Dólar segue em alta nesta quarta-feira na expectativa de decisão do Copom, às 18h

Publicado em 16/05/2018 11:02 e atualizado em 16/05/2018 13:23
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O dólar segue em alta no exterior e no mercado local, na esteira de preocupações geopolíticas envolvendo a Coreia do Norte e os Estados Unidos, além das quedas do euro e do petróleo. Expectativas sobre a decisão do Copom às 18h nesta quarta-feira, 16, após a escalada recente do dólar, também podem deixar os investidores na defensiva. As taxas futuras de curto prazo mostram viés de baixa, à espera de novo corte da Selic.

Às 12h40 desta quarta, a moeda americana estava cotada a R$ 3,68, alta de 0,60%. Na máxima do dia, o dólar alcançou R$ 3,69. Em maio, a alta acumulada já é de 5,15%.

"Hoje a alta marginal do IGP-10, refletindo a alta do dólar, e a divulgação do IBC-Br de queda de 0,74%, ante 0,30% esperado, podem respaldar a decisão do Copom em encerrar o ciclo com um novo corte de 25 bps (0,25 ponto porcentual) hoje", avalia o operador de renda fixa Luis Felipe Laudisio dos Santos, da Renascença DTVM, em nota a clientes. Segundo ele, porém, "mais do que a decisão, o cuidado com a redação no comunicado e na ata, serão decisivos para o comportamento da curva (de juros)", acrescentou.

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Dólar sobe e vai a R$ 3,67 de olho no cenário externo

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar mantinha nesta quarta-feira a trajetória de alta dos últimos dias ante o real acompanhando o cenário externo, com os investidores em busca de mais pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos já que altas adicionais influenciam o fluxo global de recursos.

Às 10:56, o dólar avançava 0,42 por cento, a 3,6762 reais na venda, depois de acumular alta de 3,22 por cento nos últimos três dias. Na máxima, a moeda foi a 3,6895 reais. O dólar futuro tinha alta de 0,53 por cento.

"A intenção do banco central norte-americano em continuar com seu gradualismo na condução da política monetária ainda gera muitas dúvidas...Consenso mesmo é que o Fed deve anunciar seu segundo aumento do juro em junho", afirmou a Advanced Corretora em relatório.

Na véspera, os dados de vendas do varejo norte-americano elevaram as apostas para três novas altas de juros neste ano, somando-se à que foi feita em março pelo Federal Reserve. Mas, nesta quarta-feira, os dados da produção industrial de abril, embora tenham vindo mais fortes do que as projeções, trouxe revisões em baixa dos números de meses passados.

No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, mas perdeu força após os dados da produção industrial. Além disso, a moeda norte-americana, que operava mista mais cedo ante divisas de emergentes, passou a cair ante a maioria delas, como o peso mexicano.

O rendimento do Treasury dos Estados Unidos de 10 anos cedia nesta sessão, mas permanecia ainda acima do nível de 3 por cento, o que ajudava a pressionar a moeda norte-americana.

O Banco Central já realizou nesta quarta-feira leilão de venda de 5 mil novos contratos de swap cambial tradicional --equivalente à venda futura de dólares. Com esta venda, já colou 750 milhões de dólares adicionais em swaps.

A autoridade ainda realiza nesta data leilão de até 4.225 contratos de swap cambial tradicional --equivalente à venda futura de dólares-- para rolagem do vencimento de junho.

No Infomoney: Dólar pode ir a R$ 3,80 já nos próximos dias com 2 fatores complicando o cenário

SÃO PAULO - As últimas semanas têm sido caóticas para os investidores de olho no câmbio - e para quem pretende viajar em breve. Isso porque o dólar não para de ganhar força no mundo todo, o que leva a um cenário ainda pior noBrasil, com uma pressão ainda maior conforme as eleições se aproximam.

E esta terça-feira (15) tem sido apenas mais um dia de forte valorização da moeda norte-americana, que rapidamente já encosta na marca de R$ 3,70. Mas até onde a divisa vai subir? O patamar "final" do dólar para este ano é algo que está em constante mudança nas análises, já que existe uma série de fatores que podem levar a moeda para rumos diferentes. Mas, pelo menos no curto prazo, é bom o investidor se preparar para mais altas.

E apesar de tantos motivos para alta (busca por proteção, cenário externo, eleições, etc), existem dois fatores técnicos que podem azedar ainda mais o cenário do real. Segundo o diretor de câmbio da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, se o euro cair abaixo de 1,18 contra o dólar e o Dollar Index subir para mais de 93 pontos, ambos com consistência, o real deverá se depreciar ainda mais.

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Fonte: Reuters/Infomoney

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