Petróleo sobe com preocupações sobre oferta

Publicado em 28/05/2025 17:18 e atualizado em 28/05/2025 18:22

Por Nicole Jao

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo subiram mais de 1% nesta quarta-feira devido a preocupações com a oferta, uma vez que a Opep+ concordou em manter sua política de produção inalterada e os Estados Unidos impediram a Chevron de exportar petróleo venezuelano.

Os investidores previram anteriormente que os membros da Opep+ concordariam com um aumento de produção no final desta semana.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de 1,26%, a US$64,90 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA fecharam com alta de 1,56%, a US$61,84 por barril.

A Opep+, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, não alterou a política de produção. Ela concordou em estabelecer um mecanismo para definir linhas de base para sua produção de petróleo em 2027.

A maioria dos países produtores de petróleo presentes na reunião não tem flexibilidade para ajustar sua produção, disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho. "Eles esperavam diminuir o ritmo dos aumentos de produção e interromper a queda nos preços. Mas não foi isso que aconteceu", acrescentou.

Espera-se que uma reunião separada no sábado de oito países da Opep+ decida sobre um aumento na produção de petróleo para julho.

(Reportagem de Nicole Jao em Nova York, Seher Dareen em Londres, Colleen Howe em Pequim e Jeslyn Lerh em Cingapura)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

EUA consideram vender petróleo da reserva estratégica, diz secretário de Energia
Preços do petróleo saltam 7% com guerra do Irã e atingem máxima desde 2022
EUA avaliam flexibilizar sanções contra petróleo russo para amenizar aumento do preço global, dizem fontes
Caos no mercado de petróleo deve se agravar com a redução da produção por mais gigantes do Golfo
Preços do petróleo ultrapassam os US$ 100 por barril, com grandes produtores do Oriente Médio reduzindo a produção em meio aos conflitos
Produção de petróleo do Iraque entra em colapso com bloqueio do Estreito de Ormuz, dizem fontes