Queda das commodities e alta dos juros globais desafiam América Latina

Publicado em 05/12/2014 15:09 e atualizado em 05/12/2014 18:58 176 exibições

A América Latina enfrenta uma combinação delicada de queda dos preços de commodities e perspectiva de alta dos juros, uma situação que já causou estragos consideráveis no passado. Professora da Universidade de Harvard, na área de sistema financeiro internacional, Carmen Reinhart disse que as três piores décadas para a região foram as de 1820, 1930 e 1980, marcadas por recuo das cotações de produtos básicos e por aumento dos juros externos.

Em painel de uma conferência sobre a América Latina realizado em Santiago, no Chile, vários economistas destacaram a necessidade de os países da região adotarem políticas cautelosas e reformas estruturais para lidar com esse cenário mais complexo, marcado também pela desaceleração de várias economias.

Para Reinhart, a queda de commodities é uma fonte de preocupação maior para os países latino-americanos do que a alta dos juros americanos, projetada para começar a ocorrer em meados do ano que vem. Segundo ela, a tendência é de uma elevação gradual e moderada nos EUA.

Há poucas pressões em termos de inflação na economia americana. Os salários sobem pouco, os preços de petróleo e de outras commodities estão em queda. “São fatores desinflacionários”, disse ela. Ainda assim, os juros vão subir por lá. Para os países da América Latina, é mais importante a velocidade e a magnitude do aumento dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) do que o ritmo de recuperação da economia dos EUA, avalia Reinhart.

O diretor do Departamento para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner, também trabalha com a expectativa de que a normalização da política monetária americana vai ocorrer de modo ordenado. Há o risco, porém, de que haja volatilidade nesse processo, o que poderia pressionar os preços de ativos desses países, afirmou Werner. Nesse quadro, é fundamental manter uma política fiscal e uma política monetária mais prudentes, assim como reformas estruturais que melhorem a produtividade.

Leia a notícia na íntegra no site do Valor Econômico.

Fonte:
Valor Econômico

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