No ESTADÃO: Ação da JBS cai 10% na Bolsa após operação da PF

Publicado em 05/09/2016 19:00 e atualizado em 06/09/2016 07:30
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Operação Greenfield investiga aporte de fundos de pensão estatais em empresas (Camila Turtelli e Marcelle Gutierrez, de O Estado de S.Paulo). Em O GLOBO: Investigação da PF mira aportes em fundos de investimentos

As ações ordinárias da JBS foram o destaque de baixa do Ibovespa, com um tombo de 10,04%, em meio à deflagração da Operação Greenfield, que investiga aportes de fundos de pensão estatais em empresas. Os irmãos Wesley e Joesley Batista, sócios da holding J&F, que controla a empresa de alimentos, tiveram de prestar depoimento à Polícia Federal.

O papel da JBS foi o mais negociado da sessão, mesmo em um dia de poucos negócios por conta de feriado nos Estados Unidos. O Ibovespa - principal índice da Bolsa -, por sua vez, terminou praticamente estável, com baixa de 0,08%.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira nos endereços residenciais dos irmãos Batista e nas empresas eles. Tanto a J&F quanto a Eldorado Celulose foram alvo da Operação Greenfield. 

A J&F divulgou nota afirmando que a empresa e seus executivos colaboram com as investigações da Polícia Federal e estão à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Na nota, a empresa afirma que os investimentos feitos pela Petros e Funcef na Eldorado foram de R$ 550 milhões no ano de 2009. "De acordo com o último laudo independente (Deloitte) emitido em dezembro de 2015, a participação dos fundos atualizada é de R$ 3 bilhões, ou seja 6 vezes o valor investido inicialmente", diz a empresa.

Petrobrás. No lado positivo, Petrobrás PN liderou os ganhos na Bolsa, com avanço de 1,92% na ação PN e 2,88% na ON. A alta do petróleo favoreceu o desempenho da estatal.

Greenfield fala de negociação “em instâncias políticas superiores” para grupo J&F, da família Batista, conseguir R$ 544 milhões de fundos

Os investigadores ainda apontam para possibilidade de que "pressões políticas e lobbies realizados por grupos econômicos próximos ao governo federal" tenham influenciado outros 7 casos envolvendo cifras bilionárias (Fabio Serapião, de Brasília e Fausto Macedo)

No relatório em que detalham a possível “gestão temerária e fraudulenta” em investimentos realizados pelos quatro maiores fundos de pensão de estatais, a delegada Rúbia Pinheiro e o procurador Anselmo Cordeiro Lopes levantam suspeita sobre os motivos que levaram a Funcef e o Petros a investir, por meio da FIP Florestal, na Eldorado Brasil Celulose S.A. Segundo os investigadores “sabe-se que a mencionada empresa é controlada pelo grupo J&F, grupo este que é um dos principais doadores de campanha do Partido dos Trabalhadores”.

No entendimento da delegada e do procurador,  o  fato do aporte ter sido “apresentado e pré-aprovado diretamente pelo diretor de Investimentos da Petros” indica que o investimento já havia sido “negociado por instâncias políticas superiores entre os fundos de pensão e o grupo econômico proprietário das empresas”.

 

 

O FIP Florestal contou com o aporte de R$ 272,2 milhões da Funcef e outro de mesmo valor do Petros, pagos entre os anos de 2009 e 2010. O investimento teve como destinatário a empresa Eldorado Brasil Celulose que tem como acionista a holding J&F Investimentos, da família Batista. Os irmãos Wesley e Joesley tiveram condução coercitiva solicitada na Greenfield. Joesley estava fora do país e prestará depoimento no seu retorno, Wesley foi ouvido pela Polícia Federal.

Ainda segundo os investigadores,  é bastante suspeito na operação o fato de o investigado Humberto Pires Grault Vianna de Lima ter sido funcionário da Petros, estando na função de Gerente da Assessoria de Novos Projetos, e, posteriormente, atuar como presidente e diretor da Vitória Asset Management S/A – gestora inicial do FIP.  O mesmo Viana de Lima é, atualmente, funcionário da Funcef.

Como corre por uma vara criminal da 1ª Instância da Justiça Federal, a Greenfield não tem como foco políticos ou agentes públicos com foro por prerrogativa de função, o foro privilegiado.  Entretanto, os apontamentos dos investigadores no relatório em que pediram para que 40 alvos da investigação fossem afastados de suas empresas e fundos indicam que as investigações, assim como no caso da Lava Jato, em algum momento, devem se desdobrar em inquéritos nas cortes superiores. O objetivo será descobrir quem são os políticos dessa “instância superior” citada.

Além do caso da empresa da família Batista, os investigadores apontam  a “suspeita de que pressões políticas e lobbies realizados por grupos econômicos próximos ao governo federal tenham pressionado a diretoria e os conselhos deliberativos dos fundos de pensão” para liberar os aportes em cinco casos investigados pela Greenfield.  São eles: FIP Multiner, FIP Enseada, FIP RG Estaleiros, FIP Global Equity e Invepar.

No caso do FIP OAS Empreendimentos, os investigadores afirmam ser “necessário investigar mais a fundo as razões que levaram a Funcef a investir na OAS Empreendimentos, considerando a influência que o Grupo OAS exerce sobre o Poder Público Federal”.

Ao explicar o investimento no FIP Sondas, responsável pela Sete Brasil, o relatório lembra as informações “públicas e notórias de que, apesar da iliquidez do investimento e do risco de prejuízos, a opção pelo investimento da Funcef na Sete Brasil S/A (assim como noutras empresas) deu-se por motivos políticos e possivelmente por pressão de grupos representados por lobistas”.

A Operação Greenfield

A Greenfield investiga a ‘gestão temerária e fraudulenta’ de quatro dos maiores fundos de pensão do país: Funcef, Petros, Previ e Postalis. A ação é conjunta da Polícia Federal com o Ministério Público Federal, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC e a Comissão de Valores Mobiliários – CVM.

A casa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi alvo de busca e apreensão. O empresário Walter Torre e o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky foram conduzidos coercitivamente – quando o investigado é levado a depor e liberado.

Alexej Predtechensky foi denunciado, em julho deste ano, pela Procuradoria da República, em São Paulo. O ex-presidente do Postalis e mais sete investigados são acusados de fraude $ 465 milhões no fundo de pensão dos Correios.

A Justiça Federal mandou cumprir 127 mandados – sete de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 34 de condução coercitiva nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal.

A decisão judicial ainda determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que são alvos da operação no valor aproximado de R$ 8 bilhões.

COM A PALAVRA, A J&F

A respeito da presença da Polícia Federal hoje nas sedes da J&F e da Eldorado por ocasião da operação Greenfield e que investiga os investimentos dos fundos de pensão por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações), a empresa esclarece que os investimentos feitos pela Petros e Funcef na Eldorado Grupo J&F informou na noite desta segunda-feira, 5, que sua relação com os fundos de pensão ‘sempre se pautou pela ética e pela impessoalidade’

LEIA A INTEGRA DA NOTA DIVULGADA PELA FSB COMUNICAÇÃO, EM NOME DO GRUPO J&F
“O grupo J&F, com 63 anos de história, 150 mil colaboradores e 50 mil fornecedores no Brasil, reitera que sempre esteve à disposição das autoridades e que sua relação com os fundos de pensão sempre se pautou pela ética e pfela impessoalidade.

Informamos que a participação de Petros e Funcef na Eldorado Celulose vale hoje cerca de R$ 3 bilhões, segundo laudos de duas renomadas auditorias independentes. Esse valor é cerca de seis vezes maior do que o investido por eles em 2009, que foi de R$ 550 milhões.

Lamentamos a forma pela qual a companhia foi exposta. Estamos empenhados para impedir que isso venha a causar prejuízos a nossos colaboradores, suas famílias, parceiros e investidores.

Estamos confiantes de que, juntos, trabalharemos pela continuidade do crescimento sustentável da J&F e de todas as suas empresas.”

COM A PALAVRA, A PETROS

“A Petros informa que está colaborando com a Polícia Federal, com o Ministério Público e demais órgãos responsáveis por investigações que envolvem a Fundação. A decisão judicial que determinou a busca e apreensão nesta segunda-feira (5/9), na sede da Petros, refere-se a documentos de investimentos cujo processo de decisão ocorreu até 2011. A Petros reforça o comprometimento da gestão com a transparência, as boas práticas de governança e a responsabilidade na administração dos recursos.”

COM A PALAVRA, A PREVI

A Previ afirma que possui um “modelo de governança maduro e transparente” e que reforçou seu “compromisso com o aprimoramento do sistema de Previdência Complementar Fechado”. Após a operação realizada pela PF, a Previ frisou que “toda a documentação requerida foi disponibilizada”.

“A Previ possui um modelo de governança maduro e transparente, um corpo técnico qualificado e as decisões de investimento são pautadas por políticas e diretrizes bem definidas, que sempre buscam a remuneração adequada do capital no longo prazo. É importante lembrar que todas as decisões são colegiadas, pautadas em análises técnicas”, diz, em nota.

No mesmo documento, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil destaca que no âmbito da CPI dos fundos de pensão, concluída recentemente, “o relatório final da investigação confirmou a boa governança”. E completa que “nenhum dirigente ou executivo da Entidade estava entre as pessoas indiciadas pela comissão, assim como qualquer constatação de irregularidades do fundo.”

Por fim, a Previ se colocou à disposição da Justiça e das instituições brasileiras para prestar esclarecimentos. “A Entidade segue confiante na solvência e liquidez de seus planos e firme na sua missão de pagar benefícios aos seus mais de 200 mil associados.”

COM A PALAVRA, O POSTALIS

O Postalis informou que se colocou à disposição das autoridades e “tem todo interesse que os fatos investigados sejam esclarecidos com celeridade”.

“Devido à operação, alguns serviços poderão estar indisponíveis ao longo do dia. Os Núcleos Regionais Postalis – NRP estão funcionando normalmente”, destaca o Postalis. A fundação disse ainda que, após tomar ciência dos detalhes da investigação, fará novo pronunciamento.

COM A PALAVRA, A FUNCEF

“A Fundação reitera que possui rigorosos padrões éticos em todos os investimentos e na relação com seus participantes e assistidos e reafirma que está, como sempre esteve, à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser solicitados”, afirma a entidade na nota.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO, DEFENSOR DE JOÃO VACCARI NETO

O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende Vaccari, declarou. “No que diz respeito à busca e apreensão realizada na residência do sr. Vaccari quero dizer que trata-se de uma providência absolutamente desnecessária. Em todos os casos nos quais é citado, o sr. Vaccari já foi objeto de todo tipo de investigação e de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico. Não há nenhum elemento que traga prova contra ele.”

COM A PALAVRA, A WTORRE

Em nota, a WTorre esclareceu que ‘não tem negócios na esfera do Poder Público’. A empresa informou que ‘sempre que solicitados, seus executivos estão à disposição da Justiça e demais autoridades’

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA WTORRE

NOTA À IMPRENSA

São Paulo, 05 de setembro de 2016 –  O Grupo WTorre vem novamente à público esclarecer que não tem negócios na esfera do Poder Público. A companhia não teve e não tem nenhuma relação direta com nenhum dos fundos de pensão citados na Operação Greenfield.

COM A PALAVRA, O PT:

“O PT repudia a desnecessária e arbitrária ação de busca e apreensão realizada nesta segunda-feira (05/09) na residência da família do companheiro João Vaccari Neto.
Já não bastasse o fato de Vaccari estar preso injustamente em Curitiba há mais de ano, a operação de hoje, motivada exclusivamente por relatos de delatores, representa mais uma entre tantas arbitrariedades de que têm sido vítimas Vaccari e seus familiares.

São Paulo, 5 de setembro de 2016.

Rui Falcão
Presidente Nacional do PT”

Na REUTERS: Bovespa fecha em leve queda com forte declínio de JBS após operação Greenfield

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou com leve queda nesta segunda-feira, em dia de liquidez reduzida devido ao feriado nos Estados Unidos, com o tombo das ações da JBS na esteira de operação da Polícia Federal ofuscando a alta dos papéis da Petrobras.

O Ibovespa cedeu 0,08 por cento, a 59.566 pontos. O giro financeiro da sessão somou 3,66 bilhões de reais.

Na cena local, os desdobramentos políticos, particularmente o posicionamento da base aliada do governo, seguem em foco, em meio a expectativas de medidas efetivas visando a retomada do crescimento e o controle das contas públicas.

Também ocupou as atenções neste começo de semana a operação

Greenfield da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para investigar suspeita de fraude em fundos de pensão de estatais, com o cumprimento de mandados judiciais e o bloqueio de 8 bilhões de reais.

A sessão ainda marcou a estreia da nova carteira do Ibovespa, que vai vigorar até 29 de dezembro e registrou a saída das ações da estatal paulista de energia Cesp.

DESTAQUES

- JBS ON desabou 10,04 por cento, maior queda desde março, fechando na mínima do dia, a 11,20 reais, após o presidente-executivo da empresa, Wesley Batista, aparecer como um dos alvos de mandados de condução coercitiva na operação Greenfield da Polícia Federal nesta segunda-feira. A J&F, holding controladora da JBS, informou que a operação da PF não envolve a processadora de carne. As ações renovaram mínimas da sessão após o jornal O Estado de S.Paulo informar que o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira determinou que vários investigados na operação, inclusive Wesley e Joesley Batista, se afastem de imediato dos mercados financeiros e de capitais e de função de direção de qualquer empresa ou grupo empresarial.

- PETROBRAS ON avançou 2,88 por cento, superando 16 reais, na máxima desde outubro de 2014, enquanto as ações preferenciais subiram 1,92 por cento, para nova máxima de fechamento desde maio de 2015, na esteira do avanço do petróleo e expectativas sobre desinvestimentos da estatal.

- VALE PNA cedeu 2,39 por cento e VALE ON caiu 1,86 por cento, afetadas pelo declínio do minério de ferro à vista na China. O UBS cortou para "venda" a recomendação para as ações da empresa.

- CIELO ON perdeu 1,06 por cento. A equipe do BTG Pactual disse que notícias do setor, especialmente sobre práticas anticoncorrenciais no Cade, devem seguir pressionando.

- OI ON, fora do Ibovespa, subiu 6,33 por cento e OI PN avançou 23,05 por cento, diante da expectativa de anúncio do plano de recuperação judicial ainda nesta segunda-feira. A operadora de telecomunicações também informou na sexta-feira que a 7a Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro suspendeu assembleias de acionistas, marcadas para a próxima quinta-feira.

Em O GLOBO: Investigação da PF mira aportes em fundos de investimentos

A ação da Polícia Federal deflagrada nesta segunda-feira para apurar crimes de gestão temerária e fraudulenta nos quatro dos maiores fundos de pensão do país é baseada em dez casos revelados a partir do exame dos déficits bilionários dos fundos de pensão. Oito casos são relacionados a investimentos feitos de forma temerária ou fraudulenta por Funcef, da Caixa Econômica Federal; Petros, da Petrobras; Previ, do Banco do Brasil; e Postalis, dos Correios, por meio de Fundos de Investimentos em Participações (FIPs). O Ministério Público calcula que o rombo provocado pelas fraudes e má gestão chegue a R$ 50 bilhões.

Um deles é o FIP Enseada, que investiu R$ 68,5 milhões na Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), da marca Gradiente. Segundo nota em seu site, a Petros fez um investimento em 2011 subscrevendo 25% das quotas do FIP Enseada. Ela fez o aporte juntamente com a Funcef, com a Agência de Fomento do Amazonas (Afeam) e com a Jabil, empresa que era credora da Gradiente.

Como o retorno da Gradiente não foi bem sucedida, o investimento dos fundos virou pó. Segundo relatório final da CPI dos Fundos de Pensão, a Petros alienou suas cotas em 2014 por valor simbólico de R$ 0,25, enquanto a Funcef o fez por R$ 1.

Os outros FIPs envolvidos são o Multiner (geração de energia), Sondas (investimento na Sete Brasil), Global Equity (imobiliário) e o Florestal (de Petros e Funcef, que detém participação de 17,06% na Eldorado).

Um dos focos da PF é o FIP Multiner, de acordo com uma fonte a par dos bastidores do trabalho da PF. Constituído em 5 de novembro de 2008, para investir na empresa de mesmo nome, com objetivo de viabilizar projetos na área de energia, o fundo é um dos principais alvos da operação da PF, segundo funcionários dos fundos de pensão. Segundo relatório final da CPI dos fundos de pensão, desde o início, o FIP “mostrava-se um investimento de alto risco e baseado muito mais em desejos dos seus organizadores do que em projetos reais”.

Com o fiasco da maioria dos projetos e com o elevadíssimo prejuízo nas operações da empresa alvo do FIP, a Multiner, em 2012, “ao invés de vender as poucas usinas operacionais no intuito de minimizar o prejuízo e saldar suas dívidas, os Fundos de Pensão caminharam na contramão e investiram mais R$ 391,6 milhões, além dos R$ 430,7 milhões que já haviam investidos inicialmente”, diz o relatório.

Segundo a CPI, a justificativa dada pelos fundos para investir mais recursos no FIP foi a entrada de um grupo, o Bolognese, que por ter experiência na área, iria viabilizar o negócio e recuperar os prejuízos. No entanto, mesmo após a mudança no controle acionário, a empresa continua dando prejuízo. O fundo hoje é administrado pela Planner Corretora.

Segundo uma fonte ligado à Petros, também estão no foco da PF os investimentos feitos pelo FIP Enseada, que investiu R$ 68,5 milhões na Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), da marca Gradiente. Segundo nota em seu site, a Petros fez um investimento em 2011 subscrevendo 25% das quotas do FIP Enseada. Ela fez o aporte juntamente com a Funcef, com a Agência de Fomento do Amazonas (Afeam) e com a Jabil, empresa que era credora da Gradiente.

Como o retorno da Gradiente não foi bem sucedida, o investimento dos fundos virou pó. Segundo relatório final da CPI dos Fundos de Pensão, a Petros alienou suas cotas em 2014 por valor simbólico de R$ 0,25, enquanto a Funcef o fez por R$ 1.

Dos FIPs investigados pela operação da PF, o maior é o da Eldorado Celulose, com um patrimônio líquido de R$ 6,299 bilhões, segundo os dados mais recentes disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Petros e a Funcef possuem uma participação de 17,06% nesse fundo.

Já o FIP da Multiner, empresa que possui projetos de geração de energia térmica e eólica, tem um patrimônio de R$ 1,265 bilhão. O da Sondas, para a construção de sondas da Sete Brasil, tem, segundo a CVM, um patrimônio de R$ 616,9 milhões.


 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo + O Globo

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