Na Folha: Temer é aconselhado a afastar Jucá após gravações sobre Lava Jato

Publicado em 23/05/2016 12:25
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O presidente interino, Michel Temer, está sendo aconselhado por sua equipe que a melhor saída é o afastamento temporário do ministro Romero Jucá (Planejamento) do governo depois que foi divulgada gravação em que ele sugere um pacto para deter a Operação Lava Jato.

Segundo a Folha apurou, a tendência é o ministro Romero Jucá, ainda hoje, depois de dar entrevista à imprensa, pedir seu afastamento do governo para se defender. A única hipótese de ele ficar no posto é se as explicações do ministro forem capazes de afastar qualquer crise no governo, o que é considerado difícil por sua equipe.

À Folha o presidente Michel Temer disse que tomará uma decisão entre esta segunda (23) e esta terça (24), mas reafirma seu "compromisso com as investigações da Operação Lava Jato, que fez um bem ao país", acrescentando que, se "houver embaraços pela frente, eles serão retirados".

"Quero destacar a importância da Lava Jato, um movimento que surgiu das ruas e as ruas precisam ser prestigiadas", afirmou o presidente interino à reportagem.

"Se houver embaraços pela frente, estes embaraços serão retirados", acrescentou Temer. Segundo o presidente, ficou "estabelecido que ele [Jucá] vai dar as explicações" e que ele irá "avaliar hoje à noite, amanhã de manhã", o que fará. Com isto, o peemedebista quer dar espaço para seu ministro se explicar.

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Após gravações, líder do DEM no Senado defende afastamento de Jucá

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), defendeu nesta segunda-feira (23) o afastamento do ministro do Planejamento, Romero Jucá, porque, para ele, denúncias contra atos individuais devem ser tratados "longe da administração pública" para que a "credibilidade do governo" não seja comprometida.

Em reportagem publicada pela Folha nesta segunda (23) Jucá aparece em uma gravação conversando com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado sobre a necessidade de uma mudança no comando do governo federal para que fosse feito um "pacto para estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Em nota, Caiado afirmou que a população saiu às ruas "para conter um processo de corrupção, apoiar a Lava Jato e buscar um novo governo".

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Fonte: Folha de S. Paulo

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