Indústria chinesa atinge máxima em 3 meses, mas riscos de desaceleração continuam

Publicado em 03/11/2014 06:44 37 exibições
Reuters

PEQUIM (Reuters) - O crescimento no setor industrial da China subiu para o nível mais alto em três meses em outubro, com as pequenas empresas reportando mais encomendas, mostrou o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta segunda-feira, aliviando temores de forte desaceleração mas ainda apontando para uma economia lenta que está perdendo força.

O PMI do HSBC/Markit subiu para 50,4 em outubro, ante leitura de 50,2 do setembro, mas inalterada a partir da leitura preliminar.

No entanto, enquanto o principal número parecia um pouco melhor, as taxas de crescimento desaceleraram em várias áreas no início do quarto trimestre, colocando ainda mais a meta de crescimento para o ano inteiro do governo de 7,5 por cento em dúvida.

O crescimento em novas encomendas e novas encomendas de exportação --indicadores de demanda interna e externa, respectivamente-- caiu para seu nível mais baixo em quatro a cinco meses, mas conseguiu se manter acima do nível de 50 pontos que separa crescimento de contração em uma base mensal.

O nível de produção em fábricas também caiu para um mínimo de cinco meses a 50,7.

Crescimento do setor de serviços da China desacelera em outubro, mostra PMI oficial

PEQUIM (Reuters) - O setor de serviços da China cresceu em outubro no seu ritmo mais lento em nove meses, à medida que um setor imobiliário desaquecido pesava sobre a demanda, mostrou a pesquisa Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta segunda-feira, acrescentando sinais de fragilidade na segunda maior economia do mundo.

O setor de serviços tem sido mais resiliente do que o setor manufatureiro e está criando mais empregos, o que explica em parte porque o governo tem até agora evitado uma política mais agressiva de estímulos para enfrentar a desaceleração da economia.

O PMI oficial do país para o setor de serviços caiu para 53,8 em outubro, frente a 54,0 de setembro, leitura mais fraca desde janeiro, informou o Departamento Nacional de Estatísticas.

Mas ainda ficou confortavelmente acima da marca de 50 pontos que separa crescimento de contração em uma base mensal.

O subíndice de novas encomendas avançou a 51,0 em outubro, frente a 49,5 de setembro, nível mais baixo desde dezembro de 2008.

"Subíndices para setores como os transportes ferroviário e imobiliário manteve-se abaixo da marca de 50 e a demanda do mercado enfraqueceu", informou o departamento.

Indústria cresce lentamente na zona do euro em outubro, com queda nos preços, mostra PMI

LONDRES (Reuters) - A atividade industrial da zona do euro cresceu no mês passado de modo ligeiramente mais lento do que se estimava, uma vez que mais descontos na porta de fábricas não conseguiu impulsionar as encomendas, mostrou nesta segunda-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

Um segundo mês de cortes de preços, junto à expansão apenas fraca na Alemanha --o motor de crescimento da zona do euro-- e contrações na França e na Itália serão desconcertantes para o Banco Central Europeu (BCE), que luta para evitar deflação.

O PMI final de indústria do Markit para outubro atingiu 50,6 no mês passado, superando a leitura de 50,3 em setembro mas ficando abaixo da leitura preliminar de 50,7. Outubro marcou o 16º mês em que o índice fica acima da marca de 50, que separada crescimento de contração.

"O desempenho da atividade industrial da zona do euro continuou amplamente estável no início do último trimestre", disse o economista sênior da Markit, Rob Dobson. "A indústria portanto não deve fornecer um impulso significativo ao crescimento anêmico do Produto Interno Bruto da união monetária".

O crescimento econômico estagnou no segundo trimestre. Com a inflação alcançando apenas 0,4 por cento em outubro, o BCE está enfrentando pressão para lançar mais estímulos.

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Fonte:
Reuters

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