Opep+ não cumpre meta por dificuldade de alguns membros em elevar produção de petróleo

Publicado em 18/10/2021 09:48

LONDRES (Reuters) - O índice de cumprimento da Opep+ com os cortes de petróleo caiu ligeiramente para 115% em setembro, disseram fontes, indicando que à medida que a aliança aumenta as metas de produção, alguns membros ainda não conseguem acompanhar, pois enfrentam desafios para bombear mais petróleo.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados liderados pela Rússia, ou Opep+ como a aliança é conhecida, elevou sua meta de produção em 400.000 barris por dia (bpd) em setembro.

Também concordou em aumentar em mais 400.000 bpd em outubro e novembro.

Os problemas de subinvestimento e manutenção impediram os esforços de Angola e Nigéria para aumentar a produção, uma questão que deverá continuar a impactar os produtores da África Ocidental no futuro próximo.

Na semana passada, a Arábia Saudita, líder de fato da Opep, defendeu a política de aumentos graduais de produção da Opep+, apesar dos apelos de grandes consumidores como os Estados Unidos para adicionar mais barris à medida que os preços do petróleo sobem.

Questionado sobre os pedidos da Opep+ para aumentar ainda mais a produção, o ministro saudita da Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou: "Eu continuo dizendo às pessoas que estamos aumentando a produção."

Os preços do petróleo Brent estavam sendo negociados perto de 86 dólares o barril na segunda-feira, máxima de três anos, impulsionados pela forte demanda.

A Agência Internacional de Energia, em seu relatório mensal na semana passada, disse que a capacidade extra da Opep+ poderia cair para menos de 4 milhões de bpd no quarto trimestre de 2022, ante 9 milhões de bpd no primeiro trimestre de 2021.

A capacidade extra estará concentrada nos produtores do Oriente Médio Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuweit, informou a AIE.

A Opep+ se reúne em 4 de novembro para definir a política para dezembro.

(Reportagem de Ahmad Ghaddar e Alex Lawler em Londres e Olesya Astakhova em Moscou)

Fonte: Reuters

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