Brasil aumenta despesas em 9,7 %: receita cai 7,2%. Déficit em novembro é de R$ 38 bi

Publicado em 26/12/2016 19:18
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Reuters

BRASÍLIA (Reuters) - O governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de 38,357 bilhões de reais em novembro, pior resultado para o mês desde o início da série em 1997, divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira. O dado divulgado também veio mais fraco que a projeção de analistas de rombo de 34,55 bilhões de reais no mês, segundo mediana das expectativas em pesquisa Reuters.

Ele foi causado pelo forte descompasso entre receitas e despesas num mês de alto dispêndio do governo com gastos de pessoal. Novembro também foi marcado pelas transferências aos Estados e municípios da fatia do Imposto de Renda a que tinham direito sobre os recursos legalizados no âmbito do programa de regularização de ativos no exterior.

Em novembro, segundo o Tesouro, a receita líquida total caiu 7,2 por cento sobre igual mês do ano passado, em termos reais, a 74,536 bilhões de reais. Por sua vez, a despesa total avançou 9,7 por cento na mesma base, a 112,892 bilhões de reais.

Os gastos foram impulsionados pela elevação de 9 por cento em benefícios previdenciários e de 8,3 por cento em despesas de pessoal e encargos sociais sobre novembro de 2015. As despesas discricionárias também tiveram salto real de 18,3 por cento, sendo que os recursos destinados ao programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida quase quintuplicaram no período.

No acumulado do ano até o mês passado, o déficit do governo central soma 94,158 bilhões de reais, também recorde para o período.

A meta do governo para este ano é, por lei, de rombo primário de 170,5 bilhões de reais, mas a equipe econômica já afirmou que entregará déficit menor para com isso compensar o saldo pior esperado para Estados, municípios e estatais. Assim, encerrará 2016 cumprindo a meta do setor público consolidado de déficit 163,9 bilhões de reais. Se confirmado, será o terceiro rombo consecutivo e o maior já registrado pelo país.

A cifra já embute margem no orçamento que o governo afirmou que usará para diminuir o montante de restos a pagar, além de expectativa de déficit para o governo central de 73,5 bilhões de reais somente no mês de dezembro, como ressaltou o Tesouro.

(Por Marcela Ayres).

 

Confiança da Indústria cai em dezembro, menor patamar em 6 meses, diz FGV

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Brasil caiu em dezembro para o menor patamar desde junho passado, informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), em mais um indicador de que a economia brasileira enfrenta dificuldades para se recuperar.

O ICI recuou 2,2 pontos, a 84,8 pontos em dezembro, após subir 0,4 ponto no mês anterior. A prévia do indicador deste mês já havia mostrado o cenário negativo, com queda de 2,9 pontos, para o menor nível desde junho. [nE6N1DU011]

"O resultado da sondagem industrial de dezembro, com queda da confiança e nível recorde de ociosidade, joga um balde de água fria sobre indicadores que já estavam mornos", afirmou a coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE, Tabi Thuler Santos.

"Entre agosto e novembro, a acomodação da confiança --motivada pela apatia da demanda interna-- já havia interrompido a recuperação temporária da confiança do setor observada no primeiro semestre", acrescentou, por meio de nota.

Segundo a FGV, a queda da confiança ocorreu em 12 de 19 segmentos industriais e atingiu tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as perspectivas das empresas para os meses seguintes.

O Índice de Expectativas (IE) caiu 1,8 ponto, a 87,1 pontos no período, enquanto que o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 2,2 pontos, a 82,9 pontos.

A FGV informou ainda que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada foi a 72,5 por cento em dezembro, nova mínima dentro da série histórica, iniciada em 2001.

(Por Patrícia Duarte).

 

Varejo brasileiro tem 2º pior Natal em 14 anos, diz Serasa Experian

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de Natal do varejo brasileiro caíram pelo terceiro ano consecutivo em 2016, na comparação anual, e tiveram o segundo pior desempenho em 14 anos, revelou nesta segunda-feira a empresa de informações de crédito Serasa Experian.

A constatação baseia-se na comparação das consultas feitas ao banco de dados da empresa na semana de 18 a 24 de dezembro, que foram 4 por cento menores do que em igual etapa de 2015. O ano passado, aliás, teve o pior desempenho da série, com queda de 6,4 por cento sobre um ano antes.

A série, que começou em 2003, não havia registrado queda até 2014, ano em que as vendas recuaram 1,7 por cento sobre o ano anterior.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a aumento do desemprego, o crediário caro e a baixa confiança do consumidor seguiram pesando sobre as vendas de Natal.

(Por Aluísio Alves)

Fonte:
Reuters

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