diferença entre o valor de referência estabelecido pelo governo federal (preço mínimo) e o valor do prêmio arrematado em leilão.

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Diário de Cuiabá

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