Mudanças históricas na economia global deverão favorecer o Brasil, diz economista durante evento em São Paulo
Um dos principais temas abordados durante o encontro foram as proporções tomadas pela crise financeira que assola a Zona do Euro e a maneira como influencia diretamente os negócios no mercado. Segundo Dejneka, não há fundamentos que possam prover uma sustentação firme e verdadeira aos negócios haja visto que a situação da economia mundial é bastante delicada e incerta.
Para o economista e apresentar do programa de televisão Manhattan Connection, Ricardo Amorim, a situação da Europa é bastante séria e, ao contrário do que as notícias apontam, a Alemanha não deverá ser a "grande salvação da Zona do Euro" como vem sendo dito. "É possível até mesmo que aconteça o contrário, a Alemanha ir para o buraco junto com os demais países", disse na palestra que fez na abertura do Sungard.
De acordo com Amorim, em sua última declaração, a chanceler alemã Angela Merkel já afirmou que seu país não possui condiçoes para continuar provendo planos de resgate aos países que já estão assolados pela crise.
Paralelamente, o economista, assim como Pedro Dejneka, lembram que a situação não é delicada somente na Europa, e sim também nos Estados Unidos. Ricardo Amorim acredita ainda que, passando esse momento "agudo" da crise, o dólar deve voltar a cair e a economia norte-americana passará por uma nova recessão.
Países emergentes - Em contrapartida, foi abordado também o novo papel dos países emergentes como o Brasil, a Índia e, principalmente, a China. Para Amorim, o mundo passa por uma mudança do eixo econômico, com essas nações passando de "problema a solução". O poder aquisitivo dessas sociedades vem aumentando, indicando não só o aumento do consumo como também a busca por uma qualidade melhor de vida, o que também indica o crescimento das nações.
"O mundo está passando por suas maiores transformações econômicas em séculos e todas elas estão a favor do Brasil. O que precisamos fazer é aproveitar essas mudanças, essas oportunidades", finalizou Amorim.