Na Folha: Geddel decide deixar o cargo após agravamento de crise política

Publicado em 25/11/2016 06:44 e atualizado em 25/11/2016 11:09
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O ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) decidiu deixar o cargo após o agravamento da crise envolvendo seu nome, o presidente Michel Temer e o ministro Eliseu Padilha.

O anúncio deve ser feito ainda nesta sexta. Geddel comunicou aliados de sua decisão, entre eles alguns ministros e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Geddel foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tê-lo pressionado a rever a rever decisão do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) que impede a construção de um empreendimento imobiliário onde o ministro da Secretaria de Governo adquiriu apartamento.

Leia a notícia na íntegra no site da Folha de S. Paulo.

Carta de Demissão - Geddel Vieira Lima

No Estadão: Para estancar crise, Geddel vai deixar ministério

O ministro da Secretaria Geral de Governo, Geddel Vieira Lima, já tomou a decisao de deixar o governo ainda nessa sexta-feira  para tentat estancar a crise politica do governo. Geddel vai oficializar sua demissão  por causa da acusação de tráfico de influência feita pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero.

Geddel foi acusado de pressionar Calero para autorizar que o Iphan da Bahia liberasse a construção de um prédio aonde tinha adquirido um apartamento. Claro se recusou a atender o pedido e se queixou ao presidente Michel Temer. Percebendo que Temer decidiu ficar do lado de Geddel, Calero preferiu se demitir.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão

Na Folha: Após Calero citar Temer, equipe do presidente defende afastar Geddel

Interlocutores do presidente Michel Temer defendem que o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) se afaste, pelo menos temporariamente, do cargo até que a crise envolvendo seu nome, que acabou atingindo seu chefe, seja solucionada.

Na avaliação de assessores presidenciais, a crise atingiu uma posição "delicada" e Geddel deveria pedir o afastamento da Secretaria de Governo para tentar evitar um desgaste ainda maior do presidente da República.

Segundo um interlocutor de Temer, essa deveria ter sido a decisão desde o início da crise envolvendo Geddel, acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo a mudar uma medida que atenderia a seus interesses relacionados a um empreendimento imobiliário na Bahia.

Assessores presidenciais disseram que Geddel decidiu ir para Bahia avaliar com familiares o melhor caminho a adotar.

Leia a notícia na íntegra no site da Folha de S. Paulo.

Na Veja: Ex-ministro da Cultura gravou Temer, Geddel e Eliseu Padilha

Depois de acusar a cúpula do governo de tentar pressioná-lo a liberar uma obra de interesse pessoal do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero entregou à Polícia Federal gravações das conversas que teve sobre o assunto com o presidente Michel Temer, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e com o próprio Geddel. Em depoimento à PF, o ex-ministro narrou detalhes de como Temer e seus dois principais ministros teriam tentado forçá-lo a liberar a construção de um prédio residencial em uma região tombada pelo patrimônio histórico em Salvador. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, subordinado a Calero, havia embargado a obra.

Além de gravar Temer e seus dois ministros de confiança, o ex-ministro da Cultura registrou as conversas que teve com dois auxiliares do presidente. O próprio Palácio do Planalto obteve a confirmação da existência dos áudios. “As gravações não são de boa qualidade, porque foram feitas com um aparelho que aparentemente estava no bolso do Calero”, disse um ministro palaciano a VEJA.

Leia a notícia na íntegra no site da Veja.

N'O Antagonista: A íntegra do depoimento de Calero

Clique AQUI a íntegra do depoimento explosivo de Marcelo Calero, em que eleacusa Michel Temer, Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima de o pressionarem para liberar a obra do edifício La Vue, em Salvador.

Na Reuters: Calero cita Temer em depoimento sobre prédio em Salvador e amplia crise

LOGO REUTERS 2.0

Por Lisandra Paraguassu e Eduardo Simões

BRASÍLIA (Reuters) - O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero afirmou em depoimento à Polícia Federal que o presidente Michel Temer o pressionou para encontrar uma "saída" para o caso de uma obra de interesse do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, ampliou uma crise que inicialmente se restringia a Geddel e agora ameaça respingar no presidente.

Segundo disse à Reuters uma fonte com conhecimento do depoimento, Calero disse que se reuniu com Temer na quinta-feira da semana passada e que o presidente afirmou que a decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de barrar um empreendimento imobiliário em Salvador, no qual Geddel havia comprado um apartamento, criara "dificuldades operacionais em seu governo".

No depoimento, disse a fonte, Calero disse que Temer determinou que o então titular da Cultura encontrasse uma "saída" para que o caso fosse encaminhado à Advocacia-Geral da União.

As declarações de Calero foram rebatidas por Temer por meio de nota lida pelo porta-voz da Presidência, Alexandre Parola. Na nota, o presidente diz que estranha as acusações do ex-ministro e que buscou arbitrar um conflito entre dois membros de seu governo. [nL1N1DP1EC]

"O presidente buscou arbitrar conflitos entre os ministros e órgãos da Cultura sugerindo a avaliação jurídica da Advocacia-Geral da União, que tem competência legal para solucionar eventuais dúvidas entre órgãos da administração pública..., já que havia divergências entre o Iphan estadual e o Iphan federal", disse o porta-voz.

No entanto, uma fonte palaciana fez à Reuters a avaliação de que a crise que estava restrita a Geddel se alastrou em direção a Temer, o que dá pretexto para que o próprio presidente seja contestado e envolvido em um caso de aparente abuso de poder.

O episódio da divulgação do depoimento de Calero irritou Temer profundamente e acontece dias depois de o presidente anunciar que manteria Geddel no cargo, apesar das primeiras acusações do ex-titular da Cultura.

PGR ANALISARÁ CASO

A situação tem potencial para se agravar ainda mais. Isso porque o depoimento de Calero à PF foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, por sua vez, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República a quem caberá decidir se pede à Corte a abertura de um inquérito sobre o caso. [nL1N1DP1FU]

Além de Temer e Geddel, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também teve o nome citado por Calero no depoimento.

Padilha divulgou nota admitindo que tratou do assunto com Calero, mas que apenas sugeriu que o caso fosse levado à Advocacia-Geral da União (AGU).

"Fui informado do Licenciamento de um edifício pelo Iphan, em discussão no âmbito do Poder Judiciário, então com várias decisões denegando o embargo de tal obra, e de que também existiam discordâncias entre dois órgãos da administração pública sobre o mesmo tema, razões pelas quais resolvi falar com o ex-ministro", disse Padilha na nota, acrescentando que Calero ignorou a sugestão de levar o caso à AGU.

No último fim de semana, em entrevista à Reuters, Geddel reconheceu que tratou do empreendimento imobiliário com Calero, mas negou que tenha pressionado o então ministro. O chefe da Secretaria de Governo tem evitado nos últimos dias contato com a imprensa e não tem respondido os pedidos de comentários. O ministro deixou Brasília na quarta-feira.

Calero pediu demissão do governo na semana passada e, no fim de semana, acusou Geddel de pressioná-lo para interferir na decisão do Iphan de barrar o empreendimento.

Fonte: Veja

1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    EH! AGORA TEMER ???

    O ex-ministro da cultura Marcelo Calero com a sua atitude nos responde a mãe de todas as perguntas: "Por que todos os políticos são iguais"?

    Vejam que as "conversas entre as paredes do poder" devem ser proibidas ao público, pois ali há um peso político que vai além as todas as leis em vigor.

    Até quando vamos assistir a esse circo do fim do mundo? Somos diuturnamente enganados e quando isso vem à tona, por um desvio de conduta de um político estranho a maioria, somos induzidos através de discursos que aquela conduta não é vista com bons olhos por aqueles que foram gravados.

    E o conteúdo da gravação, o que foi falado, não é relevante?

    Devemos sim, exigir desse STF, mais moral no julgamento desses bandidos de alto escalão.

    Os ministros do STJ e STF demoram anos para dar uma sentença a um suspeito político, mas num espaço de minutos, mandam soltar da prisão esses mesmos meliantes, através de um pedido de Habeas corpus. Por que essa diferença ???

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    • Valdomiro Rodante Junior Porangatu - GO

      Sr Roberto é estarrecedor o estamos presenciando no meio político e no supremo federal, até quando a população ficará omissa?

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    • DOMÊNICO ANTONIO PERTILE Horizontina - RS

      No próximo dia 04. tem votação no congresso ou o povo sai a rua para terminar com a mafia do congresso ou irão livrar todos os políticos corrupos e derrubar o Morro...

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