Desembolsos do Plano Safra superam R$400 bi pela 1ª vez, mas ficam abaixo do ofertado

Publicado em 31/07/2024 17:59

SÃO PAULO (Reuters) - Os desembolsos do crédito rural no Plano Safra superaram 400 bilhões de reais pela primeira vez em 2023/24, mas ficaram abaixo do ofertado, informou o Ministério de Agricultura nesta quarta-feira.

Na safra 23/24, encerrada em junho, os desembolsos somaram 400,7 bilhões de reais, aumento de 12% em relação a igual período da temporada passada --o valor considera o crédito concedido para a agricultura empresarial e familiar do Brasil.

Contudo, na programação original, o plano safra governamental havia ofertado 435,8 bilhões de reais para a temporada 23/24. O ministério não detalhou a razão de toda a oferta de crédito não ter sido tomada.

A oferta de crédito no plano anterior havia avançado 27% para a agricultura empresarial e 34% para a familiar, em relação ao plano passado.

No novo Plano Safra, para 2024/25, o governo reduziu o ritmo da oferta de crédito, com aumento de 9,36%, para 476,6 bilhões de reais, ante o programa anterior.

Na nota, o ministério informou ainda que os financiamentos de custeio em 23/24 tiveram aplicação de 219,8 bilhões de reais, enquanto as contratações das linhas de investimentos totalizaram 98 bilhões de reais.

As operações de comercialização atingiram 51,7 bilhões de reais e, as de industrialização, 31,2 bilhões de reais.

O ministério informou ainda que foram realizados 2.210.030 contratos no período de 12 meses do ano agrícola, sendo 1.681.064 no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e 187.212 Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (no Pronamp).

Os valores concedidos aos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de 59,6 bilhões no Pronaf e de 49,6 bilhões de reais no Pronamp.

Os demais produtores formalizaram 341.754 contratos, correspondendo a 291 bilhões de reais de financiamentos liberados pelas instituições financeiras.

(Por Roberto Samora)

Fonte: Reuters

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