Petrobras fecha acordo com Shell para parcerias em exploração e transição energética

Publicado em 09/03/2023 19:18 e atualizado em 10/03/2023 08:37

SÃO PAULO (Reuters) -A Petrobras assinou acordo de cinco anos com a Shell para buscar oportunidades em atividades como exploração e produção de petróleo dentro e fora do pré-sal e esforços em transição energética, informou a petroleira brasileira em comunicado nesta quinta-feira.

O acordo foi assinado entre o presidente-executivo da Petrobras, Jean Paul Prates, e Wael Sawan, que comanda a Shell, uma das principais parceiras da Petrobras no pré-sal e a segunda maior produtora de petróleo do Brasil, perdendo apenas para a estatal.

O acordo acontece após Prates ter se reunido também nesta semana com executivos de outras grandes petroleiras, como BP, Petronas, TotalEnergies e Equinor, na conferência CERAWeek, em Houston, para avaliar futuras parcerias em potencial.

No caso da Shell, o acordo poderá contemplar iniciativas na exploração da Margem Equatorial, uma nova fronteira onde a Petrobras planeja avançar, além de esforços em transição energética, com ênfase em renováveis e Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS), disse a empresa.

"Com essa parceria, as empresas reconhecem que sinergias em projetos de E&P que contemplem iniciativas de descarbonização são estratégicos em um cenário de economia de baixo carbono e reforçam a intenção de buscar novas oportunidades de parcerias no Brasil e no exterior", afirmou a empresa.

"Na frente ambiental, Petrobras e Shell pretendem estabelecer projetos para preservar e restaurar a biodiversidade, com o objetivo de emitir créditos para compensar as emissões de carbono. Além disso, as empresas também buscarão atuar em conjunto em projetos de investimento social."

A Petrobras ponderou que somente após a conclusão de análises técnicas por grupo multidisciplinar, projetos advindos do acordo terão estimativas oficiais de custo e retorno, necessárias para futuramente serem apreciados pelas instâncias de aprovação interna, de acordo com a governança da companhia.

(Por André Romani e Marta NogueiraEdição de Pedro Fonseca e Nayara Figueiredo)

Fonte: Reuters

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