Opep enfatiza unidade da Opep+, após saída de Angola

Publicado em 03/01/2024 13:51 e atualizado em 03/01/2024 14:26

DUBAI/LONDRES (Reuters) - A Opep afirmou em comunicado nesta quarta-feira que a cooperação e o diálogo dentro da aliança mais ampla de produtores de petróleo chamada Opep+ continuarão, após a Angola, membro da Opep, ter anunciado mês passado que deixaria o grupo.

A cooperação contínua dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia beneficiará "todos os produtores, consumidores e investidores, bem como a economia global em geral", afirmou a Opep em um comunicado.

Angola disse em 21 de dezembro que deixará a Opep a partir deste mês, uma medida que provocou uma queda nos preços do petróleo e que, segundo alguns analistas, levantou questões sobre a unidade da Opep e da aliança mais ampla Opep+.

A declaração da Opep não fez menção a Angola, mas disse que os membros da Opep estavam unidos.

"Os países membros da Opep reafirmam o seu compromisso inabalável com os objetivos partilhados de unidade e coesão, tanto dentro da organização como com os países produtores não-Opep que participam no DoC", afirmou, usando o nome formal da Opep+ de Declaração de Cooperação.

A Opep+ está realizando um novo movimento de cortes voluntários na produção de petróleo, totalizando cerca de 2,2 milhões de barris por dia (bpd) para o primeiro trimestre de 2024, somando-se às reduções anteriores anunciadas em várias etapas desde o final de 2022, para apoiar o mercado.

(Reportagem de Maha El Dahan e Alex Lawler)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Altas no diesel são injustificáveis, abusivas e colocam agronegócio brasileiro sob mais um alerta
Petróleo cai após previsão de Trump sobre fim da guerra no Oriente Médio
EUA consideram vender petróleo da reserva estratégica, diz secretário de Energia
Preços do petróleo saltam 7% com guerra do Irã e atingem máxima desde 2022
EUA avaliam flexibilizar sanções contra petróleo russo para amenizar aumento do preço global, dizem fontes
Caos no mercado de petróleo deve se agravar com a redução da produção por mais gigantes do Golfo