Preços do petróleo fecham em queda com dados fracos da economia da China

Publicado em 16/08/2021 18:03

Por Laura Sanicola

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira com dados fracos da economia chinesa, mas perdas foram reduzidas após fontes afirmarem à Reuters que a Opep e seus aliados acreditam que o mercado não precisa de mais petróleo do que o já planejado para liberar nos próximos meses.

O Brent fechou em queda de 1,08 dólar, ou 1,5%, a 69,51 dólares o barril, após queda anterior para 68,14 dólares. O petróleo dos EUA recuou 1,15 dólar, ou 1,7%, para 67,29 dólares, após atingir mínima de 65,73 dólares.

O mercado recuou mais de 3% mais cedo na sessão, após informações mostrarem que a produção industrial chinesa e o crescimento das vendas no varejo desaceleraram drasticamente em julho, com enchentes e novos surtos de Covid-19 interrompendo atividades econômicas.

O processamento de petróleo na China, maior importador do mundo, no mês passado, também recuou para a uma mínima em base diária desde maio de 2020, com refinarias independentes cortando produções diante de cotas mais apertadas, estoques elevados e lucros em queda.

Entretanto, os preços se recuperaram levemente após fontes da Opep+, que compreende a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, afirmarem que não há necessidade de liberar mais petróleo, apesar da pressão dos EUA de acrescentar oferta para conter aumento de preços do petróleo.

Em julho, a Opep+ concordou em impulsionar a produção mensal em 400 mil barris por dia (bpd), a partir de agosto, até que as atuais reduções de produção de petróleo, de 5,8 milhões de bpd, sejam completamente eliminadas.

Na semana passada, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) disse que o aumento da demanda por petróleo reverteu o curso em julho e deve crescer a uma taxa mais lenta pelo restante de 2021, devido ao aumento de infecções da variante Delta da Covid-19.

(Reportagem de Ahmad Ghaddar em Londres e Aaron Sheldrick em Tóquio)

Fonte: Reuters

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