Alta em oferta global de petróleo pode superar demanda em 2018, diz AIE

Publicado em 13/02/2018 18:42
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LONDRES (Reuters) - O aumento na produção global de petróleo, liderado pelos Estados Unidos, provavelmente vai ultrapassar o crescimento na demanda neste ano, afirmou a Agência Internacional de Energia nesta terça-feira.

A agência aumentou a previsão de crescimento na demanda por petróleo em 2018 para 1,4 milhão de barris por dia ante estimativa anterior de 1,3 milhão, depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) ampliou sua perspectiva para a expansão da economia global este ano e em 2019.

A demanda por petróleo subiu a uma taxa de 1,6 milhão de barris por dia em 2017, disse a AIE, em relatório mensal. Entretanto, o rápido crescimento da produção pode superar qualquer avanço na demanda e começar a elevar os estoques da commodity.

"Hoje, depois de cortar custos acentuadamente, os produtores norte-americanos estão aproveitando uma segunda onda de crescimento tão extraordinária que em 2018 o aumento da produção deles poderá se igualar ao crescimento da demanda global", afirmou a AIE.

"Em apenas três meses até novembro, a produção de petróleo dos EUA subiu em colossais 846 mil barris por dia e vai em breve superar a da Arábia Saudita. Até o final deste ano, também poderá superar a Rússia e virar um líder global."

A produção de petróleo dos EUA pode alcançar 11 milhões de barris por dia até o final deste ano, segundo estimativas da agência de informações de energia dos EUA.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), junto com outros exportadores como a Rússia, fizeram um acordo para manter restrição sobre a oferta da commodity pelo segundo ano em 2018 para forçar queda nos estoques e apoiar os preços.

Os estoques de petróleo nas nações mais ricas do mundo caíram 55,6 milhões de barris em dezembro, para 2,851 bilhões de barris, a queda mensal mais acentuada desde fevereiro de 2011, afirmou a AIE.

"A alta nos preços do petróleo foi interrompida e invertida, e, segundo nossa análise sobre o equlíbrio de oferta e demanda, deve acontecer o mesmo nas ações do setor petrolífero, pelo menos no início deste ano", afirmou a AIE.

Fundo soberano da Noruega cobra mais transparência de companhias investidas

OSLO (Reuters) - O fundo soberano da Noruega, de mais de 1 trilhão de dólares, planeja ser um acionista ativo, cobrando de empresas investidas a divulgação de mais dados não financeiros, como emissões de carbono, e a nomeação de diretores que representam os investidores.

Mais divulgação de dados sobre sustentabilidade pelas 9.100 empresas em que investe vai permitir ao fundo avaliar com mais precisão os riscos de seus investimentos, afirmou Yngve Slyngstad, presidente-executivo do fundo.

"Não é apenas a divulgação de dados relacionados ao clima, mas a divulgação do que chamamos de informações não financeiras em geral, dados de sustentabilidade", disse ele. "CO2 é muito importante...Dados relacionados à água e ao amplo espectro das Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU são importantes."

O fundo, que investe os recursos gerados pela produção de petróleo e gás da Noruega e não pode investir em companhias norueguesas, é um dos maiores acionistas do mundo, com participações em 1,4 por cento das companhias listadas em bolsas globais.

Nos últimos anos, o fundo soberano da Noruega tornou-se um investidor mais ativo, tentando usar seu tamanho para influenciar atitudes de companhias.

No relatório anual sobre investimento responsável, divulgado nesta terça-feira, o fundo afirma que se opôs a 6.760 resoluções colocadas em votação em assembleias gerais de acionistas de empresas no ano passado.

Pouco mais da metade das oposições se concentraram sobre a eleição de diretores e incluíram votos contrários à combinação de papeis de presidente-executivo e de presidente de conselho de administração do Facebook, JPMorgan Chase, Johnson & Johnson, Bank of America, ExxonMobil, Chevron e Verizon.

O fundo também votou contra diretores da Alphabet, Amazon, Allianz e Wells Fargo, que avalia terem muitos compromissos.

Em documento separado divulgado também nesta terça-feira, o fundo soberano da Noruega ainda afirmou que as empresas precisam criar políticas contra corrupção e canais de denúncia anônima.

Fonte: Reuters

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