Petróleo desaba, Ibovespa desce para 50 mil pontos, Petrobrás e Vale derretem

Publicado em 08/12/2014 17:16 976 exibições

Os contratos futuros de petróleo Brent atingiram a mínima em cinco anos na manhã desta segunda-feira, o que ajuda a pressionar os papéis da estatal. O Morgan Stanley reduziu mais cedo suas previsões para os preços da commodity ao longo dos próximos cinco anos, reiterando preocupações de que a oferta deve manter os preços baixos por algum tempo.

O Ibovespa segue em queda hoje com uma mistura de indicadores ruins no exterior e indefinições no Brasil. O índice caía 2,53%, para 50.676 pontos, às 15h40. “O mercado cai com notícias negativas da China, Europa, Japão, Alemanha e também com a demora do governo em divulgar as medidas econômicas esperadas”, diz o economista-chefe da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira.

O superávit comercial da China cresceu para US$ 54,47 bilhões em novembro, ante previsão de US$ 45,1 bilhões. Mas o volume das exportações cresceu apenas 4,7%, bem abaixo das expectativas, que apontavam para uma elevação de 8%. O ritmo das exportações desacelerou em relação à expansão de 11,6% observada em outubro. Já as importações chinesas caíram 6,7%, depois de crescerem 4,6% em outubro. A previsão era de um aumento de 3,9%.

No Japão, houve contração do PIB de 0,5% no segundo trimestre. No trimestre anterior, houve queda de 0,4% da economia, o que confirma o quadro de recessão técnica do país. Em termos anualizados, o PIB encolheu 1,9% no terceiro trimestre.

Além disso, a Organização para a cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou hoje que o crescimento econômico da zona do euro deve desacelerar. E a produção industrial da Alemanha avançou 0,2% em outubro, ante previsão de alta de 0,3%.

Para Bandeira, a tendência é de o mercado operar de lado, com o fraco volume financeiro característico dos últimos pregões, até que saiam definições sobre a política monetária brasileira. O giro às 15h25 era de R$ 2,3 bilhões ap enas.

Cosan Logística ON (-6,18%) e ALL Logística (-5,25%) ficam entre as maiores quedas do Ibovespa . Segundo operadores, as ações reagem à notícia do Valor de que a Embraport está investindo para ser uma provedora logística completa. 

A queda das commodities no exterior segue penalizando Vale PNA (-2,78%) e Petrobras PN (-4%). Petrobras segue à espera de seu balanço do terceiro trimestre do ano, previsto para ser divulgado nesta sexta-feira. (Valor Economico).

 

 

Ibovespa despenca e volta para patamar de 50 mil pontos puxado pela queda da Petrobras

O petróleo continua sua sangria desatada, caindo mais quase 4% nesta segunda-feira. Os motivos atribuídos para a forte queda são a menor atividade econômica na China, o aumento da oferta com a revolução de xisto nos Estados Unidos e a decisão da OPEP de não cortar a produção no momento, algo que é do interesse da Arábia Saudita, produtor com o menor custo de extração do mundo.

CL1 - petróleo. Fonte: Bloomberg

CL1 – petróleo. Fonte: Bloomberg

Com o preço do barril do petróleo derretendo, as ações ordinárias da Petrobras atingiram a mínima do ano, e se encontram abaixo dos R$ 11. A queda livre do petróleo veio adicionar insulto à injúria, jogar mais lenha na fogueira, uma vez que a Petrobras já sofria com os escândalos de corrupção e a péssima gestão que levou seu endividamento a patamares assustadores. A estatal está sendo destruída no mercado:

PETR3. Fonte: Bloomberg

PETR3. Fonte: Bloomberg

Puxado pela Petrobras principalmente, mas com perdas generalizadas, o Ibovespa retornou ao patamar de 50 mil pontos. Lembrando que se trata de um nível nominal, e que a inflação no Brasil tem sido de 6,5% ao ano, a perda de valor real das principais empresas negociadas em bolsa é impressionante. Medido em dólar, o Ibovespa está muito abaixo do nível de quando Dilma assumiu o poder no começo de 2011:

EWZ (Ibovespa em US$). Fonte: Bloomberg

EWZ (Ibovespa em US$). Fonte: Bloomberg

O Brasil pegou uma das janelas mais favoráveis de nossa história na última década, mas não aproveitou a oportunidade. O governo foi irresponsável, gastou demais, endividou-se demais, roubou demais, abusou da intervenção arbitrária na economia, e com isso afugentou investidores e destruiu nossas estatais, além de ter prejudicado o ambiente econômico para todas as empresas. Isso com os ventos externos a favor…

Agora que mudaram de direção, que a “crise internacional” alardeada pela campanha de Dilma e inexistente até então começa a se materializar mesmo, a situação será extremamente complicada. Será preciso muito mais do que um Joaquim Levy com suas mãos de tesoura parcialmente amarradas para nos salvar. Será necessária uma mudança radical de postura da própria presidente.

Alguém acredita nisso? Então é melhor apertar os cintos, pois vem chumbo grosso aí…

Rodrigo Constantino

Mercado

Petrobras tem a menor cotação na Bolsa em 10 anos

No dia em que os papéis da estatal caíram mais de 6%, ela foi ultrapassada pelo Bradesco em valor de mercado

Pregão eletrônico da Bovespa em São Paulo

Pregão eletrônico da Bovespa em São Paulo (Reinaldo Canato/VEJA)

Na corrida pelas maiores empresas da Bolsa de Valores, a Petrobras acaba de amargar o quarto lugar. Com a queda de mais de 6% na Bolsa, as ações preferenciais da estatal tiveram, nesta segunda-feira, sua menor cotação em quase dez anos: 11,50 reais. O piso anterior foi registrado em janeiro de 2005, mais de dois anos antes da descoberta do pré-sal, quando as ações da estatal estavam cotadas a 11,39 reais. Também pela primeira vez, o Bradesco superou a estatal em valor de mercado. Levantamento da consultoria Economatica mostrava que, até sexta-feira, as duas empresas estavam empatadas. Contudo, com a queda de mais de 6% das ações da Petrobras nesta segunda, a estatal foi superada pelo banco.

Dados da BM&FBovespa mostram que, às 17h17, o valor de mercado da Petrobras estava em 144 bilhões de reais, enquanto o do Bradesco estava em 146,6 bilhões de reais. A diferença só não se aprofundou mais porque também os papéis do banco despencavam na Bolsa, com queda de 5%. 

Com a recente queda, a Petrobras está atrás não só do Bradesco, mas também do Itaú e da Ambev. A fabricante de bebidas e o banco ocupam, respectivamente, primeiro e segundo lugar entre as maiores empresas listadas na Bolsa. O Ibovespa fechou em queda de 3,31% nesta segunda-feira, impactado pelo desempenho das ações da estatal e também das instituições financeiras.

Uma das principais causas do desempenho ruim da Bolsa de Valores nesta segunda é queda do preço do petróleo, Em Londres, o Brent chegou a ser negociado abaixo de 66 dólares o barril. Além disso, investidores montam posições na expectativa do balanço não auditado da companhia, que deve ser divulgado na sexta-feira.

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A Petrobras é o centro das investigações da Operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal, e que apura o desvio de recursos da empresa para caixas de partidos políticos, por meio de contratos com empreiteiras. Desde que o esquema foi trazido à luz, os papéis da estatal vêm sendo castigados na Bolsa. No aspecto dos negócios, as principais obras da estatal estão paralisadas, como a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Comperj, no Rio de Janeiro. Neste fim de semana, uma área de Abreu e Lima começou a funcionar. Mas as obras para a conclusão da refinaria estão paradas.

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A Petrobras perdeu 72% de seu valor de mercado entre maio de 2008, quando o preço da ação da empresa atingiu seu auge, e os dias de hoje. Isso significa que o brasileiro que investiu 1.000 reais em papéis da empresa em 2008 tem, hoje, apenas 280 reais.

Durante o período eleitoral, as ações da empresa chegaram a subir na esteira da perspectiva de que Dilma não se reelegesse. O mercado entendia que a permanência do PT na Presidência se traduz em maior ingerência política na empresa. Com a vitória da presidente e o aprofundamento das investigações, as ações da estatal despencaram. Entre 27 de outubro e esta segunda-feira, a queda chega a 28,6%.

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Na Petrobras, uma década perdida (e roubada) (por Geraldo Samor, de veja.com)

Com a queda de hoje (-6,2%), embalada pelo crash contínuo do petróleo, a Petrobras voltou a negociar a preços de 2005 — a conta, feita pela Economática, considera todos os dividendos que a empresa pagou no período. (Deflacionada pelo IPCA, a ação está no mesmo valor de 2003).

Da última vez que a ação PN negociou a 11,50 reais, o Brasil ainda respeitava seu tripé macroeconômico, Barack Obama não morava na Casa Branca, a Netflix ainda era uma empresa que entregava DVDs pelo correio, e todo mundo achava que corrupção com empreiteiras era uma espécie de pedra nos rins, e não metástase.

O tempo passa, o tempo voa, e o acionista da Petrobras nunca mais se viu numa boa.

Não só seu dinheiro rendeu ZERO de lá para cá, como ele perdeu os 155% que teria ganho se tivesse aplicado na renda fixa — este é o CDI do período.

Se tivesse aplicado no índice Bovespa, teria ganho 64%.

Pior ainda é a situação do investidor que comprou o sonho do pré-sal no aumento de capital de 2010 e comprou ações a 26,30 reais (o preço da PN na oferta).  Este acionista está perdendo 55%.

Graças à Polícia Federal e ao Ministério Público, todo mundo sabe quem ganhou — e muito — de lá pra cá.

E nem a queda do petróleo, responsável em grande parte pela queda de hoje,  é capaz de resolver a situação financeira da empresa.

BBERG-PETR4-DEC8-CLOSE

Por Geraldo Samor

 

O impacto geopolítico da queda do preço do petróleo

Martin Feldstein aponta as consequências da queda do preço do barril para as economias que dependem da commodity para financiar seus programas de transferência de renda

Martin Feldstein
A nova era do petróleo: descobertas e avanços tecnológicos abrem espaço para expansão da oferta

Petróleo: queda do preço do barril pode beneficiar EUA e prejudicar Venezuela e Rússia (Viktor Veres/AFP/VEJA)

O preço do petróleo teve uma queda de mais de 25% nos últimos cinco meses, para menos de 80 dólares o barril. Se o preço permanecer neste nível, haverá implicações importantes – algumas boas, outras ruins – para muitos países ao redor do mundo. Se cair mais, como parece provável, as consequências geopolíticas em alguns países produtores de petróleo podem ser dramáticas.

Em qualquer momento, o preço do petróleo depende das expectativas do mercado sobre procura e oferta futuras. O papel das expectativas torna o mercado de petróleo muito diferente da maioria. No mercado de vegetais frescos, por exemplo, os preços devem equilibrar oferta e procura para a safra em curso. Em contraste, os produtores de petróleo e outros agentes da indústria podem retirar a oferta do mercado se acharem que o seu preço vai aumentar depois, ou introduzir uma oferta suplementar se acharem que o preço vai cair.

Companhias de petróleo em todo mundo retiram a oferta do mercado reduzindo a quantidade de óleo extraído. Produtores de petróleo também podem restringir a oferta guardando seus estoques em navios petroleiros ou outros locais de armazenamento. Por outro lado, os produtores podem introduzir mais petróleo no mercado aumentando a produção ou revisando seus estoques.

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As expectativas do mercado refletidas no preço atual mostram procura mais baixa e oferta em alta no futuro. Uma procura mais baixa reflete tanto a atual fragilidade da atividade econômica, particularmente na Europa e na China, quanto, o que é mais importante, as mudanças de longo prazo na tecnologia, que irão aumentar a eficiência dos combustíveis e induzir o uso de energia solar e outras fontes de energia alternativas. O aumento da potencial oferta futura de petróleo reflete os novos resultados de produção ocasionados pelo rastreamento, pela exploração canadense do óleo de xisto, além da recente decisão do México de permitir que companhias estrangeiras de petróleo desenvolvam as fontes de energia do país.

As mudanças na oferta e na procura sugerem que o preço do petróleo no futuro será mais baixo do que os agentes da indústria esperavam até poucos meses atrás. Algumas das recentes mudanças nas expectativas sobre oferta e demanda futuras podiam ter sido antecipadas mais precocemente. Mas não há como saber quando atitudes e expectativas irão mudar. A volatilidade histórica do preço do petróleo reflete essas mudanças psicológicas, assim como mudanças na realidade objetiva.

O preço atual do petróleo também está ligado às expectativas quanto às futuras taxas de juros. Mais especificamente, os produtores de petróleo devem fazer uma escolha de investimento: podem aumentar a produção agora, vendendo o petróleo adicional pelo preço de hoje e investindo os lucros sob a taxa de juros de longo prazo, ou podem deixar de extrair o petróleo e deixá-lo no subsolo como investimento.

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Uma taxa de juros baixa encoraja os produtores a deixar o petróleo no subsolo. Quando a atual taxa de juros de longo prazo, que está mais baixa que o normal, aumentar nos próximos anos, será mais atraente para os produtores aumentar também a oferta de petróleo e investir os rendimentos resultantes sob uma taxa mais alta. A menos que mudem as expectativas sobre as bases de oferta e demanda futuras, o aumento da taxa de juros fará o preço do petróleo cair ainda mais.

O preço do petróleo em queda é uma boa notícia para a economia dos Estados Unidos, porque implica num aumento da renda real para os consumidores americanos. Dentro do país, o preço mais baixo transfere a renda real dos produtores de petróleo para os lares americanos. Pelo mesmo motivo, o preço mais baixo também ajuda a aumentar a demanda agregada na Europa, Ásia e outras regiões importadoras de petróleo.

Os grandes perdedores com a queda do preço do petróleo incluem diversos países que não são amigos dos Estados Unidos e seus aliados, como Venezuela, Irã e Rússia. Esses países são profundamente dependentes das receitas de petróleo para sustentar os gastos de seus governos – especialmente programas de transferência de renda. Mesmo com o barril a 80 dólares ou 75 dólares, esses governos terão dificuldades para financiar os programas populistas de que precisam para continuarem tendo apoio popular.

Embora a Arábia Saudita e diversos países do Golfo também sejam grandes exportadores de petróleo, eles diferem de outros produtores em dois aspectos importantes. Primeiro, o custo para extraírem petróleo é extremamente baixo, o que significa que eles irão conseguir produzir de forma lucrativa com o preço corrente – ou mesmo até com um preço muito mais baixo. Segundo, as suas enormes reservas financeiras lhes permitem financiar suas atividades domésticas e internacionais por um longo período de tempo, à medida que buscam transformar suas economias para reduzir sua dependência das receitas do petróleo.

Uma maior queda do preço do petróleo poderia ter repercussões geopolíticas graves. Um preço de 60 dólares o galão criaria problemas severos para a Rússia em particular. O presidente Vladimir Putin não poderia mais manter os programas de transferência de renda que atualmente sustentam o seu apoio popular. Haveria consequências similares no Irã e na Venezuela.

Não está claro se os atuais regimes desses países poderiam sobreviver a uma futura queda substancial e sustentada do preço do petróleo. Em contraste, é óbvio que os países importadores de petróleo se beneficiariam enormemente – como já vêm se beneficiando. 

Martin Feldstein é professor de Economia em Harvard e presidente emérito do National Bureau for Economic Research dos Estados Unidos. Também foi presidente do Conselho de Assessores de Economia de Ronald Reagan. © Project Syndicate 2014

 

Economia

Irã busca reduzir dependencia econômica do petróleo

O presidente iraniano Hassan Rohani

O presidente iraniano Hassan Rohani (Mohammad Berno/Iranian Presidency Website/AFP)

O presidente iraniano, Hassan Rohani, apresentou neste domingo ao Parlamento um orçamento para o próximo ano com base em um barril de petróleo a pouco mais de 70 dólares, e declarou que o país vai se tornar menos dependente do produto.

Rohani reconheceu que o orçamento para o ano fiscal que se inicia em março 2015 estará "sob pressão", dada a queda dos preços do petróleo no último semestre, que passaram de cerca de 100 dólares o barril para cerca de 70.

"No curto prazo, teremos uma redução na renda", disse ao Parlamento. "Nossa economia deve ser orientada para as exportações não petrolíferas. A queda nos preços do petróleo é uma nova oportunidade para acelerar essa tendência."

O Irã, membro da Opep, tem a quarta maior reserva provada de petróleo do mundo.

Por causa do embargo do petróleo estabelecido em 2012 pelos Estados Unidos e pela União Europeia, em resposta às ambições nucleares de Teerã, as exportações de petróleo do Irã caíram de 2,2 milhões de barris por dia (mbd) em 2011 para 1,3 mbd hoje.

Nos últimos meses, os preços caíram 30%, a seu menor nível em cinco anos, por uma combinação de oferta abundante, fraca demanda e dólar forte.

Rohani explicou que o orçamento para o próximo ano prevê receitas de petróleo de 24 bilhões, o que representa menos da metade da renda do país.

Especificamente, o petróleo será responsável por 47% da receita total, comparado aos 53% atuais. Os gastos globais devem aumentar em 8,5%.

A agência de notícias IRNA indicou que a previsão do preço do petróleo para o orçamento foi fixada em US$ 72 por barril, bem abaixo dos US$ 100 do orçamento do ano corrente.

Por outro lado, segundo Rohani, o percentual das receitas das exportações de petróleo ingressado no fundo soberano iraniano vai cair de 31% este ano para 20% no próximo ano.

(Com agência AFP)

Fonte:
veja.com + Valor

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1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Vendo a debacle dos preços do petróleo, fica cada vez mais distante a recuperação do setor sucroenergético que apesar do mercado cativo da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, carrega o peso dos elevados custos incorporados nos ultimos anos. Concorre tembém para uma perspectiva nada promissora a cotação do açúcar haja vista que a grande maioria das Usinas tem dupla aptidão na produção. Periodo sombrio para as Empresas do Setor especialmente aquelas que já estão em crise.

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