Prá segurar o câmbio, lá vem o Bresser Pereira querendo "confiscar" a soja (na coluna de Celso Ming, do ESTADÃO)

Publicado em 04/08/2016 02:02 e atualizado em 05/08/2016 06:52
1733 exibições
em O Estado de S. Paulo

Confiança e câmbio, por CELSO MING (no ESTADÃO)

Se a economia interna estiver equilibrada, eventuais guerras cambiais não terão tanto impacto

Sempre que melhoram as condições da economia, o real tende a valorizar-se, ou seja, o dólar perde preço no câmbio interno.

É o que está acontecendo de março para cá, para aflição de dirigentes da indústria, de exportadores e de analistas econômicos. Valorização do real implica perda de competitividade do produto brasileiro, tanto no exterior como aqui dentro, na medida em que receitas com exportações ficam mais baixas em reais e os importados, mais baratos também em reais.

É quando ganham força velhas teorias ou até mesmo avaliações mais simples que tentam explicar o que passa a ser considerado excessiva valorização do real.

ctv-n0s-03ago cmbio

 

O ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira sempre saca seu ponto de vista de que a principal causa da queda do dólar é a doença holandesa. Trata-se da força do setor de matérias-primas cujas exportações trazem grande volume de moeda estrangeira, o qual o efeito crônico é a derrubada do dólar em reais. Para neutralizar essa consequência, Bresser recomenda a criação de um imposto (confisco) sobre exportações de commodities. O calcanhar de aquiles dessa explicação está em que as exportações de produtos básicos pesam pouco no PIB, menos que 6,5%, e por isso não têm a capacidade de derrubar o câmbio.

A outra explicação contumaz para a forte entrada de dólares são os juros altos demais, que trazem capitais especulativos destinados a produzir lucro fácil com os juros. Desta vez, não há evidências disso, já que o fluxo de recursos para aplicações em carteira vem sendo negativo, ou seja, tem saído mais moeda estrangeira do que entrado.

Há a terceira explicação, aquela a que se aferrou em 2013 o então ministro da Fazenda Guido Mantega. É o impacto sobre a economia do que ele chamou  de guerra cambial, o enorme despejo de moeda pelos grandes bancos centrais que acaba por inundar os mercados, especialmente o dos países emergentes. Essa tese acabou refluindo a partir de 2014 quando a economia brasileira entrou em crise e, ao contrário do que antes acontecia, passou a afugentar capitais. Essa explicação contém o equívoco de apelar para um ato de hostilidade externa (guerra cambial). O principal objetivo dos bancos centrais não foi bombardear mercados emergentes, mas tirar as grandes economias do buraco e, por aí, resgatar a economia global. Em todo o caso, o mercado global continua inundado de moeda forte. Basta pequena recuperação da economia brasileira e da confiança no futuro para que os dólares afluam para cá. Nessas condições, as intervenções do Banco Central tendem a não dar conta do mergulho do câmbio.

Estivessem os fundamentos da economia equilibrados, não haveria essas distorções. A indústria não baqueia porque o câmbio não ajuda, mas porque não é competitiva. Quando for competitiva, deixará de depender tanto do câmbio. Se as contas públicas estiverem em ordem, a inflação também estará lá embaixo e os juros poderão cair. E se a economia interna estiver equilibrada, eventuais guerras cambiais não terão tanto impacto aqui dentro. E uma vez estabilizada a economia, a indústria não precisará de uma crise para desvalorizar a moeda.

CONFIRA:

ctv-jhz-03ago icbrjul2016

 

Esta é a evolução dos preços das commodities aferidas pelo Banco Central.

Afrouxamento

Por mais que o ministro Henrique Meirelles tente dourar a pílula, há um inegável afrouxamento das condições da renegociação da dívida dos Estados com o governo federal. O problema é que isso pode estar acontecendo porque o presidente Temer não quer criar má vontade entre os senadores, que representam os Estados, diante da iminência da votação do processo do impeachment. Se for isso, o risco de perda da autoridade do governo Temer pode estar aumentando.

 

Falta pouco, editorial da FOLHA (desta 5a.-feira)

relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) encerra mais uma etapa na longa crise do impeachment. Acentuam-se as pressões para que chegue logo ao fim.

Com hesitações e tropeços, a Presidência interina de Michel Temer (PMDB) logrou recuperar certa estabilidade, para o que terá contribuído sua cautela em submeter, desde já, projetos de grande carga polêmica ao Congresso.

Um mesmo compasso de espera, embalado por expectativas mais otimistas na sociedade, caracteriza o ambiente econômico. Ainda que persistam as fragilidades de origem do atual governo, previsões catastrofistas parecem estar descartadas.

Um quadro de ingovernabilidade, protestos exacerbados e corrosão da equipe no poder em decorrência da Lava Jato não se verificou –ainda que as investigações de corrupção em curso se caracterizem por notória imprevisibilidade.

O governo Dilma Rousseff (PT) acabou há bom tempo, e as últimas tentativas do petismo para reverter esse quadro no Senado se revelam débeis. Não se revestem de consequência prática, com efeito, propostas como a de realizar um plebiscito sobre antecipação das eleições presidenciais.

Dificilmente os setores afastados do poder teriam condições de aprovar proposta de emenda constitucional em tal direção. Mesmo nessa hipótese, a mudança estaria sujeita a fundadas contestações no Supremo Tribunal Federal (STF), dado que a preservação do calendário eleitoral já em curso é cláusula pétrea da Carta.

Causado por irresistível pressão popular, um ato conjunto de renúncia da presidente e do vice teria sido a melhor solução para superar a grave crise econômica, política e judicial em que o país mergulhou desde 2014. A decorrência, conforme o estrito figurino constitucional, seria um novo pleito que conferisse a legitimidade do voto direto ao principal mandatário.

Era o que propunha a Folha em editoriais publicados em abril, no auge da crise. Mas a história não anda para trás, e as circunstâncias da política real, que às vezes se afiguram inexoráveis, tornaram aquela alternativa no mínimo remota.

Ressalte-se que o afastamento legal de um presidente da República comporta duas dimensões, a jurídica e a política. Conceda-se a Dilma Rousseff, em benefício da dúvida, que tenha agido de boa-fé quando praticou fraude orçamentária; ainda assim, seu calamitoso governo foi repudiado por dois terços da população e deposto em processo que seguiu os devidos trâmites constitucionais.

É quase certa a aprovação do relatório Anastasia no Senado. Dilma Rousseff teve fartas oportunidades de defesa. Agora, cabe-lhe sair de cena e esperar que o julgamento da história não venha a ser tão implacável como se prenuncia.

SE DILMA RENUNCIAR, RESOLVE TUDO (por CARLOS CHAGAS, no DIÁRIO DO PODER)

Michel Temer espera poder comparecer à China, a 4 e 5 de setembro, como presidente definitivo, para a reunião do G-20. Estará com os chefes de governo dos países mais desenvolvidos do planeta. Caso não tenha sido votado o afastamento definitivo de Dilma Rousseff até o momento de embarcar, dois dias antes, permanecerá no Brasil, enviando José Serra em seu lugar. No caso também interino, sem a legitimidade necessária para anunciar disposições e participar de acordos.

Não será propriamente um vexame, mas quase isso. No Senado, é grande a reação. Afinal, está mais do que confirmada e sacramentada a degola de Madame. Pelo jeito já são 61 os senadores dispostos à cassação de seu mandato, quando 54 seriam necessários, mas por enquanto não há certeza da data da votação. Nossa performance na China poderia servir de início de uma nova fase, marcando a recuperação da imagem nacional no concerto das nações. Porque se Temer puder comparecer, seu pronunciamento seria penhor de novos tempos, depois de tanta lambança verificada nos anos Lula e Dilma. Mas se ficar moralmente impedido de deixar o país, por falta de legitimidade, estaremos ocupando lugar de segunda categoria.

Está nas mãos do presidente do Supremo Tribunal Federal decidir a questão. Ricardo Lewandowski poderia, sem atropelar a Constituição, apressar o rito e os prazos do processo de impeachment, em seu capítulo derradeiro. Depende também do presidente do Senado, Renan Calheiros, encurtar o período. Até mesmo de Dilma Rousseff, pois se renunciasse agora, encerraria a questão e Temer viajaria para a China.

Como estamos no Brasil, onde se complica as questões mais simples, tudo pode acontecer. É bom atentar para o exemplo de Fernando Collor, que ao invés de ter sido cassado, como se difunde até hoje, renunciou. Não se livrou do processo, por intransigência do Senado, mas agora poderia ser diferente. Em especial por conta de nos livrarmos do vexame internacional.

 

Brasil trama imposto da galinha morta (por FERNANDO CANZIAN, da FOLHA)

O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) disse nesta quarta (3) que um novo aumento de impostos pode não ser necessário no governo Temer devido à melhora na atividade.

Mas o drama que o Brasil vive, a ponto de se tornar insolvente sem reformas na Constituição, revela um aspecto estrutural que ultrapassa o descontrole do gasto público.

Na última década, a despesa federal cresceu em média 6% acima da inflação e muito além da alta do PIB. Isso torna explosiva a trajetória da dívida pública. Ela terá subido 20 pontos em três anos, indo a 75% como proporção do PIB.

Daí a proposta da Fazenda (que precisa de 308 votos de deputados em dois turnos) de limitar o crescimento do gasto à alta da inflação do ano anterior.

Mas, além do aumento constante nas despesas, o que chama muito a atenção é a arrecadação de impostos do governo. Que, em última análise, serve para cobrir os gastos.

A receita tributária federal despencou 7,3% no primeiro semestre, refletindo a diminuição da atividade. Isso ampliou a diferença (o deficit fiscal) entre receitas e despesas, projetando um rombo de R$ 170,5 bilhões neste ano.

Apesar da fala de Meirelles, o temor é que mesmo o controle do gasto não dê conta de estabilizar a trajetória da dívida pública sem aumento de impostos. Isso porque o país matou uma de suas melhores galinhas dos ovos de ouro quando se trata de arrecadação: o setor industrial.

Editoria de arte/Folhapress

O quadro aqui mostra como a participação da indústria no PIB caiu à metade na última década (enquanto a do México permaneceu constante). Real valorizado, baixa competitividade internacional e crédito caro são alguns dos motivos dessa derrocada.

Por ser o setor que melhor paga, agrega valor e é mais fácil de tributar (do que o de serviços), essa queda de participação no PIB poderá ter colocado a arrecadação de impostos no Brasil em um patamar inferior daqui para frente.

Mesmo com sua atual pequena participação no PIB, a indústria ainda responde por cerca de 30% da arrecadação de tributos.

No primeiro semestre, setores como metalúrgico e automobilístico arrecadaram cerca de 30% menos impostos. Embora haja expectativa de estabilização e melhora na atividade industrial, dificilmente ela será rápida e vigorosa para reequilibrar, como no passado, receitas tributárias e gastos após uma recessão.

Foi o aumento da carga tributária (que passou de 20% do PIB para 36%) quem salvou o Brasil da insolvência nos últimos 30 anos.

Com a perda de participação da indústria na economia, a surpresa será isso não se repetir mais uma vez.

Frente à tempestade, Temer ainda vive de vento (FERNANDO CANZIAN)

O governo Michel Temer ainda não produziu fatos que justifiquem tanto o otimismo que toma conta dos mercados internacional e interno em relação ao Brasil.

Mas, ao contrário de Dilma Rousseff, delineou nortes: 1) perseguir o equilíbrio das contas públicas; 2) deslanchar concessões na infraestrutura com regras realistas; 3) mudar a orientação da política comercial e; 4) aperfeiçoar programas de distribuição de renda como o Bolsa Família.

São "propostas vento", ainda longe de serem materializadas. E seu governo começou gastando (com funcionalismo) e fala pouco sobre os custos que serão impostos individualmente (no caso da Previdência) e a grupos (em eventuais cortes na saúde e na educação).

Limitar o aumento do gasto e reformar direito a Previdência são agendas abrangentes que nunca foram feitas, e que dependem do Congresso.

Como os mercados vêm "comprando" Temer, o vento a favor atual pode virar tempestade se as coisas começarem a dar errado.

Editoria de Arte/Folhapress

O quadro ao lado mostra que todos os emergentes têm sido beneficiados por investidores internacionais. Mas é o Brasil quem se sai melhor entre vários países, o que explica a valorização recente do real e da Bovespa.

Uma reversão das expectativas, portanto, poderá ter impactos maiores justamente sobre nós.

Olhando para trás, aos trancos o Brasil produziu uma série de reformas modernizantes nas três décadas e governos pós redemocratização, em 1985. O país melhorou muito. E Temer agora quase não tem opção, a não ser avançar diante dos retrocessos de Dilma.

Ao assumir em 2011, Dilma já trazia eixos frouxos em seu discurso de posse: "erradicar a miséria", "garantir a estabilidade de preços", "eliminar travas que inibem o dinamismo da economia" e "simplificar o sistema tributário". Não fez nada disso.

Na falta de uma agenda realmente ambiciosa e moderna, e ampliando gastos também com fins eleitoreiros, o resultado de seu governo é o que temos hoje: a escancarada insustentabilidade das contas públicas.

Esse talvez seja o maior legado de Dilma.

*

Entre as mudanças modernizantes, na escavação do período pós ditadura no Brasil temos:

  • José Sarney (1985-1990): convocou a Assembleia Nacional que levaria à Constituição de 1988, que garantiu saúde e educação públicas universais e a vinculação de benefícios previdenciários e sociais ao salário mínimo;
  • Fernando Collor (1990-1992): chamou nossos automóveis de carroças e abriu o Brasil definitivamente à competição externa, despertando a fúria da indústria nacional que ajudaria a derrubá-lo politicamente;
  • Itamar Franco (1992-1994): abriu espaço para que jovens economistas arquitetassem o Plano Real, que sustentaria a vitória eleitoral de seu sucessor, o então ministro da Fazenda Fernando Henrique;
  • FHC (1995-2002): privatizou e criou agências reguladoras, mas quase quebrou o país tentando manter o dólar barato para se reeleger em 1998. A crise levou o Brasil ao FMI, e só a partir daí seriam adotados os pilares macroeconômicos que sustentaram o país, até o governo Dilma acabar com eles: inflação na meta, taxa de câmbio flutuante e superavit fiscal para pagar juros da dívida pública;
  • Lula (2003-2010): fez a grande aposta de aplicar mais dinheiro público em programas sociais, em especial no Bolsa Família. 13 anos de PT trariam forte distribuição de renda, e o ganho dos 10% mais pobres subiria 130% acima da inflação no período.

Tudo isso teve um preço. Que foi financiado em grande medida por forte aumento da carga tributária, que pulou de 20% como proporção do PIB no governo Sarney para cerca de 36% atualmente.

Essa saída agora é difícil e impopular. Daí a necessidade da nova rodada de reformas que Dilma não fez em seu tempo.

Fonte: Estadão + FOLHA + DP

2 comentários

  • sandro roberto lautert condor - RS

    Senhores. concordo com todas as colocações feitas. Mas na verdade, quem paga a conta somos sempre nós. quem produz.... O Estado nao produz, ele gasta... e gasta mal... e o próximo imposto que nos vao colocar é o ICMS na soja. porque nao tem mais de onde tirar.

    0
  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Numa coisa Bresser Pereira está certo, exportações de produtos primários pesam pouco no PIB, tem pouca ou nenhuma influência no cambio e boa parte do que é exportado pertence às multinacionais que, depois, mandam o lucro para suas matrizes. De resto, é só enganação..., a teoria economica já provou que cambio valorizado é bom para qualquer economia, e as afirmações começam mentirosas no momento que esquecem que o que é bom para a indústria, na questão do câmbio, é péssimo para os consumidores..., vem daí que temos essa indústria altamente dependente do Estado, quando não gerida por ele mesmo. Guerras cambiais existem sim, China, Japão, EUA, Europa, todos estão desesperados tentando manter suas moedas desvalorizadas, e como isso não iria impactar o Brasil? Deve ser porque tem gente que acredita no "Brasil potencia", celeiro do mundo e outras bobagens que andaram enfiando em nossas cabeças já há muito tempo.

    14
    • RAFAEL GARCIACHAPADÃO DO CÉU - GO

      Nem quando este senhor foi ministro da área econômica, suas teorias funcionaram. Agora quer que acreditamos nele! Gente e só buscar no Google como foi o plano Bresser, um desastre. O sujeito para ter idéia de girico como se diz aqui na roça.

      0
    • CARLOS WILLIAM NASCIMENTOCAMPO MOURÃO - PR

      Celeiro de nada. Não conseguimos nem alimentar nossa população. este ufanismo é ridículo. As áreas que temos ainda não exploradas pela agricultura são marginais. Restam alguns bons locais com pastos degradados e outros com canaviais. Não achem que tem muita terra boa ainda para ser aberta. Não tem .

      1
    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      e mesmo porque com a burocracia, impostos e insegurança jurídica esta difícil e insuportável continuar produzindo nas áreas agrícola já ativas.

      0
    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      Esse Bresser é lunatico?! Taxar importações???!!! Que tal olharmos para o ultimo idiota que fez isso, ou melhor a ultima, Cristina Kirchner com suas "retenciones". Só piorou ainda mais as condições do setor produtivo em seu país e esse idiota do Bresser quer repetir o erro aqui! Ou é lunático ou delinquente mesmo!

      0
    • GUILHERME FREDERICO LAMBASSIS - SP

      corrigindo ( TAXAR Exportações e não importações como escrivi acima).

      0
    • MARCIO ANTONIO CEZAROTTOSANTARÉM - PA

      Não influencia PIB? Como não? E a indústria voltada para a atividade, a mais pujante! Só o óleo diesel consumido

      0
    • WELLINGTON ALMEIDA RODRIGUESSUCUPIRA - TO

      Como aumenta produção num sistema desse, custos nas alturas fora de controle, combustível virou vilão de custo antigamente era irrisório, sementes de soja e milho, Deus me livre, soja 9 reais o kg, milho 650 reais o saquinho de 12 kgs, antigamente era de graça, impostos todo dia cria um novo, 5 meses do ano pagando imposto, 40% da renda do trabalhador para urubus sangrentos, peças de máquinas nem se fala , qualquer parafuso ou rolamento 100 reais, temos o judiciário mais caro do mundo, temos mais de 15 mil sindicatos o maior do mundo também, fretes de adubo nessa semana de São Luís MA era 130 reais por ton no caso de adubo, subiu numa pancada 50 reais por ton hoje se paga 180 reais, fora muito custos pequenos que se for relatar aqui vou ficar a noite toda, pelo amor de Deus se alguém souber a fórmula de aumentar área plantada aqui e ganhar dinheiro a não ser como diz o Rodrigo Pires encher bolso malandros, me informa porque não estou dando conta de fazer a lição de casa, e se vem com essa palhaçada de celeiro do mundo, não sei o que, blá blá blá, se nem ao menos temos mercado para isso só se fala em China, China , China, muda o disco, troca a vitrola, tem vários países doidos para comprar como índia, Paquistão, África , enfim, de uma coisa temos certeza, somos 7 bilhões de pessoas, após 50 anos se fala em 12 bilhões de habitantes, quem vai dar comida para esse tanto de gente, o Brasil sei que não é, os políticos, Ibama, multinacionais, não deixa, nos não podemos ganhar temos que ser escravos de fundos o resto de nossas vidas, putz não é fácil produzir nesse país é como disse um gaúcho esses dias tem que ser macho de saco roxo, e.....vocês sabem não posso falar!

      1
    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      Seu Rodrigo dessa vez fica dificil concordar.===Produtos primarios , incluindo os agricolas sao aqueles que trazem bilhoes de dolares para casa todo mes---O ultimo saldo da balança foi mais de 4 bilhoes----E' o saldo de moeda extrangeira que faz abaixar a cotaçao-----A QUEDA DAS IMPORTAÇOES E" O MOTIVO PELA ENORME SOBRA DE DOLARES--O Pererinha e' um bocô, depois que o Pao de Açucar botou ele pra fora a firma começou a melhorar.

      0
    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Sr. Carlo, esse apelido (Pererinha) para o Bresser foi a cereja do bolo... PARABÉNS !!!

      0
    • HILÁRIO CASONATTOLUCAS DO RIO VERDE - MT

      Aumentar a área de plantio no atual momento é um erro, plantar dentro das janelas das culturas, correr menos risco

      0
    • WELLINGTON ALMEIDA RODRIGUESSUCUPIRA - TO

      Temos que diminuir mais a área de plantio, oferecer menos para recompôr preços de mercado e também arrebentar com esses fundos fila das puta, estão esmagando nós produtores rurais de todo o Brasil, plante menos 25% da área planejada, fazer com que o mercado nos veja com bons olhos, lei de oferta e procura ...

      0