Avanço da colheita nos EUA pressiona cotação do milho

Publicado em 19/10/2010 08:58
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O rápido avanço da colheita de milho nos Estados Unidos tem pressionado as cotações nos últimos pregões da bolsa de Chicago. Apenas nos negócios de ontem, os contratos com vencimento em março de 2011 recuaram 1% (5,75 centavos de dólar), para US$ 5,6925 por bushel. Foi a quarta queda consecutiva das cotações na bolsa americana, que já retornaram para os patamares do início da semana passada.

Segundo informações do Departamento da Agricultura dos EUA (USDA) realçadas pela consultoria brasileira Céleres, a colheita da safra 2010/11 naquele país atingiu 51% da área total estimada até o último dia 11, 38 pontos percentuais que no mesmo período de 2009.

"Quando olhamos o desenvolvimento dos trabalhos de colheita por parte dos Estados, é notório o quão realmente estes estão adiantados em relação ao ano passado", diz relatório da Céleres.

Além do efeito psicológico provocado pelo aumento da oferta de milho com a rápida colheita, as boas condições das lavouras americanas também funcionam como fator de pressão. Segundo a Céleres, 68% da safra americana de milho estão em condições boas ou excelentes.

No mercado doméstico, os preços do milho seguem praticamente estáveis nos últimos dias. O indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a segunda-feira valendo R$ 25,30 por saca, queda de 0,1%. Apesar da queda, os preços seguem acima do patamar de R$ 25,00 desde a última quarta-feira.

Levantamento da Céleres indica que 29,9% da safra de milho no ciclo 2010/11 já foram cultivados no Brasil. O ritmo de trabalho é pouco abaixo dos 31,5% observados no mesmo período do ano passado, fato que decorre principalmente do atraso do plantio no Centro-Oeste. A região plantio apenas 11,5% da área estimava, abaixo dos 15,6% registrados no ano passado.

"Na contramão dos Estados da região Sul , Mato Grosso (10%) segue com atraso de quase 9 pontos percentuais em relação ao ano passado, isto porque as chuvas que caíram no Estado não foram suficientes para recompor a umidade no solo", diz a Céleres.
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Fonte: Valor Econômico

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