Petróleo: Preços sobem 4% para máxima de 5 semanas com impulso de corte de produção da Opep+

Publicado em 07/10/2022 18:11

Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo saltaram cerca de 4% para uma máxima de cinco semanas nesta sexta-feira, impulsionados novamente por uma decisão da Opep+ nesta semana de fazer seu maior corte de oferta desde 2020, apesar da preocupação com uma possível recessão e aumento das taxas de juros.

O petróleo subiu pelo quinto dia consecutivo, mesmo com uma alta do dólar depois que dados mostraram que a economia dos EUA estava criando empregos em um ritmo forte e deram ao Federal Reserve um motivo para continuar com fortes aumentos nas taxas de juros.

Um dólar forte pode pressionar a demanda por petróleo, tornando o petróleo denominado em dólar mais caro para outros detentores de moeda.

Os futuros do petróleo Brent subiram 3,50 dólares, ou 3,7%, para 97,92 dólares o barril, enquanto o petróleo nos EUA (WTI) subiu 4,19 dólares, ou 4,7%, para 92,64 dólares.

Esse foi o fechamento mais alto para o Brent desde 30 de agosto e para o WTI desde 29 de agosto. O salto dos preços empurrou ambas as referências de mercado para território tecnicamente sobrecomprado pela primeira vez desde agosto para o Brent e junho para o WTI.

Ambos os contratos registraram seus segundos ganhos semanais consecutivos e seus maiores ganhos percentuais semanais desde março desta semana, com o Brent subindo cerca de 11% e o WTI 17%.

(Reportagem adicional de Mohi Narayan em Nova Délhi e Alex Lawler em Londres)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Petróleo sobe em meio a dúvidas sobre perspectivas de cessar-fogo na guerra do Irã
Petróleo sobe quase 6% enquanto investidores temem nova escalada no Oriente Médio
Petróleo cai com relatos de proposta de 15 pontos que estimulam esperanças de cessar-fogo
Portos bálticos da Rússia suspendem carregamento de petróleo após ataque ucraniano, dizem fontes
Petróleo sobe com persistência de cortes de oferta e após Irã negar negociações com EUA
IEA discute novas liberações de estoques de petróleo, diz o chefe Birol