Força-tarefa da Lava Jato é prorrogada até setembro de 2017

Publicado em 06/09/2016 13:30 e atualizado em 06/09/2016 15:14
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SÃO PAULO (Reuters) - Os trabalhos da força-tarefa da operação Lava Jato foram prorrogados por um ano nesta terça-feira e os procuradores seguirão investigando o bilionário esquema de corrupção na Petrobras pelo menos até setembro de 2017, informou o Ministério Público Federal.

A prorrogação foi decidida em reunião nesta manhã do Conselho Superior do Ministério Público, que determinou ainda a prorrogação, também por um ano, da força-tarefa que investiga irregularidades na Eletronuclear, apuração que é um desdobramento da Lava Jato. A Eletronuclear é uma subsidiária da Eletrobras.

Criada em abril de 2014 por determinação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a força-tarefa do MPF que cuida da Lava Jato tem 11 procuradores e conta ainda com três colaboradores no Paraná.

Tem ainda uma equipe de membros do Ministério Público Federal para atuar em casos ligados à operação no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A equipe de procuradores da força-tarefa da Lava Jato é a responsável pela apresentação de denúncias na 13ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sérgio Moro, contra suspeitos de irregularidades investigadas na operação.

(Reportagem de Eduardo Simões)

Janot diz que Lava Jato tem ritmo 'mais lento' no STF e critica foro privilegiado

Brasília - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, comentou nesta manhã o andamento dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, os casos na Corte têm ritmo "mais lento" por serem conduzidos por um tribunal, não pela justiça de primeiro grau. 

"O tribunal não foi feito para formar processo, o tribunal foi feito para julgar recurso. Quando se inverte a lógica fica mais lento mesmo", disse Janot. De acordo com o procurador-geral, isso acontece em "qualquer tribunal".

Os primeiros inquéritos da Lava Jato no STF foram abertos em março de 2015. Até agora, três denúncias foram aceitas e nenhum político foi condenado. 

Questionado se as observações sobre o ritmo são uma forma de crítica ao foro privilegiado, que faz com que processos penais contra autoridades como senadores e deputados com mandato tenham que ser processados perante a Corte, Janot respondeu: "na extensão que está, é". 

Janot afirmou que o Supremo tem tomado "todas as providências" para agilizar os processos penais e citou como exemplo a passagem de julgamentos das investigações criminais para as duas Turmas da Corte, compostas por cinco ministros cada. "Ele (o Supremo) está fazendo o que pode", afirmou Janot, ao deixar sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Japonês da Federal voltou (no ESTADÃO)

Newton Ishii, agente da PF, em Curitiba, ressurgiu escoltando alvos da Lava Jato

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O agente da PF Newton Ishii conduz José Carlos Bumlai para a prisão. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

O agente da Polícia Federal Newton Ishii, celebrizado na Operação Lava Jato como o ‘Japonês da Federal’, voltou à cena. Depois de ficar afastado das funções por um período – condenado a 4 anos e dois meses por facilitação de contrabando na fronteira de Foz do Iguaçu (PR) -, o Japonês da Federal ressurgiu em Curitiba nesta segunda-feira, 5, escoltando o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, preso por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

Nesta terça-feira, 6, o agente escoltou o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos, Bumlai e Japonês da Federal têm uma coisa em comum: os dois estão usando tornozeleira eletrônica, monitoramento imposto pela Justiça.

Newton Ishii foi um dos 23 policiais federais alvos da Operação Sucuri, deflagrada em 2003 para apurar um esquema formado por agentes da PF e da Receita Federal que facilitava o contrabando de produtos ilegais na fronteira com o Paraguai em Foz do Iguaçu (PR).

Desde o início da fase ostensiva da Lava Jato, deflagrada em março de 2014, o Japonês da Federal ganhou notoriedade fazendo escolta dos prisioneiros da operação sobre desvios na Petrobrás. Newton Ishii ganhou marchinha de Carnaval e foi homenageado com um boneco de Olinda.

O agente da PF Newton Ishii conduz José Carlos Bumlai para a prisão. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

O agente da Polícia Federal Newton Ishii, celebrizado na Operação Lava Jato como o ‘Japonês da Federal’, voltou à cena. Depois de ficar afastado das funções por um período – condenado a 4 anos e dois meses por facilitação de contrabando na fronteira de Foz do Iguaçu (PR) -, o Japonês da Federal ressurgiu em Curitiba nesta segunda-feira, 5, escoltando o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, preso por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

Nesta terça-feira, 6, o agente escoltou o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos, Bumlai e Japonês da Federal têm uma coisa em comum: os dois estão usando tornozeleira eletrônica, monitoramento imposto pela Justiça.

Newton Ishii foi um dos 23 policiais federais alvos da Operação Sucuri, deflagrada em 2003 para apurar um esquema formado por agentes da PF e da Receita Federal que facilitava o contrabando de produtos ilegais na fronteira com o Paraguai em Foz do Iguaçu (PR).

Desde o início da fase ostensiva da Lava Jato, deflagrada em março de 2014, o Japonês da Federal ganhou notoriedade fazendo escolta dos prisioneiros da operação sobre desvios na Petrobrás. Newton Ishii ganhou marchinha de Carnaval e foi homenageado com um boneco de Olinda.

Amigo de Lula chega à prisão da Lava Jato

Bumlai se apresentou à PF em 6 de setembro de 2016. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

José Carlos Bumlai, réu por fraude no empréstimo de R$ 12 milhões para o PT, estava em regime domiciliar para tratamento de câncer, mas juiz Sérgio Moro ordenou seu retorno a CuritibaBumlai se apresentou à PF em 6 de setembro de 2016. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

O pecuarista José Carlos Bumlai apresentou-se à Polícia Federal na manhã desta terça-feira, 6. Amigo do ex-presidente Lula, ele estava em regime de prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, para tratamento de um câncer na bexiga e de complicações cardíacas, mas o juiz federal Sérgio Moro ordenou a ele que retornasse à prisão da Lava Jato, em Curitiba.

 

 

Bumlai foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exames de rotina e também para que um perito o avalie, a pedido do Ministério Público Federal.

A decisão de apresentar Bumlai foi tomada pela defesa, depois que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) negou pedido de habeas corpus a Bumlai nesta segunda, 5.

O amigo de Lula estava em regime de prisão domiciliar para tratar de um câncer na bexiga e de complicações cardíacas.

Na semana passada, o juiz federal Sérgio Moro ordenou a Bumlai que se apresente à PF nesta terça, 6.
O argumento central da defesa do pecuarista no habeas corpus ao TRF4 é o ‘excesso de prazo’ da prisão preventiva decretada por Moro.

Bumlai foi capturado na Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato, em 24 de novembro de 2015. Ele é réu em ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira.

Os investigadores supõem que Bumlai tem muito a dizer sobre seu amigo, o ex-presidente, que também é alvo da grande investigação sobre corrupção e propinas no esquema Petrobrás.

Bumlai é réu na ação penal sobre o emblemático empréstimo de R$ 12 milhões tomados do Banco Schahin em outubro de 2004. O dinheiro, segundo o amigo de Lula, foi destinado ao PT. Em troca do empréstimo que nunca recebeu de volta, o Grupo Schahin conquistou contrato sem licitação de US$ 1,6 bilhão na Petrobrás para operação de navio sonda, em 2009.

Na sexta-feira, 2, os advogados de Bumlai arriscaram a última cartada para tentar impedir o retorno dele à prisão da Lava Jato. Os advogados Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, Daniella Megiollaro, Edward Rocha de Carvalho e Conrado de Almeida Prado ingressaram com habeas corpus no TRF4.

Nesta segunda, 5, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato na Corte federal, indeferiu o pedido liminar.

Gebran destacou. “É sabido que em ações penais com elevado número de fatos e/ou réus os prazos de conclusão de inquéritos e das próprias ações penais devem ser relativizados.”

O desembargador disse que ‘vige o princípio da razoabilidade’.

Fonte: Reuters + ESTADÃO

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