Tempo coloca em risco segunda safra de milho na região de Querência do Norte/PR

Publicado em 27/06/2011 16:53 683 exibições
Os produtores de milho da região de Querência do Norte estão em alerta com possibilidade real de perdas do milho safrinha depois de 30 dias de estiagem em praticamente todas as áreas agrícolas. Os agricultores e a assistência técnica ainda não confirmam uma quebra real no rendimento do grão, mas a preocupação é grande, senão chover em grande quantidade na primeira quinzena do mês de junho.

Sem dados estatísticos nas mãos, os agricultores calculam uma redução de 20% na produtividade até o momento. Segundo o técnico agropecuário da COPAGRA, Vilson Domingues Ferrari, a estiagem reduz o potencial produtivo do cereal. A baixa umidade do solo pode comprometer a frutificação do milho. Por isso a ocorrência de precipitações é decisiva para o sucesso da colheita, que começa no final de junho e se estende em julho e início de agosto, conformea época do plantio. "Em torno de 50% das lavouras da região estão em fase de formação de grãos quando a água é essencial para a formação da espiga boa comercialmente; as demais áreas estão em floração e em desenvolvimento", diz.

O risco de estiagem que assombrou os produtores rurais durante o verão vem se tornando uma ameaça cada vez mais real para a safra de inverno. O agricultor Marcos Favoreto plantou 735 alqueires do cereal em Querência e Santa Cruz do Monte Castelo. Sua lavoura está em fase de formação dos grãos.

"Investi alto em adubação e fungicidas, mas vejo a lavoura agora precisando de chuva. Situação difícil para o produtor", disse explicando que - se o clima persistir - em algumas áreas praticamente não haverá produção.

"Estava tudo caminhando bem até o mês passado. Até o preço - que é nosso maior problema - está bom. Agora falta chuva", lamenta o agricultor.  A saca de 60 quilos do milho custava no mesmo período do ano passado R$14,50. Neste ano o preço subiu 62%, indo para R$24,70 a saca. Diversos são os fatores que explicam o aumento, entre eles o baixo estoque de milho, o aquecimento da demanda e o incentivo às exportações, concedido pelo governo federal por
meio do Programa de Escoamento do Produto (PEP). O porto de Paranaguá, por exemplo, registrou um aumento de 16% na exportação de milho no primeiro quadrimestre de 2011, em relação ao mesmo período de 2010.

Segundo previsões dos institutos meteorológicos, a tendência é que chova nos próximos dias, porém índice deve ser abaixo do esperado. "Pela temperatura, uma chuva de 30 milímetros já ajudaria bastante", disse Vilson Ferrari, técnico agropecuário da cooperativa.

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COPAGRA

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