Gasolina sobe 1,64% nos postos do Brasil na 2ª quinzena de julho, mostra Ticket Log

Publicado em 30/07/2024 18:12

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O preço médio da gasolina nos postos do Brasil subiu 1,64% na segunda quinzena de julho, ante a primeira, a 6,19 reais o litro, após um aumento dos preços da Petrobras no combustível vendido nas refinarias, apontou nesta terça-feira o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

A Petrobras elevou em cerca de 7% o preço médio de venda da gasolina às distribuidoras a partir 9 de julho, no primeiro ajuste no combustível fóssil em oito meses.

O repasse dos ajustes de preços da gasolina da Petrobras nas refinarias aos consumidores finais, nos postos, depende de diversos fatores, como mistura de etanol, tributos e margens da distribuição e da revenda.

Os preços dos postos também sofrem influência de ajustes de refinarias privadas e de importações.

"O litro da gasolina aumentou ao longo do mês e iniciamos o segundo semestre com média acima de 6 reais para o combustível e preços mais altos em todo o país, cenário que deve se manter em agosto como reflexo do último reajuste (da Petrobras), impactando o bolso dos motoristas brasileiros", disse em nota o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina.

O etanol, concorrente direto da gasolina nas bombas, subiu 1,96% na segunda quinzena de julho ante a primeira, a 4,16 reais o litro, apontou a pesquisa, com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

(Por Marta Nogueira)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Petróleo cai após previsão de Trump sobre fim da guerra no Oriente Médio
EUA consideram vender petróleo da reserva estratégica, diz secretário de Energia
Preços do petróleo saltam 7% com guerra do Irã e atingem máxima desde 2022
EUA avaliam flexibilizar sanções contra petróleo russo para amenizar aumento do preço global, dizem fontes
Caos no mercado de petróleo deve se agravar com a redução da produção por mais gigantes do Golfo
Preços do petróleo ultrapassam os US$ 100 por barril, com grandes produtores do Oriente Médio reduzindo a produção em meio aos conflitos