Preços do petróleo fecham perto de US$75; queda de estoques reduz preocupações com vírus

Publicado em 28/07/2021 17:32

Por Laura Sanicola

NOVA YORK (Reuters) - O petróleo fechou próximo dos 75 dólares o barril nesta quarta-feria, após informações mostrarem que os estoques de petróleo caíram mais bruscamente do que os analistas previram, trazendo o foco do mercado de volta as ofertas apertadas ao invés do aumento de casos de Covid-19.

Os estoques do petróleo recuaram 4,1 milhões de barris na semana encerrada em 23 de julho, afirmou a Administração de Informação de Energia (AIE) dos Estados Unidos. Os estoques de gasolina e derivados também caíram. [EIA/S]

"Uma recuperação na demanda implícita por gasolina e derivados, assim como menores operações nas refinarias, encorajou a redução de estoques para ambos", afirmou Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da ClipperData.

Brent fechou em alta de 0,26 dólar, ou 0,4%, em 74,74 dólares o barril, após marcar na terça-feira a primeira queda em seis dias. O petróleo dos EUA (WTI) fechou em alta de 0,74 dólar, ou 1%, em 72,39 dólares.

O petróleo avançou 45% este ano, auxiliado pela recuperação da demanda e redução de oferta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a Opep+.

A Opep+ concordou em aumentar a oferta em 400 mil barris por dia a partir de agosto, diminuindo mais o corte de oferta do ano passado, porém isso é visto como muito pouco por alguns analistas, devido à recuperação na demanda esperada este ano. [OPEC/M]

(Por Laura Sanicola)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Petróleo cai após previsão de Trump sobre fim da guerra no Oriente Médio
EUA consideram vender petróleo da reserva estratégica, diz secretário de Energia
Preços do petróleo saltam 7% com guerra do Irã e atingem máxima desde 2022
EUA avaliam flexibilizar sanções contra petróleo russo para amenizar aumento do preço global, dizem fontes
Caos no mercado de petróleo deve se agravar com a redução da produção por mais gigantes do Golfo
Preços do petróleo ultrapassam os US$ 100 por barril, com grandes produtores do Oriente Médio reduzindo a produção em meio aos conflitos