Eike Batista entregou Mantega em depoimento: leia trecho (na VEJA)

Publicado em 22/09/2016 07:49 e atualizado em 22/09/2016 16:36
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O empresário foi espontaneamente ao Ministério Público Federal e explicou como pagou propina para o PT, a pedido de Mantega (Por Hugo Marques Rodrigo Rangel Thiago Bronzatto)

A deflagração da 34ª fase da Operação Lava Jato, que tem o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, como um dos alvos, foi possível em parte pela participação crucial do ex-bilionário Eike Batista. O empresário prestou depoimento espontâneo à força-tarefa da Operação Lava-Jato, no qual explicou em detalhes como Mantega pediu doação ao PT, no valor de 5 milhões de reais, em forma de quitação de campanha. A reunião foi no dia 1 de novembro de 2012, fora de período eleitoral.

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Segue trecho do depoimento de Eike:

EIKE: Muito obrigado, obrigado pela atenção de vocês, o que eu vim esclarecer aqui e na verdade, não quero que de novo uma mídia errada proporcione dificuldades para minha pessoa, porque eu já constatei três mentiras repetidas três vezes na média que acabam virando uma verdade. Então, especificamente como eu observei na mídia o assunto do João Santana com relação a campanha para o problema da (…), em relação a campanha da presidente Dilma no governo, eu contribui com R$ 5 milhões a essa empresa, isso foi em novembro…

MPF: Desculpa, Sr. EIKE, só para considerarmos, qual a empresa?

EIKE: Uma empresa minha no exterior contribuiu, porque isso foi escolhido assim. No fundo para nos tanto faria se fosse no Brasil ou fora, o pedido foi que fosse feito desta maneira. Então foram pedidos esse (…), eu fui a Brasília, de várias visitas a Brasília para relatar sobre os meus projetos, o que no fundo a gente era chamado por governadores, nos estávamos (…), eu estava gastando US$ 40 bilhões de recursos meus em projetos de infraestrutura no Brasil. Então todo mundo queria conversar com a gente e eu ia esporadicamente a Brasilia relatar sobre os projetos específicos. Então numa dessas visitas aconteceu precisamente no dia 1º de novembro de 2012, no Gabinete do Ministro Mantega, houve um pedido para que eu contribuísse para campanha, para é (…), despesas, porque a campanha já tinha passado, despesas para campanha

MPF: Desculpa lhe interromper, só para que a gente possa tanto quanto possível contextualizar né, então nessa reunião que o senhor citou de 1o de novembro de 2012, foi uma reunião agendada a pedido do então Ministro Mantega? O senhor solicitou essa pauta? Qual foi a pauta do dia?

EIKE: Não, a pauta era falar geral sobre os projetos, porque era um empresario grande que todo mundo queria conversar, eram assuntos em geral.

MPF: Certo, mas ele (…), foi o então Ministro que chamou o senhor ou o senhor que solicitou essa reunião?

EIKE: Eu ia, eu provavelmente nesse mesmo dia e eu tenho que levantar minha agenda, mas eu posso mandar minha agenda para os senhores. Eu provavelmente eu vi, eu fui ver outros Ministros, eu não sei exatamente, mas eu sempre ia visitar vários Ministros para mostrar como estavam os projetos do grupo, pelo tamanho de como eu já expliquei.

MPF: Certo, ok. E ai o senhor esteve no gabinete do Ministro da Fazenda Guido Mantega?

EIKE: Guido Mantega, exato. E ai foi me feito o pedido de contribuir para contas da campanha, porque a campanha já tinha
terminado, para acertar as contas no valor total de R$ 5 milhões. Eu não sei se foi em um dia ou na semana seguinte, a Mônica procurou a empresa, não diretamente a mim, porque eu não conheço ela, nunca sentei com ela, nem com o senhor João Santana…

MPF: Monica é a esposa do João Santana que o senhor se refere?

EIKE: A esposa, ela mesma. Ela veio e eu encaminhei como sempre para o meu advogado que é responsável por isso, talvez importante relatar aqui eu tenho (..) nos temos a lista das contribuições de campanha… […]

 

Moro manda soltar Guido Mantega (na ISTO É)

O juiz federal Sérgio Moro ordenou a soltura do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que havia sido preso no início da manhã desta quinta-feira (22) pela Polícia Federal na Operação Arquivo X, 34ª etapa da Lava Jato.

A liberação de Mantega saiu as 12h20, em despacho em que o Sérgio Moro ressalta o ponto mais polêmico da prisão do ex-ministro, que ocorreu no momento em que acompanhava a esposa em uma cirurgia como parte do tratamento de câncer. De acordo com o documento, a PF não sabia do fato. “Sem embargo da gravidade dos fatos em apuração, noticiado que a prisão temporária foi efetivada na data de hoje quando o ex-Ministro acompanhava o cônjuge acometido de doença grave em cirurgia. Tal fato era desconhecido da autoridade policial, Ministério Público Federal e deste Juízo.”

Mantega chegou às 9h30 à sede da Polícia Federal, em São Paulo. Malotes resultantes da busca e apreensão na residência e escritório do ex-ministro também foram trazidos.

Leia a reportagem completa no site da Isto É

Ao revogar prisão de Mantega Moro deixa petismo completamente sem argumento (POR JOSIAS DE SOUZA, UOL)

Ao revogar a ordem de prisão de Guido Mantega, Sérgio Moro deixou o petismo sem assunto. Desde cedo, o PT e seus devotos jogam pedras na Lava Jato por ter prendido o ex-ministro no hospital, privando-o de acompanhar uma cirurgia da mulher gravemente adoentada. Ao reacomodar Mantega na beirada da cama de sua companheira, Moro convida o PT a falar sério.

Em vez de tocar trombone embaixo do seu imenso telhado de vidro, o PT terá de arranjar meia dúzia de desculpas para o fato de o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma ter sido pilhado no papel de cupido das boas relações do partido com o empresariado provedor de verbas sujas. O PT continua com o trombone. Mas talvez lhe falte sopro para a nova fase do espetáculo, inaugurada por Moro.

Em seu despacho revogatório, o juiz da Lava Jato anotou que ele, a Procuradoria e a Polícia Federal desconheciam que ''o ex-ministro acompanhava o cônjuge acometido de doença grave em cirurgia.” Esclareceu ter sido informado pela Polícia Federal de que a prisão foi praticada “com toda a discrição, sem ingresso interno no hospital.'' E revogou a ordem, sem prejuízo da busca já realizada no apartamento de Mantega e de providências posteriores.

Rui Falcão, presidente do PT, qualificara a prisão de Mantega de ''uma desumanidade inaceitável.” O companheiro dissera estar “revoltado” com os métodos da Lava Jato, realçando o ''estilo de arbitrariedade e violação de direito''. Coisa ''insuportável''. Num instante em que o PT mirava sua canela, Moro informou que prefere o jogo de xadrez ao futebol de várzea.

O magistrado sinalizou, de resto, que está dois ou três lances à frente dos seus detratores. Ao despir-se do figurino de monstro que o PT tenta lhe impor, Moro transforma Mantega em candidato a delator. Um delator especial, que pode acomodar a Lava Jato definitivamente no colo de Dilma Rousseff.

Guido Mantega é preso em nova fase da Operação Lava Jato

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi preso na manhã desta quinta-feira (22) em São Paulo na 34ª fase da Operação Lava Jato. O mandado é de prisão temporária.

José Roberto Batochio, advogado de Guido Mantega, afirmou que policiais foram à casa do ex-ministro, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista, para cumprir mandados de busca e apreensão. Ele não soube dizer quais objetos foram apreendidos.

Depois, policiais foram ao hospital Albert Einstein, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, onde Mantega estava com a mulher que passou por uma cirurgia.

Leia a notícia na íntegra no site do G1

No Estadão: Mantega é preso na Arquivo X, nova fase da Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 22, a Arquivo X, 34ª fase da Operação Lava Jato.

O ex-ministro Guido Mantega foi preso temporariamente. Ele não estava em sua residência, alvo de busca e apreensão. Mantega está no Hospital Albert Einstein, onde acompanha a mulher em uma cirurgia.

Mantega é suspeito de atuar para arrecadar propinas para o PT em 2012 em contratos de duas plataformas, P67 e P70.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão

No UOL Notícias: Ex-ministro Guido Mantega é preso em nova fase da Operação Lava Jato

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (PT) foi preso na manhã desta quinta-feira (22) pela PF (Polícia Federal) durante a 34ª fase da Operação Lava Jato. Ele é alvo de um mandado de prisão temporária. 

Ao todo são cumpridos 49 mandados no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.

Segundo as investigações, em 2012, Mantega atuou junto ao comando de uma empresa contratada pela Petrobras para negociar repasse de propina para o pagamento de dívida de campanha de partidos aliados do governo.

Ao todos são cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão temporária e oito de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir prestar esclarecimentos).

Leia a notícia no site do UOL Notícias

Na Reuters: Ex-ministro Guido Mantega é preso em nova fase da Lava Jato, diz TV Globo

LOGO REUTERS 2.0

Por Pedro Fonseca

(Reuters) - O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi preso pela Polícia Federal em São Paulo nesta quinta-feira em uma nova fase da operação Lava Jato, que investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo obras da Petrobras para exploração de petróleo no pré-sal.

Mantega, que foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras de 2010 a 2015, foi detido em um hospital da capital paulista, onde, segundo uma fonte próxima ao ex-ministro, ele acompanhava a mulher que seria submetida a uma cirurgia.

Segundo a Polícia Federal, agentes da corporação estiverem às 6h da manhã na casa de Mantega, e depois se dirigiram ao hospital Albert Einstein ao serem informados que ele se encontrava lá. Mantega então foi levado até o apartamento e na sequência conduzido para o edifício da PF em São Paulo.

"Nas proximidades do hospital, policiais federais fizeram contato telefônico com o investigado, que se apresentou espontaneamente na portaria do edifício. De forma discreta e em viatura não ostensiva, o investigado acompanhou a equipe até o apartamento e, já tendo feito contato com seu advogado, foi então iniciado o procedimento de busca", disse a PF em nota.

Homem próximo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que virou réu em outro inquérito da Lava Jato nesta semana, Mantega assumiu o Ministério da Fazenda em 2006, onde permaneceu até final de 2014, durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff, sendo o ministro mais longevo no cargo.

A nova etapa da Lava Jato ganhou o nome Arquivo X, uma referência ao grupo de empresas do empresário Eike Batista, que tinha como marca a colocação do “X” nos nomes das suas companhias e foi um dos pivôs das investigações para esta fase.

De acordo com a Polícia Federal, a 34ª fase da operação visa o cumprimento de 8 mandados de prisão temporária, 8 mandados de condução coercitiva e mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia, além do Distrito Federal.

Como parte das investigações, o Ministério Público Federal ouviu depoimento de Eike Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da OSX, que disse aos procuradores ter recebido pedido de um então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobras para que fizesse pagamento de 5 milhões de reais no interesse do PT, segundo comunicado do MPF.

"Para operacionalizar o repasse da quantia, o executivo da OSX foi procurado e firmou contrato ideologicamente falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na operação Lava Jato por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de crimes", disse o MPF.

PLATAFORMAS

Mantega já havia sido alvo de um mandado de condução coercitiva da Polícia Federal em maio como parte da operação Zelotes, que investiga suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), vinculado ao Ministério da Fazenda.

Antes de assumir a Fazenda, Mantega foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ministro do Planejamento no governo Lula, de quem tinha sido assessor econômico no período anterior à chegada do PT no Palácio do Planalto.

Segundo comunicado do Ministério Público Federal, sem citar Mantega nominalmente, um ex-ministro de Estado é alvo da 34ª fase da Lava Jato, assim como executivos das empresas Mendes Júnior e OSX Construção Naval e representantes de empresas por elas utilizadas para repasse de vantagens indevidas.

De acordo com o MPF, o consórcio Integra Offshore, formado por Mendes Júnior e OSX, foi contratado de forma fraudulenta pela Petrobras pelo valor de 922 milhões de dólares para a construção das plataformas P-67 e P-70, voltadas à exploração dos campos de pré-sal.

As investigações da Lava Jato apontaram a existência de um "estratagema criminoso que beneficiou agentes públicos em diferentes esferas" no processo de contratação do consórcio, segundo os procuradores do MPF.

(Reportagem adicional de Patrícia Duarte, em São Paulo)

Fonte: G1+UOL Notícias+Reuters+Isto é

2 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    PRENDE... &... SOLTA... !!!
    A 34ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Arquivo X, efetuou a prisão de Guido Mantega.
    Ocorre que Mantega, saiu de casa às 4:30 hrs da manhã, para acompanhar a esposa nos exames que ela vem sendo tratada de um câncer no Albert Einstein.
    AÍ QUE VEM O "X" DA QUESTÃO !!!
    Não é normal o paciente se apresentar nesse horário, para os procedimentos.
    O Mantega estava vestido com uma jaqueta e de boné, que é uma forma de despistar.
    HÁ FORTES INDICIOS DE QUE ELE FOI AVISADO DA OPERAÇÃO !!!
    EU NÃO DUVIDO, POIS PETISTA É UMA PRAGA QUE ESTÁ EM TODOS OS LUGARES !!!

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Todos os comentários que discordam das medidas adotadas para o setor agrícola, deságuam na esfera política. As cobranças de mudanças, para melhor, são feitas há décadas e, pouco ou quase nada acontece em muito das mudanças necessárias. Quem não escutou nestes dias de campanha eleitoral, promessas na televisão, rádio, ou carros de som pelas ruas de sua cidade. Com um detalhe, pelo menos é o que se fala, as doações de empresas para as campanhas estão proibidas, imagine se não estivessem? Mas, vamos ao ponto... Todas as atividades praticadas na sociedade têm um pré-requisito único, que o individuo que a esteja praticando tenha capacidade para tal. Um exemplo é o preparo para dirigir carro, imagine pessoas incapacitadas conduzindo carros por esse Brasil afora. Agora, vamos aos participantes dos "preenchimentos" dos cargos de vereadores e prefeitos dessa eleição. Fica mais fácil a gente fazer uma analise, pois como são pessoas que convivem no nosso meio, conhecemos com maiores detalhes suas qualidades e defeitos. QUANTOS NÃO APRESENTAM AS QUALIDADES PARA OCUPAREM O CARGO NA SUA ANÁLISE ??? Ou seja, pessoas incompetentes só vão produzir resultados de sua ações...DEFEITUOSOS !!! ... ÀS VEZES EM VEZ DE MELHORAR ... PIORA !!! P.S.: Escrevi "preenchimentos", pois as ocupações dos cargos, muitas vezes, são por votações inconscientes, veja a importância dos marqueteiros nas conduções destas...VEJA O "CAUSO" DA REELEIÇÃO DA DILMA !!!

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Sr. Rensi, com todo respeito, mas quais mudanças os produtores reclamam? Um bando de chorões que querem que o governo resolva desde o freio da camionete até os furos nos silos cada vez que ele mesmo não tiver dinheiro para consertar. Falam em seguro, mas qual seguro querem? Falam dos custos de produção e do câmbio, mas como querem reduzir os custos e que politica monetária e fiscal desejam? Não sabem e não querem saber, por isso elegem politicos que fazem festa ao anunciar bilhões e bilhões de custeio, investimentos, etc... Em lugares como o MT, Goiás, costuma-se dizer que quando a agricultura vai bem, todo o mais também, isso não se comprova na prática pois a agropecuária está bem e o resto do país de mal a pior. É uma visão provinciana que só gera tensão e conflitos sociais. Poderia dizer que sobra dinheiro e faltam idéias na elite rural brasileira, mas não posso, pois sobram idéias também, só que as idéias erradas. Hoje é impossivel discutir com a maioria esmagadora dos produtores a questão da tributação e subsidios, só como um dos inúmeros exemplos. Correram todos pois dá trabalho, é preciso estudar, é preciso pensar, discutir, aceitar quando o outro está certo, dar o mérito a quem tem, entre inúmeras outras coisas que o brasileiro em geral não tem mais, o espírito de cooperação virou sinônimo de tirar dos pobres para se dar bem, todos acham que o governo é responsável por resolver as coisas, quando na verdade o governo deve ser constantemente vigiado e fiscalizado por nós para que não aconteça coisa ainda pior do que aconteceu e ainda acontece em nosso país.

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  • geraldo emanuel prizon Coromandel - MG

    Para o povo: médicos cubanos; para o establishment: Albert Einstein... é mole ou quer mais...

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