Clima prejudica lavouras de milho em MT

Publicado em 06/05/2011 08:07 620 exibições
O clima seco tem preocupado os produtores de milho de Mato Grosso em relação ao desenvolvimento da segunda safra. O plantio da safrinha já havia sido prejudicado pelo excesso de chuvas, que acabou por retardar a colheita da soja. Conseqüentemente, as áreas de milho safrinha que foram semeadas tardiamente são as mais expostas ao risco climático, como é o caso do noroeste mato-grossense, explicou o engenheiro-agrônomo e consultor em agronegócio Leonardo Sologuren.

Boa parte das áreas produtoras de Mato Grosso não registra chuvas há mais de 20 dias e segundo o engenheiro, cruzando essa informação com os dados relativos à evolução de safra, é possível calcular o percentual da área plantada que estaria exposta ao risco de perdas caso o Estado não registre chuvas no curto prazo.

Até a sexta-feira (29), cerca de 39% das lavouras mato-grossenses de milho encontravam-se no estágio de floração, período extremamente sensível à escassez de água. Nesse mesmo período, cerca de 7% das lavouras não haviam atingido ainda os 30 primeiros dias após a germinação. Com isso, mais de 45% das plantações correm risco de registrar perdas caso não haja mudança nas condições climáticas.

Leonardo pontua ainda que nos últimos dois meses o contrato para setembro deste ano já registrou valorização superior a R$ 2,50 por saca. Do ponto de vista dos preços, as condições são pendentes para a manutenção das cotações em patamares altos, tanto no mercado externo como no doméstico.
“Obviamente que tais condições poderão ser revertidas caso as mudanças climáticas tornem-se favoráveis. No entanto, enquanto esse cenário não se concretiza -e não podemos afirmar se irá se concretizar- o mercado deverá permanecer em clima tenso, o que dará suporte para os altos preços do grão”, finalizou o engenheiro-agrônomo.

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Olhar Direto

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