Bolsas mantiveram tendência e fecharam semana em alta

Publicado em 23/01/2012 08:54 405 exibições
A terceira semana de janeiro teve início sob as sombras das notícias dos cortes do rating de importantes países da zona do euro e também de dificuldades para a Grécia entrar em acordo com seus credores. No entanto, os investidores seguiram o período com otimismo, contribuindo para um início de ano ainda mais positivo.

Com o passar dos dias, as informações sobre as negociações do governo grego com o FMI melhoraram, o que contribuiu para a retomada da confiança dos investidores. Paralelamente a isso, os indicadores da economia americana mostram que o país se mantém em um ritmo de crescimento, apesar dos resultados modestos.

Por aqui, o grande destaque ficou para a decisão do Comitê de Política Econômica do Banco Central que cortou a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, para um total de 10,50% ao ano. Com isso, está mais evidente a consolidação da trajetória de queda da Selic.
    
Cenário Externo     
      
Com o feriado de segunda-feira nos EUA, pela comemoração do dia Martin Luther King Jr., os destaques do noticiário vieram apenas na terça-feira. Neste dia foi divulgado pelo escritório regional do Federal Reserve de Nova York que o índice de atividade manufatureira na região, em janeiro, apresentou alta para 13,48 pontos, o que representa o maior nível desde abril.

Já na quarta-feira, o Departamento do Tesouro informou que os investidores estrangeiros realizaram compras líquidas de US$ 58 bilhões em ativos mobiliários de longo prazo em novembro. Os dados de outubro foram revistos para compras de US$ 12,2 bilhões.

O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira que a produção de fábricas, minas e utilitários se recuperou em dezembro após apresentar queda em novembro. A produção industrial aumentou 0,4% em dezembro, ficando apenas 0,1% abaixo da expectativa. Apesar da volatilidade mensal, o indicador subiu 3,1% no quarto trimestre de 2011.

Na quinta-feira, dia mais movimentado da semana, foi informado que número de novas construções de casas apresentou recuo acentuado em dezembro, caindo 4,1% para uma série com ajuste sazonal de 657 mil unidades, ficando abaixo da estimativa de 678 mil do mercado. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Comércio do país.

Já o número de norte-americanos que registraram pedidos de auxílio desemprego caiu em 52 mil desde a semana passada, apresentando um total de 352 mil (menor nível desde abril de 2008), muito abaixo da expectativa para esta semana que era de 383 mil.

A inflação ao consumidor ficou estável em dezembro, informou o Departamento de Trabalho do país. O resultado veio abaixo do esperado, de 0,1%, e foi puxado pela queda dos preços de energia e alimentos. Já o núcleo do indicador, que exclui estes itens do cálculo, avançou 0,1% no período, dentro do esperado.

Finalmente, o índice de atividade do Fed da Filadélfia registrou em janeiro alta para 7,3 pontos, com os dados de dezembro sendo revistos para 6,8 pontos. Apesar do resultado, indicador ficou abaixo da aposta de 10 pontos estimada pelo mercado. O indicador de novas encomendas se manteve no território positivo pelo quarto mês seguido, mas caiu de 10,7.

Na sexta-feira, o único destaque ficou para o índice de vendas de casas usadas em dezembro. De acordo com a National Association of Realtors, o indicador subiu 5% para 4,61 milhões, contra 4,39 milhões de novembro. No entanto, o resultado ficou abaixo da expectativa, que era de 4,65 milhões.

Neste contexto, com quatro dias de negócios o Dow Jones acumulou alta de 2,4% aos 12.720 pontos, enquanto o S&P 500 somou ganhos de 2,0% aos 1.315,36 pontos.

Cenário Interno     
      
O IPC-S de 15 de janeiro de 2012 apresentou variação de 0,97%, 0,04 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Esta foi a maior taxa desde a segunda semana de maio de 2011, quando o índice registrou variação de 1,09%.

De acordo com as previsões do Focus, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2012, caiu pela sétima semana seguida, ao passar de 5,31% para 5,30%. Para 2013, a expectativa foi mantida em 5%. Essas projeções estão acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%.

A atividade econômica voltou a crescer em novembro do ano passado. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) divulgado hoje (16). No mês passado, o índice registrou 140,19 pontos, um crescimento de 1,15%, em relação ao mês anterior. Em outubro, na comparação com setembro, o IBC-Br havia apresentado queda de 0,32%. Nesse tipo de comparação, o índice vinha registrando recuos consecutivos desde agosto.

Na 2ª semana de janeiro, a balança comercial apresentou exportações de US$ 3,795 bilhões e importações de US$ 4,384 bilhões, resultando em déficit de US$ 589 milhões. No ano, as exportações somam US$ 7,334 bilhões, as importações, U$S 8,028 bilhões, com saldo negativo de US$ 694 milhões.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) variou 0,08%, em janeiro. A taxa apurada em dezembro foi de 0,19%. Em 12 meses, o IGP-10 variou 4,90%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, atingiu 0,79% na segunda prévia de janeiro. Essa taxa ficou acima da apurada na pesquisa anterior (0,75%) e foi puxada, principalmente, pela elevação de preços no grupo alimentação com variação de 1,71%. A alta dos alimentos tinha sido mais expressiva na última medição (l,86%).

Pela quarta vez seguida, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual. Por unanimidade, os juros básicos da economia passaram de 11% para 10,5% ao ano, sem viés - sem possibilidade de revisão da taxa até a próxima reunião, no início de março.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de janeiro, variação de 0,22%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de -0,07%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Por aqui, os ganhos na semana foram maiores, com o Ibovespa totalizando valorização de 5,3% aos 62.312 pontos.

Dólar:     

O dólar comercial seguiu em queda na terceira semana do ano e manteve a tendência estabelecida desde o início do mês. O cenário positivo e a redução da taxa de juros da economia brasileira para 10,5% ao ano contribuíram para a valorização da moeda brasileira ante a americana. Com isso, a divisa acumulou queda de 1,8% em cinco dias, fechando a R$ 1,7590.

Fonte:
Enfoque

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