Preços do petróleo fecham quase estáveis, pressionados pela Líbia e apoiados por Opep

Publicado em 18/09/2020 17:30

Por Stephanie Kelly

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo se mantiveram praticamente estáveis nesta sexta-feira, pressionados depois de um comandante líbio afirmar que os bloqueios às exportações do país serão suspensos por um mês, mas apoiados por sinais positivos provenientes de uma reunião da Opep+.

Tanto petróleo norte-americano quanto o Brent, referência internacional, acumularam ganhos na semana, após a Arábia Saudita pressionar aliados pela manutenção das cotas de produção, o furacão Sally interromper bombeamento de petróleo nos EUA e bancos --incluindo o Goldman Sachs-- projetarem um déficit de oferta.

O petróleo Brent fechou em queda de 0,15 dólar, a 43,15 dólares por barril, mas apurou ganho de 8,3% na semana. Já os contratos futuros do petróleo dos EUA subiram 0,14 dólar, para 41,11 dólares o barril, acumulando alta de 10,1% na semana.

Nesta sexta-feira, o entusiasmo do mercado foi afetado depois de o comandante do leste da Líbia, Khalifa Haftar, anunciar que vai suspender por um mês seu bloqueio à produção local de petróleo. O bloqueio havia levado a oferta líbia para pouco mais de 100 mil barris por dia (bpd), versus 1,2 milhão de bpd anteriormente.

"Uma mentalidade de aversão ao risco está se espalhando para o petróleo. Ainda há algumas preocupações de que a demanda possa piorar", disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group em Chicago.

Na quinta-feira, por outro lado, um importante painel envolvendo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados pressionou por maior índice de cumprimento dos cortes de produção acertados pelo grupo, diante do panorama de queda nos preços da commodity.

(Reportagem de Stephanie Kelly, com reportagem adicional de Shadia Nasralla e Aaron Sheldrick)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Refinaria de petróleo em Moscou interrompeu produção após ataque de drones em 17 de maio, dizem fontes
Preços do petróleo sobem 3% para o maior nível em duas semanas
Petróleo sobe após ataque de drones a usina nuclear dos Emirados Árabes Unidos
Petrobras decide desenvolver bloco Aram e prevê produção até 2030, diz CEO
Petróleo sobe mais de 3% por temores de um novo combate entre EUA e Irã
Petróleo fica quase estável após Irã relatar passagem de navios por Ormuz