Milho: produtor pode ter acesso a mais de R$ 900 mil

Publicado em 23/09/2011 10:11 337 exibições
Com as novas regras do atual Plano Safra, o produtor mato-grossense poderá acessar até R$ 942,5 mil por CPF. Como explica o gerente de mercado de Agronegócio do BB em Mato Grosso, Anderson Scorsafava, além do limite de R$ 650 mil a juros controlados, 6,75% ao ano, mitigadores de risco estão sendo utilizados não apenas como forma de ampliar as garantias de uma boa temporada, como também, de resguardar Banco e produtor de prejuízos. Para fomentar o uso de sementes certificadas, adesão ao seguro de safra, instrumentos de proteção de preços, utilização de plantio direto e reserva legal, o Banco permite, em forma de bônus de 15%, que o produtor aumente em 45% o seu teto, o que geraria um limite de R$ 942,5 mil.

Como frisa o gerente, entre as novidades para esta safra o mesmo tomador poderá ter acesso ao mesmo teto, via Fundo Constitucional para Financiamento do Centro-Oeste (FCO). “Uma operação, considerando o teto de R$ 650 mil, mais os bônus de até 15% e 30%, o produtor obtém até R$ 900 mil. Cifras que podem ser dobradas com o FCO. O tomador poderá chegar a R$ 1,8 milhão”. O único diferencial é que por meio do FCO os juros mudam, variando conforme o porte do empresário rural, que pode ser de 7,25% ao ano para o médio e de 8,50% ao ano para o grande.

O presidente da Famato, Rui Ottoni Prado, observa que a unificação é um incentivo e ao mesmo tempo, estímulo e reconhecimento ao trabalho do produtor mato-grossense. O sistema de plantio direto – sem a necessidade de remoção do solo, gradagem – é utilizado em mais de 90% das áreas destinadas à soja e há anos. “O bônus de 15%, por exemplo, é um prêmio ao produtor. Tudo que puder aumentar o teto com juros controlados é bem-vindo”, destaca.

Além dessas alternativas de crédito, Scorsafava lembra que o Banco passou a operar de forma direta os recursos do Moderinfra (armazenagem) e do Moderagro (correção de solo, por exemplo), até então atrelados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que ofertam R$ 1,5 bilhão.

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Diário de Cuiabá

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