Preços do petróleo recuam na semana com preocupações de oferta e aumento de casos de Covid

Publicado em 16/07/2021 17:19

Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo tiveram pouca mudança nesta sexta-feira e fecharam a semana em queda, prejudicados no comércio volátil pelas expectativas de aumento da oferta, justamente quando um avanço nos casos de coronavírus poderia levar a restrições de lockdown e redução de demanda.

Os contratos futuros do Brent avançaram 0,12 dólar, ou 0,2%, para fechar em 73,59 dólares o barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) subiu 0,16 dólar, ou 0,2%, para fechar em 71,81 dólares. Anteriormente, na volátil sessão, ambas as marcas de referências estavam em queda de mais de 1 dólar por barril.

Apesar dos pequenos ganhos, o Brent recuou quase 3% durante a semana, marcando um recuo pela terceira semana consecutiva pela primeira vez desde abril de 2020. O WTI recuou 4% esta semana, o que poderia ser a maior percentagem de redução desde março.

As vendas no varejo dos EUA aumentaram inesperadamente em junho, com a demanda para mercadorias permanecendo fortes, mesmo com os gastos voltando ao setor de serviços, impulsionando expectativas de que o crescimento econômico acelerou no segundo trimestre.

A produção do petróleo dos EUA avançou em 300 mil barris por dia (bpd) durante as últimas duas semanas, aumentando para 11,4 milhões bpd na semana encerrada em 9 de julho, a máxima desde maio de 2020, de acordo com dados federais.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos chegaram a um acordo sobre a política de oferta de petróleo da Opep+ no início desta semana, que abriu caminho para produtores da Opep+ finalizarem acordo de aumento de produção.

"Quanto mais demorar para a Opep+ anunciar uma reunião extraordinárias para votar os barris extras, mais isso implica que outros membros da Opep+ também podem querer aumentos em suas cotas-base", afirmou Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho em Nova York, mencionando relatos de que o Iraque estaria tentando elevar o patamar-base de seus cortes.

(Reportagem de Ahmad Ghaddar em Londres, Aaron Sheldrick em Tóquio e Florence Tan em Cingapura)

Fonte: Reuters

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