Entre as principais commodities produzidas em MT, milho foi o que mais se valorizou

Publicado em 26/07/2011 10:31 523 exibições
Com valorização acima de 150% no período de um ano, o milho foi a grande vedete da safra 10/11, em termos de preços. Foi a commodity que mais se valorizou, seguida da soja (36%). Os produtores vendiam a commodity, em julho de 2010, por preços que variavam entre R$ 6 e R$ 7 (saca de 60 Kg). Este mês, o valor atingiu médias de R$ 17 e R$ 18. Na comparação entre os dois melhores preços, crescimento de 157,14%.

A evolução ocorreu em todo o Estado e os preços continuam firmes no mês de julho. Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em Campo Verde (131 quilômetros ao sul de Cuiabá), o milho chegou a R$ 20 no começo da semana passada, 14,94% a mais na comparação semanal (R$ 17,40). Em Canarana (823 quilômetros a leste de Cuiabá), alta de 12,50%, com os preços saindo de R$ 16 para R$ 18, na comparação entre o mesmo período. Em Sapezal (480 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), a evolução foi de 14,66%, com os preços saindo de R$ 15 para R$ 17,20. Em Diamantino e Sorriso, importantes produtores, o crescimento foi de 13,33% e 14,28%, respectivamente.

Na avaliação do diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Carlos Henrique Fávaro, o aumento de preço representa uma recuperação para o setor, mas não necessariamente um ganho na mesma proporção ao produtor. “Os produtores vinham de prejuízos, com preços defasados, por isso o ganho não é equivalente”, explica, acrescentando que há um ano, o que era pago pelo milho não alcançava nem o preço mínimo estipulado pelo governo federal, de R$ 13,98. "Ano passado os produtores não estavam tendo rentabilidade, por isso o governo federal teve de intervir com leilões para socorrer o setor. Agora temos margens positivas e não há mais necessidade dessas intervenções”, frisa Fávaro.

Segundo ele, os preços atuais permitem apenas a recuperação dos produtores, que saíram em 2010 de um patamar que estava dando prejuízo, de R$ 6 a R$ 7/saca, já que o valor de venda com cobria o custo de produção. Agora, os preços são remuneradores, com tendência de continuarem nos atuais níveis porque não haverá estoques excedentes.

De acordo com o Imea, o mercado interno mato-grossense teve uma forte valorização no preço da saca de milho comparado ao ciclo anterior (09/10). Em Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá) e Primavera do Leste (239 quilômetros ao sul de Cuiabá), o valor médio indicado pelos compradores, de janeiro a junho de 2010, valorizou 53% e 64%, em relação ao mesmo período de 2011, saindo de R$ 8,67/saca para R$ 18,50/saca e de R$ 7,10/saca para R$ 19,61/saca, respectivamente. Conforme Favaro, “reflexo dos bons preços é a comercialização adiantada”. De janeiro a junho de 2010 os produtores haviam comercializado apenas 26,3% da produção do Estado, enquanto que no mesmo período deste ano, 62,4% da produção estavam comprometidos.

EXPORTAÇÕES - Ainda segundo levantamento do Imea, as exportações anuais vêm crescendo em média 30% por ano, nos últimos três anos, acompanhado pelo crescimento em área de plantio e também do investimento para se produzir. Observando os últimos três anos, o acumulado do primeiro semestre representou, em média, 26,9% de cada respectivo ano, o que indica que para este ano ainda resta um volume expressivo para ser exportado.

Fávaro informou que em 2011, ao contrário dos anos anteriores, os produtores de milho de Mato Grosso não terão problemas com falta de armazéns. “Já vendemos 4,2 milhões de toneladas, e o que está sendo comercializado está saindo” Desse total, 2 milhões de toneladas foram destinadas às exportações e, 2,2 milhões de toneladas, para o mercado interno.

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Diário de Cuiabá

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