Top-5 na Focus passa a ver corte em fevereiro e Selic a 6,5% em 2018

Publicado em 06/11/2017 08:11

SÃO PAULO (Reuters) - Os economistas que mais acertam as previsões passaram a ver a taxa básica de juros mais baixa em 2018 na pesquisa Focus do Banco Central, com um corte em fevereiro, depois que a autoridade monetária optou pela liberdade de ação na condução da política monetária e deixou a porta aberta para mais reduções.

Para o Top-5, a autoridade monetária deve promover uma redução na taxa básica logo na primeira reunião do ano de 0,5 ponto percentual, levando a Selic a 6,5 por cento, patamar em que ficaria até o final do ano. Para 2017, a projeção segue sendo de 7 por cento

Entretanto, a expectativa geral do mercado no levantamento feito com mais de uma centena de especialistas continua sendo de 7 por cento para ambos os anos.

Na semana passada, o BC optou por não dar pistas sobre suas decisões futuras em relação aos juros no ano que vem, mantendo o cenário aberto para agir conforme o panorama do momento, de acordo com a ata do encontro em que reduziu a taxa básica de juros para os atuais 7,5 por cento.

Assim, o BC mantém a porta aberta para fazer mais uma redução na Selic em fevereiro, primeira reunião do Copom de 2018, ou encerrar o atual ciclo de afrouxamento. No mesmo dia, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, repetiu a mensagem.

Em relação à inflação e à economia, o Focus não trouxe mudanças.

A alta do IPCA continua sendo calculada em 3,08 por cento em 2017 e em 4,02 por cento em 2018, enquanto que a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano é de 0,73 por cento e, no próximo, de 2,5 por cento.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Comércio entre Colômbia e Equador cai com intensificação de guerra tarifária, dizem grupos empresariais
China diz que ONU deveria rever decisão sobre encerrar missão de paz no Líbano
Bolsonaro passa por cirurgia no ombro direito sem intercorrências, diz hospital
Casa Branca diz que hostilidade contra Irã se encerrou diante de prazo de autorização dos poderes de guerra
Síria depende do petróleo da Rússia apesar de estar se voltando para o Ocidente
Irã envia proposta de negociações com os EUA ao mediador Paquistão