Petrobras sinaliza início de limpeza de sonda para Foz do Amazonas, aguarda Ibama

Publicado em 02/05/2025 11:36 e atualizado em 02/05/2025 13:25

 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras afirmou em documento ao presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, que a sonda ODN II chegou à Baía de Guanabara para início de um trabalho de limpeza, em etapa que envolve processo para obter autorização do órgão ambiental a uma futura perfuração na Foz do Amazonas.

A Petrobras busca há anos um aval do Ibama para a realização do poço, em águas ultraprofundas do Amapá. A região onde está o bloco exploratório pode conter "um novo pré-sal", segundo avaliação do governo, mas há resistências na autorização devido a questões socioambientais do local.

"Neste sentido e dando seguimento às etapas para a Atividade de Perfuração Marítima no Bloco FZA-M-59, Bacia da Foz do Amazonas, vimos através desta solicitar uma manifestação positiva do Ibama até dia 15/05 para que possamos iniciar os preparativos", afirmou a gerente-geral de Licenciamento e Meio Ambiente da Petrobras, Daniele Lomba, em uma carta ao Ibama em 30 de abril.

A limpeza da sonda, um trabalho basicamente manual, é importante para evitar, por exemplo, contaminações na fauna marinha do Amapá.

O documento visto pela Reuters não esclarece a razão do prazo específico de 15 de maio.

O Ministério de Minas e Energia chegou a indicar que, se a autorização ambiental para um simulado na área não viesse em abril, o contrato da sonda contratada expiraria. A simulação de emergência e vazamento deve preceder um aval para a atividade exploratória.

A Petrobras ainda aproveitou para reiterar solicitação feita em outra carta, de 7 de abril de 2025, referente à realização de vistoria pelo Ibama na Unidade de Estabilização de Fauna do Oiapoque (AP), já licenciada pelo órgão estadual ambiental e com Licença de Operação.

A unidade também é importante para o processo de autorização ambiental do Ibama para os trabalhos na Foz do Amazonas.

Procurado, o Ibama não comentou o tema imediatamente.

(Por Fábio Teixeira)

Fonte: Reuters

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