Kátia Abreu na Agricultura (cobertura de Folha e Estadão)

Publicado em 21/11/2014 17:10 e atualizado em 24/11/2014 05:48 550 exibições

FOLHA: Kátia Abreu vai para Agricultura; Armando Monteiro, para Indústria

DE BRASÍLIA

Além do núcleo da nova equipe econômica, a presidente Dilma Rousseff divulgará na próxima semana nomes para outros ministérios e empresas estatais ligados ao setor produtivo.

Ela convidou os senadores Armando Monteiro (PTB-PE) e Kátia Abreu (PMDB-TO) para ocupar, respectivamente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o da Agricultura.

O convite a Monteiro busca recriar pontes com o setor industrial. O senador já foi presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e conta com o apoio do atual comandante da instituição, Robson Braga Andrade.

Nas últimas eleições, disputou o governo de Pernambuco, perdendo a eleição para Paulo Câmara, do PSB.

A escolha de Abreu para a pasta da Agricultura é um aceno ao empresariado rural. Ela preside a CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil) e se aproximou de Dilma recentemente. Na eleição presidencial, o setor apoiou Aécio.

A opção pela peemedebista também tenta agradar o partido do vice, Michel Temer, que ocupou a pasta neste mandato de Dilma.

O convite aos dois atende a conselhos do ex-presidente Lula, que recomendou à sucessora retomar o diálogo com o setor empresarial para tentar impulsionar o crescimento da economia.

Lula e analistas de mercado citam a falta de confiança dos empresários no governo como um dos principais motivos para o ritmo fraco da economia, que deve crescer perto de zero neste ano.

Além do nome dos dois ministros, Dilma vai escalar também o grupo de comando dos bancos públicos.

O atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Cafarelli, deve substituir o presidente do Banco do Brasil, Alberto Bendine, enfraquecido por causa de denúncias de irregularidades --que ele nega. Cafarelli fez carreira dentro do BB.

Jorge Hereda tende a ser mantido no comando da Caixa Econômica Federal. Ele é petista e se encaixa no perfil desejado pela presidente de usar o banco para estimular a economia do país.

Dilma vai trocar ainda o comando do BNDES (Banco nacional de Desenvolvimento Econômica e Social), hoje nas mãos de Luciano Coutinho. A dúvida é se essa troca será feita imediatamente ou ficará para uma segunda etapa.

 

No ESTADÃO:

Presidente também atende à indústria e ao agronegócio

 

Kátia Abreu, da CNA, e Monteiro, ex-CNI e senador do PTB, vão para pastas da Agricultura e do Desenvolvimento

Brasília - A decisão da presidente Dilma Rousseff de indicar os senadores Armando Monteiro (PTB-PE) e Kátia Abreu (PMDB-TO) para ocupar, respectivamente, os ministérios do Desenvolvimento (MDIC) e da Agricultura tem por objetivo reaproximá-la dos dois setores. Ao mesmo tempo, Dilma busca isolar o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), dos movimentos que costura para presidir a Casa Legislativa a partir de 2015.


O convite feito por Dilma para Kátia Abreu irrita principalmente o PMDB da Câmara. Atual presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ela vai ocupar um ministério que hoje é da "cota" dos deputados do partido, com aliados de Cunha integrando a pasta. A indicação não agradou à bancada peemedebista. Um dos integrantes disse que se a presidente fez isso, ela vai ter de dar a eles outro ministério para "compensar".

O ex-ministro Antônio Andrade (MG) teria saído da pasta em março com a promessa de Dilma de que ele indicaria um deputado para ser o titular da Agricultura em 2015, caso ele conseguisse uma boa vantagem eleitoral para a presidente em Minas. Andrade venceu a eleição mineira como vice na chapa do governador eleito Fernando Pimentel (PT) e estaria trabalhando para emplacar o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) no ministério.

A bancada peemedebista do Senado também não considera que ganharia mais uma pasta com a indicação de Kátia Abreu. A avaliação é de que a senadora reeleita é uma neófita na sigla - saiu do DEM e passou pelo PSD antes do PMDB - e não seria um "espaço" para a legenda. Um senador do partido definiu Katia como "um nome bom", mas que seria da cota pessoal de Dilma.

Atualmente, o PMDB tem cinco pastas: Minas e Energia, com o senador licenciado Edison Lobão; Previdência, com o também senador licenciado Garibaldi Alves Filho; Agricultura, com Neri Geller; Turismo, com Vinícius Lages; e Aviação Civil, com Moreira Franco.

No caso da escolha de Armando Monteiro, a intenção é tentar levar o PTB a apoiar uma candidatura à presidência da Câmara que será lançada pelo PT para tentar derrotar Cunha. O partido elegeu 25 deputados e terá três senadores a partir do ano que vem.

Ao Estado, Monteiro reconheceu que o partido tem seu "peso" na Congresso. Sem entrar em detalhes, ele disse que, durante a conversa que teve com Dilma ontem, discutiu também a situação política atual. Para ele, porém, uma eventual confirmação sua para o MDIC, seria uma indicação da "cota pessoal" da presidente.

Fonte:
Folha + Estadão

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2 comentários

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    É do PT... Quanto a estas duas manchetes "Kátia Abreu vai para Agricultura; Armando Monteiro, para Indústria na FOLHA e Presidente também atende à indústria e ao agronegócio Kátia Abreu, da CNA, e Monteiro, ex-CNI e senador do PTB, vão para pastas da Agricultura e do Desenvolvimento no Estadão" elas podem esconder uma "segunda intenção": É que o Suplente da Senadora Kátia Regina de Abreu é do PT...

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Amigos, espero que perdoem minha insistência, mas preciso escrever sobre isso. Não é difícil saber o que Kátia Abreu defende, ela defende o toma lá da cá, por isso é necessária uma advertência, é preciso muito cuidado em como irá votar a bancada ruralista, naquilo que chamam de políticas públicas. O que de fato irá ocorrer, qual ação, quem medidas essa bancada irá cobrar da agora iminente ministra Kátia Abreu. Ou essa senhora continuará com um discurso liberal, ao mesmo tempo em que tenta esconder suas reais intenções, que é de agir em beneficio do projeto de poder petista ( e isso inclui muitos da chamada bancada ruralista ), em troca de poder, dinheiro e fama?

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