Preços do petróleo ultrapassam os US$ 100 por barril, com grandes produtores do Oriente Médio reduzindo a produção em meio aos conflitos
Os preços do petróleo brent subiram acima de US$ 100 por barril no domingo, depois que os principais produtores do Oriente Médio reduziram a produção devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma via crucial para a região, em decorrência da guerra com o Irã.
O WTI subiu 18,98%, ou US$ 17,25, para US$ 108,15 às 18h12 (horário do leste dos EUA). O Brent , referência global, teve um aumento de 18,98%, ou US$ 17,25, chegando a US$ 108,15 por barril às 18h12 (horário do leste dos EUA). O preço do petróleo brent dos EUA subiu 16,19%, ou US$ 15,01, para US$ 107,70. Na semana passada, o petróleo bruto registrou a maior alta da história do mercado futuro, que remonta a 1983.
A última vez que os preços do petróleo ultrapassaram os 100 dólares por barril foi depois da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
O Kuwait, quinto maior produtor da OPEP, anunciou no sábado cortes preventivos em sua produção de petróleo e na capacidade de suas refinarias devido a “ameaças iranianas à passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz”. A estatal Kuwait Petroleum Corporation não divulgou detalhes sobre a magnitude dos cortes.
A produção no Iraque, o segundo maior produtor da OPEP, entrou em colapso. A produção de seus três principais campos petrolíferos no sul caiu 70%, para 1,3 milhão de barris por dia, disseram três representantes do setor à Reuters neste domingo. Esses campos produziam 4,3 milhões de barris por dia antes da guerra com o Irã.
Os Emirados Árabes Unidos, terceiro maior produtor da OPEP, afirmaram no sábado que estão “gerenciando cuidadosamente os níveis de produção offshore para atender às necessidades de armazenamento”. A Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) informou que suas operações em terra continuam normalmente.
Os países árabes do Golfo estão reduzindo a produção por falta de espaço de armazenamento, já que os barris de petróleo se acumulam sem ter para onde ir devido ao fechamento do Estreito. Os petroleiros se recusam a transitar pela estreita passagem navegável por temerem um ataque do Irã. Cerca de 20% do consumo mundial de petróleo é exportado através do Estreito.
A guerra mostrou poucos sinais de arrefecimento, apesar da afirmação do presidente Donald Trump de que já estava “vencida”. O Irã nomeou Mojtaba, filho do aiatolá Ali Khamenei, como seu novo líder supremo, segundo relatos. Os Estados Unidos e Israel assassinaram Khamenei nos primeiros dias da guerra.
O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou no domingo que o tráfego pelo Estreito será retomado depois que os EUA destruírem a capacidade do Irã de ameaçar petroleiros.
“Não vai demorar muito para vermos uma retomada mais regular do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz”, disse Wright à CNN em entrevista. “Estamos longe do tráfego normal agora. Isso levará algum tempo. Mas, na pior das hipóteses, serão algumas semanas, não meses.”