Produtores de milho do Paraná apostam em contratos comerciais para garantir boa safra de inverno

Publicado em 19/05/2011 09:18 532 exibições
O Paraná espera uma safra de inverno de milho com boa produtividade. Não deve ser maior que a do inverno passado, quando o clima favoreceu muito bem a cultura, mas ainda assim pode trazer boa rentabilidade ao produtor.

Somente o clima pode comprometer esse cenário positivo. Mas, para se protegerem, os agricultores paranaenses estão apostando nas ferramentas de comércio disponíveis no mercado.

O Paraná plantou 1, 6 milhão de hectares de milho neste inverno. Área 21% maior em relação à safra do ano passado. 45% das lavouras estão em fase de floração, 26% estão em desenvolvimento vegetativo e outros 26% em frutificação. A falta de chuva dos últimos dias e a queda mais acentuada na temperatura não afetaram o milho, por enquanto.

Entre as razões que levaram o produtor do Paraná a aumentar a área com milho de inverno, o preço é a mais forte. Essa reação de mercado está ligada a fatos como o aumento de demanda pela China, ao uso do milho como biocombustível nos Estados Unidos e aos leilões do governo federal, que ajudaram a melhorar os preços no mercado doméstico. Mas, como o clima ainda é um grande risco para a cultura, os produtores estão investindo em alternativas para garantir a renda.

O produtor João Resende Paiva, de Cambé, manteve os 192 hectares de milho do inverno passado, porém, aumentou a tecnologia. Espera uma produtividade superior a 100 sacas por hectare. O risco de geadas é um problema, e a oscilação nos preços futuros também. Ele fez um contrato de opção para evitar possíveis perdas com o clima e na comercialização.

– O mercado foi de R$ 23. Se for vendido a R$ 24, eu vou receber R$ 23. Se for R$ 24,10, eu vou receber R$ 23,10. Um real fica de diferença para a firma que fez o contrato comigo. Se o mercado baixar de R$ 23, está o contrato travado a R$ 23, e se, por infelicidade, acontecer um imprevisto, como uma geada, o contrato é desfeito e fica tudo sem valor algum – disse o produtor.

Segundo ele, é mais tranqüilo trabalhar dessa forma.

– Acho bem mais tranquilo. Eu não quero ganhar 'horrores', eu só quero ter condições de ter lucro, só isso – relatou João Paiva.

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Canal Rural

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