Acaba a eleição, taxa de juros sobe: coincidência? Não!

Publicado em 30/10/2014 13:13 e atualizado em 30/10/2014 17:25 448 exibições
por Rodrigo Constantino e Geraldo samor + Reinaldo Azevedo, de veja.com

Quando o juro é a mensagem

A inesperada alta da Selic anunciada ontem à noite evoca aquela estória do jabuti que aparece do nada no alto de uma árvore. Como o jabuti não é alpinista, se ele está lá em cima é porque alguém o colocou lá.

Do ponto de vista estritamente técnico, a alta da Selic só teria duas explicações, ambas ruins para o País.

Primeiro: o juro pode ter subido porque, na opinião do BC, o quadro inflacionário está pior do que o mercado imagina.

Segundo: intuindo que o Governo Dilma 2.0 não vai mudar de atitude com relação ao gasto público — que gera inflação — o BC pode ter decidido que caberá a ele, apenas, a tarefa de combater a inflação com o instrumento que possui, a política monetária.

Se o BC realmente estiver telegrafando isso, vai ser um salve-se quem puder. Além de saber o nome do próximo Ministro da Fazenda, o maior desejo do mercado neste momento é de que a Presidente volte a levar a sério o superávit primário, um porco no qual colocaram muito batom e andam chamando de ‘gata’.

Qualquer falta de iniciativa nessa área vai azedar os mercados no curto prazo e levar a uma perda do grau de investimento do Brasil no ano que vem.

Mas, num governo onde juro é anátema e o BC é frequentemente acusado de subserviência, seria ingenuidade fazer apenas uma leitura técnica de um aperto monetário que vem quando ninguém espera.

A questão é, “Por que agora?”

Assim como no humor, o timing é tudo. Essa medida ortodoxa vem 72 horas depois de uma campanha que demonizou os banqueiros e tentou associar a tese de um BC independente com pessoas passando fome, e num momento em que o Governo tenta criar uma narrativa pró-mercado.

“Isso pode ser uma sinalização de que a temporada política acabou, e que agora é mãos à obra,” disse um gestor à coluna.

Mercado financeiro: um lugar onde se compra realismo e se vende esperança.

Por Geraldo Samor

Armadilha na Vale: por que a ação cai hoje

A Vale cai quase 4% no pregão desta quinta-feira depois de divulgar seus resultados do terceiro trimestre.VALE

Uma espécie de tempestade perfeita fez a empresa ter um raro prejuizo.

O que aconteceu? O preço efetivo — quanto a Vale consegue pelo seu minério — veio pior que o esperado.

Além disso, a empresa teve uma perda de variação cambial e com swaps cambiais que ninguém esperava.

(Usando contratos chamados swaps, a Vale travou o seu preço em reais. Num exemplo hipotético: uma tonelada de minério, vendida a US$ 90 por tonelada, e com o dólar a 2,20, vale 198 reais. A Vale fez um swap para garantir essa taxa de câmbio. Só que, depois disso, o dólar subiu para 2,50. Na nova taxa, aquela tonelada poderia ser vendida por 225 reais. A diferença entre estes 225 e os 198 garantidos pelo swap são a ‘perda cambial’ da empresa. Em outras palavras: a companhia não conseguiu aproveitar essa alta recente do dólar.)

Outra: o custo de produção de minério aumentou 8,2% — foi de 20,8 dólares/tonelada para 22,5.

E, para terminar… O volume vendido surpreendeu negativamente. O relatório de produção, que havia sido divulgado dias atrás, havia mostrado recorde de produção, mas essa produção maior não virou vendas, ou seja, os estoques aumentaram.

A Vale está sofrendo porque a China não é mais a máquina engolidora de aço que costumava ser, e o mundo está nadando em minério de ferro.

A ação negocia a apenas 13 vezes o lucro estimado para o ano que vem. Isso se se considerar um cenário de estabilidade de preços de minério para 2015 (em torno de USD 85/ton).

Apesar do preço da ação parecer barato por parâmetros históricos, a realidade mudou, e a ação há muito tempo parece ter se tornado uma armadilha.

Por Geraldo Samor

 

Acaba a eleição, taxa de juros sobe: coincidência? Não!

Selic. Fonte: GLOBO

O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu o mercado ontem e subiu a taxa básica de juros, a Selic, para 11,25% ao ano. Era unânime quase a expectativa pela manutenção da taxa, pois esta era a sinalização do Banco Central em suas atas anteriores. Não havia indícios de que o BC subiria já agora a taxa de juros, mesmo com a inflação acima do topo da meta. Afinal, ele sempre se mostrou satisfeito com uma inflação nesse patamar de 6,5%. O que mudou?

A eleição, ora! Na verdade, ela já acabou, e foi isso que mudou. Durante a campanha de Dilma, alta de juros era coisa de banqueiro insensível que não ligava para os pobres. Depois, é coisa de quem tem autonomia para combater a inflação, imposto perverso sobre os pobres. Ou seja, fica comprovado aquilo que todos já sabiam, até aquela velhinha em coma: esse é um BC sem autonomia alguma, completamente subserviente ao Planalto, tomando decisões de acordo com os interesses partidários do PT, e não com base em avaliações técnicas da economia.

Antes de terminar a eleição, colocar um banqueiro para cuidar da economia era também coisa de “neoliberal” que não liga para os mais pobres, até porque ia fazer desaparecer sua comida da mesa. Mas depois, circulam pelo mercado rumores de que ninguém menos do que Luiz Trabuco, o presidente do Bradesco, poderia ser o indicado para substituir Guido Mantega na pasta da Fazenda. O ex-presidente Lula seria o grande defensor dessa alternativa. Um banqueiro!

Entenderam como funciona o PT? Não tem compromisso algum com a verdade, com os fatos, com um debate sério de ideias. Diz uma coisa e, três dias depois, quando já acabou a eleição, faz outra diametralmente oposta. É estelionato eleitoral. Você, eleitor do PT, foi enganado. É coisa de partido sem um pingo de dignidade. E ainda tem inocente útil que acredita em suas falácias e mentiras, que acha realmente que o PT olha para os mais pobres.

Subir taxa de juros é ou não é, afinal, algo contra os mais pobres? O PT precisa responder isso de forma definitiva, e seus eleitores tapados precisam gravar a ferro e fogo a mensagem em seu corpo se preciso, para não esquecer a verdade daqui a quatro anos. Pois sabemos que em época de eleição o PT novamente usará o mesmo discurso, como se nada tivesse acontecido.

É um partido que faz muito mal ao nosso pais, à democracia, ao debate de quem realmente quer o melhor para o país, e não apenas o poder pelo poder. O PT usa a mentira como método sistemático. Empobrece nossa democracia.

PS: Sugiro que investiguem alguns bancos de investimento, pois a decisão, quando inesperada assim, costuma permitir ganhos extraordinário para alguns, especialmente àqueles que financiaram pesado a campanha do partido durante a eleição. E sabemos que alguns banqueiros deram milhões para o partido que vai proteger os pobres dos… banqueiros!

Rodrigo Constantino

Inflação

Economista do BNDES chama alta de preços de serviços de “inflação do bem” e quer mais impostos

É um espanto! Em sua coluna de hoje na Folha, Marcelo Miterhof insiste em todas as falácias petistas de luta de classes, de pobres contra ricos, para concluir que o governo tem feito um ótimo trabalho para ajudar os mais pobres, e que a classe média e os pequenos empreendedores sofrem no processo com a alta de preços, especialmente no setor de serviços, mas que isso é uma “inflação do bem”. E depois propõe mais imposto, inclusive de renda, como solução para o problema do baixo crescimento.

O trabalhador de classe média vai ao mercado e sente no bolso a alta dos preços? Isso é parte do processo de “justiça social”, segundo o economista. Vai cortar o cabelo, vai no restaurante, vai ao médico, tudo subindo de preço? Mas é porque agora o pobre finalmente pode fazer essas coisas também, inclusive viajar, diz o economista do BNDES.

Não explica como vários outros países retiraram milhões da pobreza sem inflação, com medidas liberais que ele condena. Não explica como exatamente a inflação pode ser benéfica para alguém além dos governantes e seus apaniguados, os “amigos do rei” que recebem verbas públicas inflacionárias. Não explica como haverá menos inflação simplesmente por ter mais crescimento, e muito menos como terá mais crescimento.

Acha que é com mais gastos públicos, mais crédito público, ou seja, mais do mesmo, mais do veneno que nos trouxe até aqui. Insanidade é repetir tudo e esperar resultados diferentes. Pessoas inteligentes aprendem por observação, os medíocres aprendem apanhando na própria pele, e os muito limitados não aprendem jamais.

Não bastaram os erros do passado, ou os recentes de nossos vizinhos. Esses economistas desenvolvimentistas vão mesmo tentar destruir o Brasil para provar que estão “certos”. Não estão! Longe disso. Adotam uma ideologia completamente fracassada, depositam no estado um papel preponderante como locomotiva do progresso, e não entendem como a economia funciona de verdade.

Não perderia meu precioso tempo se fosse apenas mais um economia com sérias limitações escrevendo besteiras por aí. Mas não é. É um economista do BNDES, justamente um dos principais instrumentos dessa política equivocada que tem prejudicado tanto nossa economia, escrevendo no maior jornal do país. Assim fica difícil refutar Roberto Campos, quando disse jocosamente que não corremos o menor risco de dar certo…

Rodrigo Constantino

 

A busca de um novo Palocci

Empresários com trânsito no PT acham que a escolha do próximo Ministro da Fazenda tem uma dinâmica singular.Dilma Rousseff

Para eles, ao fazer circular nomes como o de Luiz Carlos Trabuco e Henrique Meirelles — excepcionais na perspectiva dos investidores mas com baixa probabilidade de aceitarem o convite — o Governo ganha pontos por mostrar boa vontade com o mercado financeiro.

Mas depois da narrativa deste candidato ‘dos sonhos’, o nomeado deve acabar sendo alguém com um perfil mais burocrático.

Hoje, estas pessoas apostam em Nelson Barbosa, o ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda e que mantém bom relacionamento com Dilma e Lula.

Neste momento, o perfil do sucessor de Guido Mantega tem o seguinte checklist:

 

( ) alguém afinado com a política econômica atual mas com um olhar crítico;

( ) que faça uma transição sem ‘massacrar’ Mantega;

( ) que tenha uma química boa com Dilma;

( ) que agrade a Lula;

( ) que agrade ao mercado.

 

Barbosa preenche todos os requisitos acima. É uma figura ‘neopalocciana’: um sujeito afável, razoável, com bom trânsito junto ao mercado. Outra credencial importante: Barbosa saiu da Fazenda por discordar da contabilidade criativa patrocinada pelo Secretário do Tesouro, Arno Augustin. A questão fiscal hoje é o cerne da desconfiança do mercado em relação ao Governo Dilma.

Henrique MeirellesMas o pulo do gato na nomeação seria o nome do No. 2 na Fazenda: alguém com experiência em Wall Street.

A secretaria executiva da Fazenda é uma das cadeiras mais poderosas na hierarquia do Governo. Seu ocupante interage muito com empresários e com o mercado financeiro.

A escolha de um executivo com este perfil de mercado para o cargo No. 2 (e não para o No. 1) evitaria a impressão de que Dilma ‘se curvou’ ao mercado, e ainda assim reforçaria a mensagem construtiva junto aos investidores.

O atual secretário executivo, Paulo Caffarelli, muito provavelmente deve ser deslocado para o comando do Banco do Brasil, cujo atual presidente, Aldemir Bendine, perdeu apoio político.

Voltando ao ‘dream team’ do mercado… no Bradesco acredita-se que a chance de Luiz Carlos Trabuco aceitar um eventual convite é mínima.

O motivo: Lázaro de Mello Brandão, presidente do conselho do banco, deve se aposentar nos próximos anos, e já teria escolhido Trabuco como seu sucessor.

Só quem conhece a cultura do Bradesco sabe o que significa ocupar o lugar do “seu Brandão,” ele próprio o sucessor de Amador Aguiar, o lendário fundador do banco.

Boa parte do PIB defenderia a tese de que o cargo é tão importante quanto o Ministério da Fazenda — e sem as mazelas da exposição pública diária.Luiz Carlos Trabuco

Para o mercado, Trabuco seria um dos nomes mais completos: tem experiência prática de como o País funciona, uma visão racional de economia, é independente e cultiva excelentes relações no mundo corporativo e político.

Mas não deve ser desta vez.

Barbosa também traria credibilidade e boa vontade. Se sua nomeção se confirmar, a única dúvida será o seu grau de autonomia em relação a quem, até hoje, sempre foi a Ministra da Fazenda de fato. Mas isso, provavelmente, o Brasil só vai saber com o tempo.

“Não basta só trocar o ministro,” diz um economista crítico em relação à política econômica atual. “O tamanho do desafio é tão grande que tem que ser uma decisão dela de trocar o seu círculo íntimo. É a equipe toda.”

Por Geraldo Samor

 

Proposta de ‘pacotazo’ na Venezuela

Até tu, Maduro? Flag_of_Venezuela

Na Venezuela, o Governo acaba de propor medidas ‘ortodoxas’ na economia, o que está gerando um rali violento nos títulos venezuelanos no mercado internacional.

Entre outras medidas, o conselho econômico do País acaba de propor aumentar o preço da gasolina em 1.328% e começar uma flexibilização do câmbio.

As medidas ainda têm que ser aprovadas pelo Presidente Nicolás Maduro.

O conselho sugeriu aumentar o litro da gasolina de 7 centavos de bolívar para 1 bolívar a partir do início do ano que vem.

Uma cena do dia-a-dia ilustra bem como a gasolina é quase ‘de graça’ na Venezuela. Geralmente, os venezuelanos pagam para encher o tanque com uma nota de 5 ou 10 bolívares. Como o tanque cheio (50 litros) custa só 3,5 bolívares, os motoristas costumam deixar o troco como gorjeta para o frentista, que chega a ganhar 800 bolívares por dia só com este ‘troco’. O relato é do jornal argentino Infobae.

Quem perde dinheiro é a PDVSA, a Petrobras de lá. Cada litro de gasolina custa à PDVSA 2,7 bolívares. A empresa perde por ano 12,5 bilhões de dólares com o subsídio.

Com o aumento proposto hoje, o prejuízo da PDVSA diminui, mas o que os mercados estão comemorando mesmo é que o País está entrando, mui timidamente ainda, no rumo da racionalidade econômica.

Nada, obviamente, está sendo feito por convicção. A Venezuela foi colocada em córner pela queda do petróleo no mercado internacional. O barril despencou de cerca 120 dólares para 83, e bancos como a Goldman Sachs acham que a queda pode se estender até o nível de 60.

Por Geraldo Samor

 

COMO A REDE PETISTA ATUA, COM TENTÁCULOS NOS GRANDES VEÍCULOS, PARA TENTAR MUDAR UM FATO: NO DIA 21, YOUSSEF DISSE À PF E AO MP QUE DILMA E LULA SABIAM DA ROUBALHEIRA NA PETROBRAS. E NÃO HOUVE RETIFICAÇÃO NENHUMA, JANIO DE FREITAS! É MENTIRA!

Não pensem que a rede a serviço do petismo para distorcer informações está restrita aos blogs sujos, alimentada pelo capilé estatal. Chega também à grande imprensa. Aliás, os fiéis servidores da causa adorariam ver os veículos nos quais atuam debaixo do chicote do partido. Torcem fervorosamente para que Dilma imite Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Cristina Kirchner e avance contra a “mídia”, onde ganham o pão. Mas vamos adiante. Prestem atenção à sequência de fatos.

1. VEJA publicou na edição de sexta-feira, dia 24, a informação de que, no âmbito da delação premiada, Alberto Yousseff havia afirmado à Polícia Federal e ao Ministério Público que Dilma e Lula sabiam, sim, da roubalheira na Petrobras. ATENÇÃO: O DEPOIMENTO EM QUE YOUSSEF ACUSA A DUPLA PRESIDENCIAL É DO DIA 21 DE OUTUBRO.

2. A VEJA começou a chegar aos leitores na sexta, dia 24. No sábado, dia 25, Folha, em manchete, e Estadão, com chamada na primeira página, PUBLICAVAM A MESMA INFORMAÇÃO.

NOTA LATERAL – VEJA não antecipou edição coisa nenhuma. Isso é mentira. Sigamos.

Nesta quarta, o jornal O Globo publica uma notinha, sem assinatura, sem fonte, sem nada, afirmando que, na verdade, Yusseff não teria dito o que disse à PF no dia 21, mas apenas no dia 22, numa retificação.

O apparatchik petista entrou em ação, afirmando que haveria uma espécie de articulação para acusar Dilma às vésperas da eleição. Em sua coluna de hoje, na Folha, Janio de Freitas, por exemplo, escreve a seguinte besteira (em vermelho):

Na quarta 22, “um dos advogados” de Youssef “pediu para fazer uma retificação” em depoimento prestado na véspera por seu cliente. “No interrogatório, perguntou quem mais sabia (…) das fraudes na Petrobras. Youssef disse, então, que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a retificação.

Janio está, como se vê, desmentindo a manchete da própria Folha de sábado, dia 25, que apurou rigorosamente o que apurou VEJA. Até aí, tudo bem. Poderia fazê-lo se tivesse razão. Só que Janio e outros da espécie menores do que ele estão divulgado uma MENTIRA. Não houve depoimento nenhum na quarta-feira. A informação é falsa como nota de R$ 3.

Quem está fazendo escarcéu com isso nas redes sociais é gente que ainda vai acabar atrás das grades porque também recebia dinheiro do esquema que era gerenciado por Alberto Youssef, com dinheiro roubado da Petrobras.

O Valor Pro, um serviço eletrônico do Valor Econômico, resolveu entrar na história e, COM A INFORMAÇÃO CERTA, contribuiu para fazer ainda mais confusão. Ao veículo, o advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, disse o seguinte:

“Nesse dia [NA QUARTA-FEIRA], não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira. Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo”.

Entendeu, Janio de Freitas, ou quer um desenho? O advogado está desmentido a nota apócrifa do Globo, não a VEJA ou a Folha, onde você trabalha. Aliás, por que citar apenas a VEJA?

Muito bem. Bastaria a Janio ter feito a lição de casa, tarefa que um foca teria cumprido, e telefonado para o advogado ou para a Polícia Federal perguntando se tinha havido alguma oitiva na quarta, dia 22. E ficaria sabendo que se trata de uma mentira. Mas Janio já passou da fase de deixar suas convicções se contaminar pelos fatos.

Eu entendo por que Janio espalha isso.
Eu entendo por que a Carta Capital espalha isso.
Eu entendo por que os sites e blogs sujos espalham isso.

Mas não entendo por que o Globo publicou a nota mentirosa, já que, até onde sei, é um jornal que leva a sério o compromisso com a verdade. É O CASO DE APURAR COMO UMA INFORMAÇÃO MENTIROSA FOI PLANTADA NO JORNAL. Ao identificar os responsáveis, certamente se estará chegando a um dos tentáculos de um monstrengo de muitos tentáculos.

Quanto ao Valor Pro, dizer o quê? Um curso de redação não faria mal por ali. Nunca antes na história deste país se produziu um texto tão confuso, embora o jornalista estivesse com a informação certa, a saber:
1: só houve depoimento no dia 21, conforme informaram VEJA, Folha e Estadão;
2: não houve depoimento nenhum no dia 22;
3: não houve retificação nenhuma.

Para encerrar: garanto que essa é a “mídia” de que o Gilberto Carvalho gosta: a “mídia” que conta mentiras ou porque é regiamente paga para isso, com dinheiro estatal, ou por alinhamento ideológico.

Por Reinaldo Azevedo

 

Mercados reagem bem à elevação de juros, é claro! Ou: Do estelionato

Pois é…

O governo Dilma resolveu dar uma piscadela para os “mercados” — aqueles contra os quais, segundo Lula, o PT ganha todas as eleições (podem rir!) —, e o BC elevou a taxa Selic de 11% para 11,25%. Ninguém esperava que fosse fazê-lo porque, a rigor, não existem razões objetivas para isso e porque a ata de setembro dizia que os 11% eram suficientes para levar, com o tempo, a inflação para o centro da meta.

A decisão, como antevi aqui ontem, seria lida pelo mercado como um sinal de que Dilma não vai querer brincar com a inflação; tomará, ela sim (não Aécio, né?), “medidas amargas” se necessário etc. É o jogo de sempre do PT. Faz discurso de ultraesquerda se necessário; ajoelha-se no altar da ortodoxia tosca se necessário; vai empurrando com a barriga até onde der. Ora está lá, ora está cá. Se a gente olha, no entanto, a trajetória de longo prazo, o país vai definhando e perdendo importância. É apenas um fato.

A decisão de elevar a Selic, conforme o esperado, fez o dólar cair — opera agora a menos de R$ 2,40 — e a Bolsa subir. A Vale despencou, mas nada teve a ver com esse movimento.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), vice de Aécio Neves na chapa tucana, comentou a elevação da taxa de juros: “É a prova de que o que a candidata Dilma falava, a presidente Dilma não escreve. Duas caras”. Outro senador de oposição também criticou a decisão: “Lamentavelmente, vamos assistir depois desse aumento, negado a campanha inteira, a reajustes nos combustíveis e nas tarifas de energia elétrica. Como sempre, o PT nos acusa daquilo que eles vão fazer, daquilo que é a prática deles”, afirmou Agripino Maia (DEM-RN).

É isso aí. Não demorou para começar o estelionato.

Por Reinaldo Azevedo

Brasil

Sai de baixo

conta de luz

Mais de 50% de aumento

Começou a temporada de reajustes pós-eleição: a Aneel autorizou ontem o reajuste da tarifa de energia elétrica para a Companhia Energética de Roraima. Não se trata de um reajuste qualquer, 54%. Qualquer palavra que não seja ‘tarifaço’ para nomear esse reajuste parecerá inadequada.

Por Lauro Jardim

Governo

Lobão diz adeus

Provocação de correligionários

De volta ao Senado

Edison Lobão não tem a menor dúvida de onde despachará a partir de 2015: do seu gabinete no Senado. Aos mais próximos, assume que não integrará o ministério do segundo governo Dilma. Voltará ao Senado, onde tem mais quatro anos de mandato pela frente.

Por Lauro Jardim

Eleições 2014

Teto maior

Dilma: campanha milionária

Dilma: campanha milionária

A campanha de Dilma Rousseff elevou mais uma vez o seu limite de gastos para a campanha: o teto chegou a 383 milhões de reais.

No dia 20 de outubro, a campanha petista já havia aprovado a elevação do teto de 298 milhões de reais para 338 milhões de reais.

A alteração solicitada foi deferida pela ministra do TSE Maria Thereza de Assis Moura.

Com a vitória, não será difícil passar o chapéu nas grandes empresas e arrecadar a grana.

Por Lauro Jardim

Brasil

Enigma dos trens

trem

Trens desaparecidos no Rio

Continua o mistério sobre onde foram parar 54 trens da Supervia, concessionária ferroviária fluminense, revelado no início do mês por VEJA (Leia mais aqui).

Os carros – substituídos por novos – não foram encontrados no patrimônio do próprio Estado ou da Supervia. Quando um vagão é trocado, o contrato de concessão prevê um leilão da composição e o repasse do dinheiro arrecadado para os cofres públicos.

Um relatório assinado pelo técnico do governo do Rio de Janeiro Wagner Ribeiro de Oliveira atestava o problema. Depois que entregou o documento a VEJA, Wagner – acompanhado de outros técnicos – depôs na polícia e negou que tivesse feito o relatório.

Por não leiloar os trens? No passado, inicialmente a Supervia reconheceu um débito de 96 milhões de reais. Depois, foi a vez do governo abater o mesmo valor de desequilíbrio econômico financeiro no contrato do mesmo valor. Ou seja, as partes se acertaram e os trens continuam desaparecidos.

Por Lauro Jardim

Brasil

Nível de racionamento

Reservatório no Sudeste: mais vazio

Reservatório no Sudeste: mais vazio

Os níveis dos reservatórios que abastecem as hidrelétricas continuam baixando perigosamente.

Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, estão 2,2% abaixo do verificado em 31 de outubro de 2001, em pleno racionamento da era FHC.

No Sul, os reservatórios estão 9,6% mais baixos também em comparação a 31 de outubro de 2001.

Ah, se não fosse a estagnação da economia e as termelétricas, responsáveis por 27% de toda a energia consumida do Brasil… Estaríamos todos no escuro.

Por Lauro Jardim

 

Um dos trogloditas da Venezuela encarregados de descer o sarrafo no povo está no Brasil e firma “acordos” com o MST, com a anuência de Dilma e de Carvalho, o que não gosta da imprensa livre. Ah, sim: o cara é o ministro dos “movimentos sociais” daquele país, como Carvalhinho…

O jornalista Claudio Tognoli informa em seu blog blog que decidiu entrar no site do Ministério do Poder Popular para as Comunas da Venezuela, que é um dos aparelhos daquele país que organizam as milícias chavistas, aquelas que andaram matando estudantes e oposicionistas. E descobriu coisas interessantes.

Sabem quem está em visita oficial ao Brasil? Elías Jaua, que é um vice-presidente setorial (um cargo que existe por lá) do Desenvolvimento do Socialismo Territorial da Venezuela e titular do tal Ministério das Comunas. O governo bolivariano informa que, nesta terça, foi firmada uma série de acordos, em Guararema, entre o governo venezuelano e o MST nas áreas de treinamento e desenvolvimento da produtividade comunal. Vejam vídeo.

Segundo Jaua, os “acordos têm o objetivo de incrementar a troca de experiências e formação para fortalecer o que é fundamental numa revolução socialista, que é a formação da consciência e a organização do povo para defender suas conquistas e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista.”

Ah, bom!!! Eu nem sabia que havia uma revolução socialista em curso no Brasil. Agora sei.

Deu para entender por que Gilberto Carvalho quer tanto os conselhos populares? Eis aí: depois de o chavismo — agora nas mãos de Nicolás Maduro — ter conduzido a Venezuela ao caos, chegou a hora de “trocar experiências” com o Brasil. Imaginem vocês se um líder de alguma ditadura de direita andasse por aqui a firmar convênios com grupos organizados da sociedade. Seria uma gritaria danada! Eu mesmo seria o primeiro a protestar. Mas, como se trata de uma ditadura de esquerda, bem, nesse caso, pode.

Quando se aponta a má intenção do Decreto 8.243, de Dilma, que será sepultado pelo Congresso, é evidente que não se trata de um delírio paranoico de reacionários, como quer fazer crer o sr. Carvalho. Nada disso! Atenção! A área dos chamados “movimentos sociais”, na qual se insere o MST, é da competência do ministro, e o troglodita venezuelano que veio para cá fazer proselitismo e acordos com o movimento certamente não está no país sem o seu estímulo e a concordância do governo Dilma.

Assim, o MST, um movimento fartamente financiado com dinheiro público, firma convênios obscuros — o que a Venezuela tem a lhe ensinar? — com um governo que mata seu próprio povo na rua. Vai ver os gloriosos seguidores de Stedile querem saber como é viver num país em que se racionam a comida e o papel higiênico.

É… faz sentido! Como entra menos, sai menos. Menos rango, menos consumo de papel. É uma piada!

A presença deste senhor no Brasil é a prova da falta de inocência do decreto do senhora Dilma Rousseff. Vai ser enterrado pelo Congresso. E, do modo como ela o quer, será enterrado quantas vezes for apresentado.

A Venezuela não é e não será aqui, represidenta!

Por Reinaldo Azevedo

 

O ministro venezuelano e a babá armada

Publiquei nesta manhã um post sobre a presença no Brasil de Elias Jaua, o ministro Venezuelano das Comunicas e Movimentos Sociais. É o Gilberto Carvalho deles, só que na fase em que já está de arma na mão. O homem está no Brasil para celebrar acordos com o MST.

Eu falei em armas? Pois é. Esqueci de lembrar de um troço importante no post. A babá da família do ministro foi presa no Aeroporto de Guarulhos, na sexta-feira, portando uma arma, que seria do ministro. Vejam que mimo: um ministro de Estado de um país amigo entra armado no Brasil. A mulher foi solta ontem à noite. Leiam o que informa a EFE. Volto em seguida.

*

A babá da família do ministro venezuelano das Comunas e Movimentos Sociais, Elías Jaua, foi liberada em São Paulo, após ser detida na sexta-feira com uma arma no aeroporto internacional de Guarulhos. Yaneth do Carmen Anza, de 39 anos, estava em prisão preventiva acusada de tráfico internacional de armas. Ela deixou a prisão na noite da quarta-feira, depois de a justiça aceitar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, embora o processo continue em andamento.

O habeas corpus foi concedido pelo juiz de apelações José Lunardelli e a decisão deverá ser publicada na sexta-feira, embora já tenha sido cumprida, informou à Agência Efe na sala terceira do Tribunal Regional Federal de São Paulo. No recurso, a defesa de Anza alegou que a arma pertencia a Jaua, que estava no Brasil acompanhando sua mulher em um tratamento médico, e afirmou que o ministro pediu a babá que levasse uma mala de sua propriedade que continha documentos e uma arma, registrada em seu nome.

Segundo a defesa, embora Anza tenha sido alertada por Jaua que devia retirar a arma da mala antes de viajar, “o babá não a encontrou e, devido à pressa para os preparativos da viagem, se esqueceu de avisá-lo que não encontrou a arma e que viajaria com a mala como a encontrou”, assinalou o tribunal. Na segunda-feira, a juíza Gabriella Naves Barbosa, da quinta Sala da Justiça Federal da cidade de Guarulhos, ordenou a prisão preventiva da babá. Lunardelli argumentou que não há razões para manter a babá na prisão por possuir residência fixa, ocupação lícita e não ter antecedentes criminais.

Anza aguardará o julgamento em liberdade provisória e está obrigada a comparecer a todas as audiências do caso. Anza viajou de Caracas para São Paulo em um avião da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e, quando as bagagens passaram pelo controle, os funcionários do aeroporto identificaram a arma e acionaram as autoridades. Jaua ocupou diversos postos no governo venezuelano nos últimos anos e, até ser designado ministro de Comunas e Movimentos Sociais, foi ministro das Relações Exteriores, em substituição ao atual presidente, Nicolás Maduro.

Retomo
A versão oficial é que Jaua está no Brasil porque a sua mulher faz tratamento médico. Se faz também, não sei. Ele está no Brasil, conforme assume o próprio governo da Venezuela, para fazer acordos com o MST.

Por Reinaldo Azevedo

 

Na Folha: Com nova alta dos juros, Brasil se distancia no ranking global das taxas

POR DINHEIRO PÚBLICO & CIA

 

Com a nova alta dos juros promovida pelo Banco Central, o Brasil se distanciou na liderança do ranking global das taxas.

Se descontada a inflação esperada pelo mercado brasileiro nos próximos 12 meses, os juros do BC subiram de 4,34% para 4,58% ao ano.

Trata-se da maior taxa entre as 40 principais economias nacionais, segundo levantamento do site Moneyou.

A taxa brasileira, elevada de 11% para 11,25%, é a terceira do grupo, atrás de Argentina e Venezuela. Mas os dois países vizinhos vivem uma disparada da inflação, que supera seus juros.

Ranking dos juros no mundo out.14

O mundo vive uma era de juros excepcionalmente baixos, em especial nos países mais ricos -que reduziram suas taxas para atenuar os efeitos da crise internacional.

Para estimular o crédito, o consumo e os investimentos, os juros estão abaixo da inflação nos Estados Unidos, na maior parte da Europa e no Japão.

Fonte:
Blogs de veja.com

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