Comercialização da safra 2009/10 de milho ultrapassa 79%

Publicado em 19/08/2010 16:50 844 exibições
A comercialização do milho safrinha em Mato Grosso atingiu 79,3% da produção. De acordo com estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, já foram colhidos 8,207 milhões de toneladas. O ritmo da comercialização ficou 45 pontos percentuais acima do registrado em agosto do ano passado, quando as vendas haviam atingido 34,3% da 
produção estimada pelo Imea.
Até a semana passada a colheita do milho safrinha havia atingido 99,4% da área plantada no Estado, estimada em 2,002 milhões de hectares. No mesmo período do ano passado, correspondia a 91,4% da área planada. A colheita neste ano encerrou com três semanas de antecedência, em função do plantio concentrado até a primeira quinzena de março, sem se estender até abril como no ano passado.
Analistas afirmam que o bom desempenho das vendas neste ano se deve à antecipação das medidas de apoio à comercialização por parte do governo federal, por meio de leilões de prêmios que visam subvencionar o escoamento da safra, compensando o alto custo do frete para transporte do cereal das regiões produtoras até os portos e centros de consumo.
Neste ano, o governo subvencionou a comercialização de 7,052 milhões de toneladas de milho em Mato Grosso, incluindo o leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) realizado hoje, que vai apoiar o transporte de mais 234.328 toneladas. O volume que será escoado, principalmente para a exportação, corresponde a 85,9% da produção de milho safrinha de Mato Grosso estimada pelo Imea.
Segundo o Imea, graças ao apoio oficial à comercialização, que enxugou parte do excedente do mercado, os preços do milho neste mês subiram 10% em Mato Grosso e foram cotados, na média, a R$ 8,51/saca, com baixo volume de negócios reportados, uma vez que as tradings dão prioridade ao escoamento do cereal adquirido nos leilões. Os preços seguem de acordo com a paridade em relação ao valor de exportação, sobre o qual é descontado o frete. Mesmo com os leilões, a situação continua complicada para os produtores. Os preços atuais ainda são os menores dos dois últimos anos.

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Fonte:
Redação NA

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