Senadora Kátia Abreu confirma, nesta quinta-feira, filiação ao PMDB

Publicado em 03/10/2013 14:25 e atualizado em 03/10/2013 20:47
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A senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, do Tocantins, confirmou nesta quinta-feira ao site "T1 Noticias", do seu Estado, sua desfiliação do PSD e migração para o PMDB.

Kátia, que trocou o Democratas pelo PSD em 2011, acumulou divergências com o presidente do seu partido, o ex-prefeito Gilberto Kassab (São Paulo). Ela se aproximou da presidente Dilma Rousseff e seu nome costuma ser lembrado para integrar o governo.

Leia a notícia na íntegra no site do Valor Econômico.

No Estadão: Líder ruralista Kátia Abreu deixa o PSD e vai para o PMDB

A presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, anunciou nesta quinta-feira, 3, a saída do PSD, de Gilberto Kassab, e a ida para o PMDB, do vice-presidente da República, Michel Temer. A ida para o partido foi "costurada" pela presidente Dilma Roussef (PT), informou a assessoria da senadora.

A filiação de Kátia ao PMDB acirra ainda mais a disputa interna na legenda. A senadora não é aceita por parte do Diretório Regional nem pelo presidente do PMDB no Tocantins, deputado federal Júnior Coimbra. Kátia tem o apoio do grupo dos "Autênticos", entre eles o ex-governador Marcelo Miranda, que briga na Justiça pelo comando do PMDB.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.

Marcelo diz que Kátia é bem vinda e que divergências no PMDB serão sanadas

O ex-governador do Estado do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB) afirmou que a senadora Kátia Abreu, que está se desfiliando do PSD, será muito bem recebida no PMDB. “Ela só vem a somar e por mais que tenham pessoas que não gostariam que ela viesse para o partido, eles tem que entender que precisamos construir uma oposição forte e que todos que quiserem somar são bem vindos”.

A senadora confirmou sua ida para o PMDB ao T1 Notícias, na manhã desta quinta-feira, 3. Para Marcelo Miranda “o mais importante agora é deixar claro que a senadora recebeu o convite da nacional. Estávamos quando senador Valdir Raupp fez o convite à ela e não só ele, o diretório nacional sabe da importância de Kátia no partido”.

Leia a notícia na íntegra no site do T1 Notícias.

NO BLOG DE REINALDO AZDEVEDO:

Realidade política de Tocantins leva Kátia Abreu a migrar do PSD para o PMDB. Ou: PMDB ficará eternamente na zona de conforto?

A senadora Kátia Abreu (TO), também presidente da CNA (Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil), deixou o PSD e migrou para o PMDB. Na raiz da mudança, há uma questão regional, muito mais importante nas siglas nacionais do que se supõe à primeira vista. Comecemos pelo essencial: embora não oficialmente, o PSD já pertence à base do governo e vai caminhar na disputa de 2014 com Dilma Rousseff. Não há a menor possibilidade, a mais remota, de não ser assim. Desse ponto de vista, pois, nada muda: Kátia migra de um partido, na prática, da base para outro da base. Por que a troca?

A senadora tinha um aliado no atual governo de Tocantins: João Oliveira, o vice, que preside o PSD local. Este fez, no entanto, um acordo com o governador Siqueira Campos (PSDB), que quer fazer Siqueirinha (Eduardo Siqueira Campos), seu filho, o seu sucessor. Na política local, conservado esse status, isso significaria, de saída, que o nome de Kátia estaria excluído da disputa estadual; a depender do arranjo, até mesmo a disputa pela reeleição ao Senado — caminho que ela deve seguir — poderia estar ameaçada.

Kátia decidiu, então, sair do partido e migrar para o PMDB. A solução foi negociada com Gilberto Kassab. O deputado federal Irajá Abreu, filho da senadora, deve assumir o comando do PSD local. Assim, deve-se entender que o acordo de João Oliveira, o vice, com o governador não conta com o endosso do comando nacional do partido. A migração da senadora para o PMDB tem o apoio de membros da cúpula do partido, como o vice-governador Michel Temer. Mas também gera a reação negativa da ala da legenda sob a influência do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder do partido na Câmara. Geddel Vieira Lima, hoje um dos vice-presidente da Caixa Econômica Federal, é outro dos inconformados. Qual é o busílis?

Há o temor de que Kátia Abreu assuma o Ministério da Agricultura. E por que isso não seria do agrado de Cunha? Reportagem do Valor Econômico de 18 de setembro explica:
“Nos primeiros cinco meses de gestão do ministro da Agricultura, Antônio Andrade, foram contratados 92 servidores para ocupar cargos de confiança na sede da Pasta. Este número representa cerca de 10% do total de comissionados contratados antes da posse do ministro em março. O PMDB, partido de Andrade, tem indicado as nomeações e substituído quadros técnicos. Uma série de ofícios aos quais o Valor teve acesso mostra que o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), foi diretamente responsável por boa parte das indicações. Por meio do próprio site do ministério, é possível localizar documentos enviados em nome de Cunha com recomendações de nomes políticos para cargos técnicos de chefia.”

Mas vai ser?
Mas Kátia vai ser ministra? A interlocutores, ele assegura que não. Nega que tenha sido convidada por Dilma Rousseff (embora ninguém acredite muito nisso), diz que não aceitaria, se fosse, porque não apoiou a eleição da presidente em 2010 e expressa o desejo de se candidatar à reeleição ao Senado. No PMDB, caso resolva pendências legais, o candidato ao governo do Estado deve ser mesmo o ex-governador Marcelo Miranda. Nessa hipótese, Kátia disputa a reeleição ao Senado.

O futuro
Vocês sabem o que eu penso sobre a salada ideológica vigente na política brasileira. Uma liderança como Kátia Abreu, em circunstâncias um pouco mais convencionais (não fosse a jabuticaba brasileira, em que todo mundo é de centro-esquerda…), seria pensada como alternativa de poder. No PSD, não vejo como isso possa acontecer um dia, ainda que ela queira. No PMDB, a coisa pode mudar um pouco de figura. Haverá o dia em que esse partido decidirá disputar, com um titular, a Presidência da República ou jamais sairá da zona de conforto, que lhe garante um lugar permanente no governismo, qualquer que seja o presidente?

Se, um dia, decidir dar um voo compatível com o seu tamanho, Kátia pode ser uma alternativa. Mas esse futuro, se existir, ainda está um pouco distante.

Por Reinaldo Azevedo

 

NO BLOG DE LAURO JARDIM:

Kátia Abreu volta a articular sua mudança para o PMDB (e continuar na base do Governo)

Com informações de Lauro Jardim, de veja.com.br (+ Augusto Nunes)

Reatando o flerte

Conversas avançadas

Depois de agradecer o convite de Michel Temer, afirmar e reafirmar que não deixaria o PSD (Leia mais em: Kátia fica e O ‘não’ e a revolta), Kátia Abreu retomou o flerte com o PMDB: ontem, ficou cerca de uma hora reunida com Temer, que, assim como Valdir Raupp, acredita que a filiação sairá ainda esta semana.

Kátia sabe melhor do que ninguém: caso esteja disposta a migrar e sobreviver no ninho peemedebista, deve andar mesmo afinada com quem manda no partido. Fora da cúpula não faltam rejeições ao seu nome. Eduardo Cunha, por exemplo, não disfarça o descontentamento com a possível filiação.

Resume Cunha:

- Se quiser, que venha. Vai ser só mais uma senadora do partido. Aqui, na bancada da Câmara, ninguém a apoia.

Por Lauro Jardim

Os evangélicos avançam 1

Evangélicos e seus candidatos

Na última semana de filiação, os evangélicos começam a montar suas ‘chapas’ para 2014

A Igreja Mundial de Valdemiro Santiago lançará dois candidatos no Rio de Janeiro em 2014 – Francisco Floriano e o filho Mateus Floriano.

R.R. Soares lançará o filho Marcos Soares novamente – a deputado federal ou estadual.

Silas Malafaia filiou o pastor Sóstenes Cavalcante ao PSD, que já tem Samuel Malafaia como deputado estadual.

Por Lauro Jardim

Os evangélicos avançam 2

Pezão: em busca do apoio evangélico

Silas Malafaia, que sempre diz por aí que apoiará Lindbergh Farias em 2014, almoça hoje com Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão.

Os peemedebistas seguem buscando apoio de evangélicos. Na semana passada, Sérgio Cabral foi de helicóptero até o templo de R.R. Soares.

Cabral também tentou encontrar Malafaia, que não quis recebê-lo.

Por Lauro Jardim

Sobe a produção de petróleo, mas…

Produção cresce

Ainda que de forma tímida, finalmente a produção de petróleo cresceu de um mês para o outro no Brasil. Na comparação entre agosto e julho, a produção subiu 1,8%.

Não foi suficiente, porém, para virar o jogo do resultado ruim de 2013: a produção deste ano, ou seja de janeiro a agosto, é ainda 4,7% menor que a do mesmo período do ano passado.

Por Lauro Jardim

Aluguel de gente grande

Eike: aluguel atrasado

Era de 800 000 reais mensais o valor do contrato de aluguel do edifício Serrador, sede das empresas de Eike Batista, que começou a ser desocupada ontem (leia mais em Caminho de volta). O aluguel está atrasado há quatro meses.

Por Lauro Jardim

 

‘O que aflige o padrinho’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta terça-feira

Em 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu que seria um lance de alto risco levar adiante o plano com que alguns de seus companheiros flertavam em público – não propriamente à sua revelia – de apresentar um projeto de emenda constitucional que lhe permitiria concorrer a um terceiro mandato consecutivo. A proposta poderia até ser aprovada, se a base parlamentar aliada, no modo rolo compressor, conseguisse ficar surda à grita das parcelas mais articuladas da sociedade, que não deixariam de se mobilizar.

 

A radiatividade política que a emenda deixaria na atmosfera, porém, transformaria a campanha do ano seguinte numa batalha em que o grande trunfo eleitoral do presidente – a exploração e amplificação dos feitos de seu governo, beneficiados por uma quadra de excepcional prosperidade mundial e a ebulição do mercado chinês – seria confrontado pela denúncia de que o candidato tinha importado métodos chavistas para se perpetuar no poder. Afinal, o respeito às regras do jogo, se não por convicção, por frio cálculo de custo-benefício, acabou se revelando uma sacada de mestre.

Apostando pesadamente na capacidade de colocar o seu imenso patrimônio de popularidade para se fazer suceder por seja lá quem tivesse indicado, Lula foi para o tudo ou nada ao escolher, primeiro, uma mulher; segundo, que nunca antes havia enfrentado a servidão de competir pelo voto popular; terceiro, cujo nome (para não falar do sobrenome) era ignorado pela esmagadora maioria do eleitorado; e quarto, como logo ficou claro, uma tecnocrata sem o mais remoto vestígio de carisma, muito menos de naturalidade no uso do idioma falado no dia a dia do País. Em suma, o avesso do seu padrinho.

O resto é história. O “poste” Dilma Rousseff, que não sairia do chão sem o arrimo do presidente, dos recursos de poder do Planalto e de uma máquina de marketing de indiscutível competência, subiu a rampa no primeiro dia de 2011 e tudo tem feito, a exemplo do que fizera o mentor, para repetir a cena na mesma data de 2015. Só que o “tudo” não parece dar para o gasto. Embora os seus índices de aprovação venham se recuperando gradativamente depois de duas quedas acachapantes (uma, por causa do surto de alta do preço da comida; outra, por efeito indireto dos protestos de junho), praticamente se esfumou a previsão fundamentada em sucessivas pesquisas que davam Dilma reeleita já no primeiro turno.

Mesmo nos tempos fartos, porém, a demanda reprimida pelo “volta, Lula” conquistava posições não apenas no PT, mas entre parlamentares, empresários e porta-vozes de diversos grupos de interesse, soberanamente ignorados pela “presidenta”. A tal ponto que, além de dar-lhe conselhos de bons modos políticos que ela relutava em atender, porque contrariavam o seu senso de onipotência, Lula foi obrigado a tomar uma iniciativa de que viria a se arrepender, antecipando o lançamento da recandidatura da afilhada em fevereiro passado, a 19 meses do pleito. Dilma, ao que se comenta, já consegue ser afável com seus interlocutores estratégicos e também ouvi-los, em vez de submetê-los ao suplício de seus monólogos.

Mas o quadro eleitoral é incerto. Um terço do eleitorado ainda não tem candidato. Quantos eles serão tampouco se sabe: Serra concorrerá pelo PPS? Marina irá para a peleja sem a Rede a ampará-la? E, ainda que Dilma leve parcialmente a melhor no primeiro turno, não é improvável a formação de uma frente única em torno do segundo mais votado, fazendo da rodada seguinte a “nova eleição” de que os políticos costumam falar – e sabe-se lá com que resultado.

É muita dúvida para Lula ficar impassível. Depois de avisar que está “no jogo”, apressou-se a esclarecer que isso não significa que será candidato, mas que agirá como se candidato fosse.

Em 2010 ele carregava Dilma para cima e para baixo. Agora pretende fazer mais: “Se ela não puder ir para o comício num dia, vou no lugar dela”. “Se ela for para o Sul, eu vou para o Norte. Se ela for para o Nordeste, eu vou para o Sudeste.” O perigo, a cada momento, será a massa gritar “Lula, Lula”, e ele ter de corrigi-la: “Não! É Dilma, Dilma”. Lula será a “metamorfose ambulante” da apadrinhada.

Vote na enquete: Na próxima conversa com jornalistas amigos, Lula dirá que Rose fez mais de 20 viagens internacionais para fazer o quê?

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Fonte: Valor Econômico + Veja + Estadão

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