Dilma vai substituir Gilberto Carvalho por Miguel Rosset, homem de confiança na Secretaria-Geral da Presidência

Publicado em 02/11/2014 12:27 e atualizado em 02/11/2014 16:27 386 exibições
por Lauro Jardim, de veja.conm

Dilma vai substituir Gilberto Carvalho por homem de confiança na Secretaria-Geral da Presidência

rossetto

Rossetto: mais perto de Dilma

Miguel Rossetto substituirá Gilberto Carvalho na Secretaria-Geral da Presidência. Dilma Rousseff precisou de um segundo mandato para, enfim, botar no cargo alguém que seja 100% de sua confiança.

Por Lauro Jardim

 

O contraste entre o crescimento da pecuária e o do PIB brasileiro

pecuaria

Na contramão do PIB

Enquanto o Brasil deve crescer ridículos 0,3% em 2014, a pecuária entre janeiro e setembro cresceu 2,6% em comparação com o mesmo período de 2013.

Por Lauro Jardim

 

Secura extrema

reservatorio

Reservatórios do Sudeste: cada vez mais vazios

O nível de armazenamento de água dos reservatórios das hidrelétricas da região Sudeste era de 45% no final de 2013. Hoje, caiu a 19%.

Como o período chuvoso que agora se inicia será fraco, de acordo com os meteorologistas, 2015 terminará quase sem água nos reservatórios do Sudeste, que representam 70% da capacidade de armazenamento do Brasil.

Entre os técnicos do governo trabalha-se cada vez mais com o cenário do temido racionamento: as termelétricas, responsáveis por 27% de todo o consumo energético do país, já estão no limite e a energia que já começa a ser produzida na região Norte (em Jirau, Santo Antônio e Teles Pires) não pode chegar ao Sudeste pois as obras das linhas de transmissão estão atrasadas.

Por Lauro Jardim

 

Gota d’água

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Fux: mediando o conflito pela água

Caberá a Luiz Fux mediar uma conversa entre os governos paulista, mineiro e fluminense sobre a transposição de águas da bacia do rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira.

O ministro do STF tomou para si a responsabilidade e intimou Geraldo Alckmin, Alberto Pinto Coelho e Luiz Fernando Pezão, além dos presidentes da Agência Nacional de Águas e do Ibama, para conversas em seu gabinete. A mediação deve começar no dia 20 de novembro.

Por Lauro Jardim

 

Asas da encrenca

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Dirceu usou jatinho de executivo delator

A delação premiada de Júlio Camargo, o executivo da empreiteira japonesa Toyo Setal que já topou devolver 40 milhões de reais aos cofres públicos, está deixando José Dirceu de cabelo (implantado) em pé.

Depois que deixou o governo Lula, em 2005, Dirceu pegou emprestado várias vezes o jato Citation de Camargo para cruzar o Brasil.

Por Lauro Jardim

 

Não é para agora

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Mistério sobre o sucessor de Mantega permanece

Integrantes do governo sopraram para a imprensa que Dilma Rousseff anunciaria o novo ministro da Fazenda antes da reunião do G20, que começa na Austrália no dia 15. A ideia é que ele acompanhasse a presidente no encontro e mostrasse a cara da economia brasileira a partir de 2015. Nada mais falso.

Quem irá a Brisbane será o bom e velho Guido Mantega. Dilma não conseguirá desenrolar o novelo do novo ministério tão cedo.

Aliás, quem olhar para trás notará que todas as minirreformas ministeriais do governo Dilma foram uma atrapalhação só, com os prazos sempre estourando.

Por Lauro Jardim

 

Venda estagnada

carros

Queda de 5% em relação à média de 2013

venda de carros ficou praticamente estagnada em outubro. Do dia 1º até ontem, a média diária de vendas foi de 13 002 carros – no mês passado, o número médio de automóveis vendidos foi de 12 850 por dia. Em outubro do ano passado, para se ter uma ideia da queda no setor, a média de vendas foi de 13 651 veículos por dia.

Ao todo, em 30 dias de outubro, foram vendidos 286 034 automóveis.

Por Lauro Jardim

 

PROTESTO EM SP – Como a imprensa ridiculariza e distorce um protesto simplesmente por não concordar com ele. Em horas assim, a isenção e a objetividade que se danem!

Protesto contra Dilma na Paulista e em favor da auditoria nas eleições (Eduardo Anizelli/Folhapress)

Protesto contra Dilma na Paulista e em favor da auditoria nas eleições (Eduardo Anizelli/Folhapress)

Nesta tarde, houve dois protestos em São Paulo. Um deles reuniu, segundo a PM, pelo menos 2.500 pessoas na Avenida Paulista — e não mil, como está no UOL. A outra, uns 200, no Largo da Batata. Ambas foram convocadas pelo Facebook. O primeiro cobra uma auditoria na eleição presidencial de 2014 e pede o impeachment de Dilma; a segunda, pela enésima vez, culpa o governador Geraldo Alckmin pela crise hídrica em São Paulo. Não funcionou no primeiro turno, não funcionou no segundo turno, tenta-se agora o terceiro turno. Não está funcionando de novo… Mas sigamos.

A esmagadora maioria das pessoas que se manifestavam na Avenida Paulista cobrava a auditoria e defendia o impeachment de Dilma na suposição de que ela conhecia a roubalheira na Petrobras, conforme afirmou à Polícia Federal e ao Ministério Público o doleiro Alberto Youssef. Nem é necessário demonstrar — mas, se for preciso, demonstro com facilidade — que a imprensa paulistana trata com simpatia todos os protestos das esquerdas, as marchas em favor da maconha e até os black blocs. Alguns de seus defensores são alçados à condição de intelectuais. Já um protesto que não é organizado por “progressistas”, bem, aí cumpre ridicularizar as pessoas, transformá-las numa caricatura, enxovalhá-las, reduzi-las à condição de golpistas.

Vamos lá: a esmagadora maioria dos cartazes da Paulista trata de uma suposta fraude na eleição, pede a auditoria na eleição  e defende o impeachment (dada aquela suposição, claro!, que tem de ser comprovada). Um senhor, no entanto — e ainda que houvesse 10, 20 ou 100 —, pede uma intervenção militar. A prova de que é “avis rara” no protesto é que foi, ora vejam!, entrevistado pela Folha e pelo Estadão, que, milagrosamente, publicam quase a mesma matéria, com diferenças que estão apenas no detalhe. Seu nome é Sérgio Salgi, tem 46 anos e é investigador de polícia. E por que ele foi achado pelos repórteres dos dois jornais? Porque carregava um cartaz “SOS Forças Armadas”. Bastou esse cartaz para que a Folha Online desse o seguinte título: “Ato em SP pede impeachment de Dilma e intervenção militar”. Se algum maluco estivesse na passeata cobrando ajuda aos marcianos, o título poderia ser: “Ato em SP pede impeachment de Dilma e intervenção dos ETs”.

Não é a primeira vez que isso acontece. Em 2007, embora fossem outras as circunstâncias, surgiu o “Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros”, que ficou conhecido como “Cansei”. Seus promotores foram impiedosamente ridicularizados pela imprensa e por personalidades púbicas a serviço do PT. Foram tachados de representantes da “elite branca”. A notícia do mensalão tinha menos de dois anos, o escândalo dos aloprados, menos de um, mas uma simples manifestação de protesto foi tratada como coisa de golpistas.

O Globo Online também noticia o protesto em São Paulo. O repórter não entrevistou o policial Sérgio Salgi, mas encontrou outra maneira de enxovalhar os que protestavam. Transcrevo: “O protesto reúne muitas senhoras de guarda-chuva, em razão do sol forte. Algumas levaram seus cachorrinhos de estimação para o protesto”.

Manifestações das esquerdas, como vocês sabem, contam com uma palavra que a imprensa adora: “ativistas” — não sei o que é isso; deve ser o oposto complementar dos “passivistas”… Já um ato que é inequivocamente caracterizado como “de direita”, bem, esse conta com “senhoras de guarda-chuva”… Sabem como são as dondocas: não querem se pelar ao sol. Entre as 2.500 pessoas, contavam-se nos dedos os tais guarda-chuvas. Ah, claro! Elas também levavam seus cachorrinhos, entendem? É evidente que o destaque dado a essas lateralidades busca desmoralizar o protesto.

O cantor e compositor Lobão se manifestou em favor da recontagem dos votos e disse o óbvio: não se tratava de um movimento em favor da volta do regime militar.

Boçalidades
Não que boçalidades reais, de fato, não tenham sido ditas. Foram. A ser verdade o que relatam Estadão, Folha e Globo, o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho de Jair Bolsonaro (PP-RJ), afirmou o seguinte:
“Ele [seu pai] teria fuzilado Dilma Rousseff se fosse candidato esse ano. Ele tem vontade de ser candidato mesmo que tenha de mudar de partido”. E emendou: “Dizia na minha campanha: voto no Marcola, mas não em Dilma. Pelo menos ele tem palavra”.

A ser isso mesmo, trata-se de uma notável coleção de bobagens. Evidentemente, o “fuzilado” de sua fala é uma metáfora. Mas quem se importa? Quando fala em votar até “em Marcola”, procura deixar claro o quanto repudia Dilma, não seu apreço pelo bandido. Mas quem se importa? Quem não quer que seu discurso seja confundido não fala essas tolices. O ânimo para transformar os manifestantes em golpistas já é evidente. Quando se oferece o pretexto, tudo fica mais fácil.

No Brasil, é permitido marchar em favor da maconha. A venda e o consumo de maconha são ilegais. Manifestantes são tratados como bibelôs.

No Brasil, é permitido marchar em favor do aborto. O aborto, com as exceções conhecidas, é ilegal. Manifestantes são tratados como pensadores.

No Brasil, é permitido marchar em favor de corruptos condenados pelo Supremo. Manifestantes são tratados como ideólogos.

No Brasil, é permitido marchar em favor da recontagem dos votos e, sim, em favor do impeachment. O Artigo 5º da Constituição garante tudo isso. Não obstante, manifestantes são tratados como pessoas ridículas e golpistas.

Nota final, que traduz um sequestro moral: os esquerdistas, sempre adulados pelos jornalistas, querem controle social da mídia e mecanismos de censura, ainda que oblíquos. 

Mas que isto também fique claro: os que estão decididos a dizer “não” terão de enfrentar, inclusive, as brigadas da desqualificação da imprensa, que sempre ficam muito satisfeitas quando alguém como Eduardo Bolsonaro fala aquelas besteiras. Fica parecendo que elas têm razão.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte:
Blog Lauro Jardim (veja.com)

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1 comentário

  • gerd hans schurt Cidade Gaúcha - PR

    Dilma vai substituir um comunista por um comunista pior. Se preparem para o pior Senhores proprietários e produtores rurais.

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