Mdic diz que aumento de importações no ano sinaliza para retomada da economia

Publicado em 02/11/2017 08:57
Soja e milho são destaques do Agro nas exportações brasileiras

O crescimento das importações do país no mês de outubro (média diária de US$ 651,2 milhões, contra US$ 568,8 milhões para o mesmo mês de 2016) e no acumulado do ano (elevação de 9,1% na comparação com o mesmo período do ano passado), é uma indicação da melhora da atividade econômica no futuro. A avaliação é do diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Herlon Brandão.

Para ele, o crescimento das importações ao longo do ano é reflexo da atividade produtiva e da demanda interna por insumos para indústria e para o agronegócio. “Notamos um crescimento, pelo terceiro mês seguido, da importação de bens de capital. Isso é muito positivo, é investimento, e sinaliza uma melhora da atividade econômica no futuro”, disse ao apresentar, hoje (1º), o resultado da balança comercial do mês de outubro.

De acordo com Brandão, como o Brasil importa, principalmente, bens para atividade produtiva – como insumos industriais, máquinas para agricultura e bens de capital – o crescimento das compras no exterior demonstra que “o setor produtivo está demandando mais insumos para produção nacional e para exportação”.

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), nos dez meses do ano, o Brasil importou US$ 125 bilhões. Destaque para óleos combustíveis, com saldo positivo de 89,2%; hulhas (+110,4%); circuitos integrados (+48,3%); naftas (+43,4%) e partes de aparelhos transmissores ou receptores (+58,7%).

Agronegócio

Em relação ao agronegócio, os destaques da balança comercial são para a exportação de soja e milho. De janeiro a outubro, foram vendidas 63 milhões de toneladas de soja e 21 milhões de toneladas de milho. “Até setembro, tínhamos queda do volume de milho exportado, agora temos aumento. Temos crescimento do volume exportado de carne de frango, de carne bovina, celulose e açúcar, que também estava em queda e agora passou a ter crescimento”, destacou Brandão.

Nas exportações de modo geral, o destaque fica por conta de celulose, açúcar, commodities minerais, assim como a venda de petróleo, devido ao crescimento da produção nacional e os preços dessas commodities, além dos produtos industrializados, com 12% dos manufaturados, motivado pela venda de automóveis acima de 50%, de veículos de carga e produtos siderúrgicos.

“O volume de exportações de automóveis cresce para toda a América Latina, especialmente, Argentina, México, Chile, Peru e Colômbia. As carnes, que no começo do ano tinham queda, agora, estão tendo aumento também”, disse Brandão.

A expectativa do governo  é que o país feche o ano com crescimento de 15% nas transações comerciais em relação a 2016. “Já temos dez meses e isso permite fazer um cenário para o ano: vamos ter desempenho positivo das exportações e importações e, certamente, a corrente do comércio brasileira vai encerrar com crescimento significativo. Já estamos com aumento de 15% do comércio como um todo, e esperamos encerrar com esse nível ou superior”.

Fonte: Agência Brasil

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Comércio entre Colômbia e Equador cai com intensificação de guerra tarifária, dizem grupos empresariais
China diz que ONU deveria rever decisão sobre encerrar missão de paz no Líbano
Bolsonaro passa por cirurgia no ombro direito sem intercorrências, diz hospital
Casa Branca diz que hostilidade contra Irã se encerrou diante de prazo de autorização dos poderes de guerra
Síria depende do petróleo da Rússia apesar de estar se voltando para o Ocidente
Irã envia proposta de negociações com os EUA ao mediador Paquistão